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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sal e sódio causam dúvida a hipertensos, diz pesquisa


Estudo de instituto de cardiologia mostra que 93% não conseguem calcular quantidade em embalagens

SÃO PAULO - Reduzir o sal na dieta é a primeira recomendação que um portador de hipertensão recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem estabelecer uma relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder seis gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para cinco gramas.

Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.

Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).

"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única."

O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.

Anvisa
"Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal", diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos - como o leite - contêm naturalmente sódio, mas não sal. "Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor", afirmou a agência em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: www.estadao.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sírio-Libanês busca pessoas que tiveram câncer de pulmão para testar vacina


Paciente deve ter feito cirurgia recentemente, estar livre de metástase e não fazer quimioterapia

SÃO PAULO - O Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, procura pessoas que tiveram câncer de pulmão e se submeteram recentemente a cirurgia.

O objetivo é realizar um estudo clínico internacional que impeça a volta da doença, o que será feito por meio de um tratamento com vacina que atua contra o antígeno MAGE, presente em uma parcela desses tipos de tumores.

Para participar do estudo, os pacientes devem ter passado por cirurgia para remoção do câncer (do tipo tumor positivo de células não pequenas) entre 4 e 12 semanas atrás, estarem livres de metástase e não terem sido submetidos a quimioterapia.

Para pessoas que estão em tratamento quimioterápico, o início da participação no estudo deve acontecer de três a seis semanas após o quarto e último ciclo da quimioterapia.

Além disso, é necessário que o paciente tenha o antígeno MAGE nas células tumorais, que são avaliadas sem nenhum ônus para o paciente. Os interessados serão analisados para saber se o tipo de células deles são do tipo necessário para a pesquisa.

Primeiro, é feita uma triagem por telefone (11 3155-4207) e depois as pessoas são convidadas a comparecer pessoalmente ao Sírio-Libanês.

Fonte: www.estadao.com.br

Como evitar a dengue?


As notícias sobre a epidemia de dengue servem de alerta para a população de todo o país. Para evitar que a doença se espalhe, é preciso tomar alguns cuidados.

De acordo com Paulo Olzon Monteiro da Silva, médico infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o mosquito Aedes Aegypti tem hábito domiciliar, ou seja, vive onde existem pessoas. Portanto, “é preciso ficar de olho na própria casa e na casa do vizinho”, diz o especialista.

O foco da dengue pode aparecer em qualquer lugar que contenha acúmulo de água. “Não pode deixar nenhum lugar com água parada. É preciso tomar cuidado com pratinhos de plantas, garrafas pet, pneus velhos e até pedacinhos de plástico que possam ter uma pequena poça de água”, explica Paulo Olzon Monteiro da Silva.

Além desses cuidados básicos que todos deveriam ter para impedir a proliferação do mosquito, o médico alerta que é preciso lavar sempre os recipientes que já tiveram água parada. Isso porque os ovos do Aedes Aegypti podem permanecer em um lugar que ficou seco, mas já foi molhado, e eclodir a qualquer momento. Também é preciso tomar cuidado com plantas que acumulam água, como as bromélias.

Outros lugares que merecem atenção especial são as piscinas e as caixas d’água. As piscinas devem estar sempre tratadas, tapadas ou esvaziadas e as caixas d’água precisam estar sempre bem fechadas.

Para afastar os mosquitos e evitar suas picadas, algumas pessoas recorrem aos repelentes. Porém, o médico infectologista afirma que passar alguns tipos do produto todos os dias pode fazer mal à saúde. “Um que é bastante usado e protege de certa forma é a essência de citronela. Você passa no corpo e ele repele”, declara.

O importante é que todos cuidem da própria casa, cobrem dos vizinhos e avisem os órgãos públicos responsáveis, caso encontrem focos de dengue. É a saúde de todos que está em jogo!

Fonte: vilamulher.terra.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Unifesp busca voluntários para estudo sobre tratamento de artrose


A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) busca voluntários para desenvolver uma pesquisa sobre um tratamento de artrose.

O Departamento de Psicobiologia da universidade vai realizar um estudo com pacientes que apresentam artrose no joelho para avaliar a associação de medicamento a exercícios terapêuticos.

Ao participar da pesquisa, o voluntário vai realizar exames de coração, laboratoriais e raio-x, além de exercícios terapêuticos três vezes por semana, durante 12 semanas.

Segundo a Unifesp, podem participar homens e mulheres, com idade entre 40 e 70 anos, que apresentam dores no joelho, bom estado geral de saúde e que não sejam diabéticos.

Os interessados podem entrar em contato com a universidade pelos telefones 0XX/11/2108.7090, com Rosa, ou 0XX/11/5908.7081, com Alexandre, das 8h às 17h. O recrutamento termina no dia 31 de junho.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Planos de saúde podem subir até 6,73%, estabelece ANS


Teto de reajuste foi definido pela ANS nesta sexta. Reajuste é para planos individuais e familiares contratados a partir de 1999.

As mensalidades dos planos de saúde vão ficar mais caras. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 6,73% o índice máximo de reajuste para os planos de saúde individuais e familiares contratados a partir de janeiro de 1999.

O percentual incidirá sobre os contratos de cerca de 7,4 milhões de consumidores, ou 13% dos cerca de 56 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil. Os demais planos são coletivos ou empresariais.

O reajuste será aplicado a partir da data de aniversário de cada contrato. A ANS alerta que, ao receber o próximo boleto, o consumidor deve observar se o percentual do aumento está devidamente identificado, além de ficar atento a eventuais cobranças de valores retroativos.

As cobranças retroativas só são permitidas caso haja defasagem de até três meses entre a data do aniversário do contrato e a primeira aplicação do reajuste.

Novos procedimentos

O reajuste divulgado nesta sexta não contempla a ampliação da cobertura dos planos de saúde, que entrou em vigor no último dia 7. O impacto dos novos procedimentos no valor das mensalidades só será avaliado pela ANS no ano que vem.

Desde a última segunda-feira, os planos são obrigados a cumprir 70 novos exames e procedimentos. Destes, 16 são da área odontológica, como a colocação de coroas e blocos. Outros 54 são avanços da medicina, como as cirurgias menos traumáticas feitas com auxílio do vídeo, o transplante de medula e exames genéticos e de imagem.

Fonte:
g1.globo.com

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Carta aberta da MMM- Moção de Repúdio ao Estatuto do Nascituro


A Marcha Mundial das Mulheres repudia com indignação o Projeto de Lei (PL) de autoria do Deputado Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG), que propõe instituir o Estatuto do Nascituro. O PL passa a considerar sujeito pleno de direito o óvulo fecundado, ou seja, o concebido e não nascido passa a ter mais direitos do que a mulher.

Tal PL pretende ainda legalizar, a violência sexual, especialmente o estupro que sofrem as mulheres. Tornando inadmissível o aborto conseqüente desta violação e instituindo o pagamento de auxilio para sustentação do nascido até os 18 anos. A “Bolsa Estupro”, como é conhecida pelos movimentos de mulheres, reforçará que a punição recairá sobre a própria mulher. A bolsa terá que ser paga pelo agressor e caso não o faça o ônus recairá sobre o Estado.

Afora a hipocrisia, se destaca a pretensão do legislador em querer determinar quando começa a vida, coisa que nem a ciência ousou fazer. Ao analisar os dispositivos desta proposta cai por terra o discurso de “proteção da vida”, pois não se vê nada além do que já tratam as legislações vigentes, sobre direitos de personalidade, direito de saúde e patrimoniais dos recém nascidos.

Caso aprovado fica proibido ainda qualquer manifestação que trate do assunto Aborto, cerceando o direito do debate quesito fundamental na democracia.

Entendemos que a proposta do “Estatuto do nascituro” deve ser rechaçada, pois ela significa mais um dos ataques dos conservadores, machistas e opressores:

- Condena as mulheres à submissão, mantendo-as expostas à violência;

- Reflete a omissão do legislativo diante do aborto como elemento de preservação da vida das mulheres e de garantia da autonomia;

- Golpeia a democracia, a igualdade e a justiça, atingindo bens e valores construídos historicamente.

O avanço rumo à aprovação do chamado “Estatuto do Nascituro”, deve ser visto como ameaça aos direitos das mulheres. Nele, estão reunidas as pautas mais retrogradas e de submissão, ostentadas pelo patriarcado e as instituições que o perpetuam, ao longo dos séculos: controle sobre o corpo das mulheres, a institucionalização da violência sexual e o domínio sobre o destino das mulheres.

Direito ao nosso corpo. Legalizar o aborto!

Marcharemos até que todas sejamos inteiramente LIVRES!

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Turista deve ter cuidados com insetos e alimentos na África do Sul


Alerta é para prevenção de doenças transmitidas por vetores e por água ou comida contaminada

Os turistas que vão viajar para a África do Sul a fim de acompanhar a Copa do Mundo de Futebol devem tomar alguns cuidados, principalmente com insetos e alimentos, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O alerta é para a importância da prevenção de doenças transmitidas por vetores e por água ou alimentos contaminados.

Além das vacinas contra febre amarela e sarampo antes da viagem, cuidados extras devem ser tomados pelos turistas no local para evitar a ocorrência de outras doenças. As áreas de ecoturismo e safári são as mais propensas a picadas de insetos transmissores de doenças como malária e febre amarela.

Já nos centros urbanos, a contaminação por água e alimentos é mais comum, podendo causar diarreia, desidratação, vômitos e dores no corpo. Por isso, recomenda-se dobrar a atenção ao sair para passeios ou fazer refeições.

No site da Vigilância Epidemiológica Estadual, é possível acessar a lista completa de recomendações feitas àqueles que irão à África do Sul nesta Copa.

Alguns cuidados para evitar o contágio por doenças transmitidas por vetores e alimentação:

- Usar roupas longas que cubram a maior parte do corpo, calças por dentro das meias ou botas, camisas de mangas longas, de cores claras, e chapéus;

- Aplicar repelentes contra insetos e carrapatos nas áreas expostas do corpo. Não esquecer de aplicar atrás das orelhas e no pescoço, áreas geralmente ignoradas;

- Usar inseticida nos dormitórios;

- Hospedar-se preferencialmente em locais que disponham de ar condicionado, ventiladores ou telas de proteção nas portas e janelas;

- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, principalmente antes das refeições e após utilizar o banheiro. Na impossibilidade de lavagem das mãos, utilize álcool em gel;

- Evitar ingerir água de origem desconhecida ou direto da nascente. Prefira água mineral engarrafada;

- Dar preferência a restaurantes ou lanchonetes indicados por agências de turismo, profissionais de hotéis ou guias locais. Evitar adquirir alimentos de ambulantes;

- Não ingerir alimentos que tenham permanecido em temperatura ambiente por mais de duas horas, preferindo pratos quentes e bem cozidos e/ou bem passados;

Fonte: Estadão

terça-feira, 8 de junho de 2010

Confira os exames que entraram na lista dos plano de saúde


Aumento em junho

Apesar de o reajuste que leva em conta os 70 novos exames só vir em 2011, o consumidor pode preparar o bolso agora: o governo vai determinar o aumento referente ao período entre maio de 2009 e maio de 2010 nos próximos dias. Ou seja, o plano de saúde vai ficar mais caro ainda em junho.

O aumento deverá se aproximar de 4,5%, valor que deverá se aproximar da inflação do ano passado, que foi de 4,31%. No ano que vem, virão os outros 11%, estimados pela Abramge.

Para a diretora da FenaSaúde, “o governo tem a política de não repassar o valor integral dos custos para o consumidor”. Porém, segundo ela, “uma coisa é o repasse integral e outra coisa é ter o parâmetro da inflação na área de medicina, que é muito superior à inflação geral de preços”.

No período entre maio de 2009 e de 2010, a variação do custo médico foi de aproximadamente 12%, segundo projeção da FenaSaúde.

De acordo com o último balanço da ANS, de março de 2010, há 42,9 milhões de pessoas com planos de assistência médica e 13,2 milhões de beneficiários com planos exclusivamente odontológicos no Brasil. Ao todo, existem 1.502 operadoras de planos privados de saúde.


Procedimentos médicos incluídos
Cirurgia por vídeo no tórax – 26 novas operações médicas por este método, que não é tão invasivo como a tradicional abertura do peito do paciente

Exames de laboratório – Serão 17 novos exames, inclusive testes para detectar diabetes e imunodeficiências primárias

Exames de genética – Orientação no tratamento de alterações de cromossomo em leucemias

Medicina preventiva – ampliação das consultas com nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos. Entre os testes estão o “do olhinho” (recém-nascidos) e de HIV para gestantes

Transplante de medula óssea – Agora, o transplante de um doador para outro será coberto pelos planos de saúde. Antes, só o transplante do mesmo paciente era autorizado pelos planos

Saúde mental –
atendimento em hospital-dia se torna ilimitado para internações
Odontologia – São 16 novos procedimentos, entre eles a colocação de coroa e bloco.

Exames de última tecnologia –
Implante de marca-passo multissítio, usado em casos graves de insuficiência cardíaca, exame de escaneamento para identificação de câncer de pulmão e linfomas e procedimentos de injeção de oxigênio, casos de gangrenas e lesões traumáticas

Ampliação das consultas*
Como é hoje A partir de 7 de junho
Fonoaudiólogo 6 até 24
Nutricionista 6 até 12
Terapeuta ocupacional 6 até 12
Psicólogo 12 até 40


Números**
Pessoas com planos de saúde no Brasil 56.070.666

Assistência médica com ou sem odontologia 42.856.872
Planos antigos (anteriores a 1999)9.332.508 (21,8%)
Planos novos21.447.543 (78,2%)
Só odontológicos 13.213.794
Operadoras de planos de saúde 1.502


* Por ano de contrato e conforme diretrizes de uso
** Dados de março de 2010 (mais recentes)


Fonte: noticias.r7.com

Plano de saúde deve ficar 11% mais caro com inclusão de exames


Reajuste ocorrerá só no meio de 2011, mas algumas empresas já repassam preço novo

Os planos de saúde deverão ficar 11% mais caros por causa da nova cobertura, que vai incluir 70 exames médicos e odontológicos, além de ampliar o número de consultas com psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais a partir de segunda-feira (7). A estimativa é da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), entidade que responde pelas empresas que têm hospitais próprios.

O consumidor só sentirá o aumento por conta do novo rol de exames em meados de 2011, já que o valor do reajuste é calculado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) com base nos custos dos planos de saúde nos últimos 12 meses. Apesar de o aumento estar previsto só para o ano que vem, algumas operadoras já estão "antecipando" o reajuste, afirma o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

- As empresas serão obrigadas a oferecer os 70 novos procedimentos imediatamente, só que o repasse só virá no ano que vem. Não existe isso! É como você levar uma televisão da loja de graça e pagar só depois. Por isso, algumas operadoras já estão aplicando entre 12% e 15% nos novos contratos. Elas estão tentando antecipar o impacto do novo rol.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa 17 empresas responsáveis por cerca de 18 milhões de beneficiários (34% do total), preferiu não estimar o valor do reajuste. Isso porque o custo é calculado a partir do valor do procedimento multiplicado pelo número de vezes que o exame é utilizado, informa a diretora-executiva da entidade, Solange Beatriz Mendes.

- Um exame pode ter um custo altíssimo, mas foi usado apenas uma ou duas vezes. Então, não significa nada para operadora. Não se sabe o tamanho dessa demanda. Por outro lado, pode vir uma avalanche de utilização dos exames e então ter um impacto maior.

Fonte: R7

Começou nesta segunda cobertura maior dos planos de saúde


Mudanças devem beneficiar cerca de 44 milhões de brasileiros, planos serão obrigados a cobrir 70 novos procedimentos.

Entrou em vigor nesta segunda-feira (7) as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar que ampliam o número de exames e procedimentos que os planos de saúde são obrigados a cobrir.

As mudanças devem beneficiar cerca de 44 milhões de brasileiros que contrataram planos de saúde a partir de primeiro de janeiro de 1999.

Entre os 70 novos procedimentos que os planos são obrigados a cobrir, 16 são da área odontológica, como a colocação de coroas e blocos. Outros 54 são avanços da medicina, como as cirurgias menos traumáticas feitas com auxílio do vídeo, o transplante de medula e exames genéticos e de imagem. O pet scan, que ajuda a visualizar tumores e outras doenças, é um deles. O exame custa cerca de R$ 3,5 mil, valor que muitos planos não cobrem.

“É uma espécie de ressonância mais sofisticada, que pega o câncer e a metástase do pulmão mais no início. Atualmente, é preciso ir para cirurgia exploratória”, explica Henrique Oti Shinomata, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Seguro.

O transplante de medula feito por doação de outra pessoa viva também passa a ser coberto pelos pacotes de referência dos planos. A principal indicação deste transplante é para o tratamento de leucemia.

“Também terão as vídeolaparoscopias no tórax. Antes tinha que abrir o paciente, e a recuperação é muito custosa e dolorida”, diz o especialista.

As novas regras também aumentam o número de consultas de especialistas como psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas que os planos de saúde têm que cobrir. O número de sessões varia de 12 a 24 dependendo da doença e da especialidade. No caso dos psicólogos, elas podem chegar a 40, desde que indicadas por um psiquiatra.

“Antes havia um limite de 180 dias em hospital dia. Não terá mais essa limitação, então não interrompe o tratamento e evita uma crise”, diz Shinomata.

Custo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar deve divulgar nesta semana o reajuste anual dos planos de saúde, previsto por lei. Mas o impacto dos novos procedimentos no valor das mensalidades só será avaliado pela ANS no ano que vem.

A expectativa da agência é que as novas coberturas encareçam os planos em cerca de 1%. Já as seguradoras esperam altas maiores.

“Pode acontecer de ser bem mais [o aumento], e aí [os consumidores] vão ter que arcar com esses custos maiores. Mas quem utilizou vai agradecer muito, vai evitar uma cirurgia, ter que passar por uma quimioterapia que não esteja fazendo efeito” diz Shinomata.

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Falta vacina contra H1N1 em clínicas particulares de SP


A 20 dias do início do inverno, a vacina contra a gripe H1N1 está em falta nas principais clínicas particulares de de São Paulo e do país.

Em compensação, o Ministério da Saúde comprou 113 milhões de doses e quer vacinar 71 milhões de pessoas até amanhã, quando termina a campanha nacional. Os 42 milhões de doses extras ainda não têm destino definido.

No frio, aumenta o risco da contaminação, em função das aglomerações de pessoas em lugares fechados.

A Folha ligou para 13 clínicas certificadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações para conferir a situação das vacinas para adultos.

A falta de estoque é problema em todas elas. Ontem, só uma tinha doses disponíveis, mas não era permitido fazer reserva e não havia como garantir que as doses não terminariam até o final do dia.

"Quando a vacina chega, forma uma fila quilométrica aqui", disse a atendente.

"É muito preocupante. Tenho encaminhado pacientes para diferentes clínicas, mas nenhuma tem vacina e não explicam o motivo", diz o infectologista Celso Granato.

O ideal é que a vacina seja tomada antes do fim da primeira quinzena de junho, porque o corpo só produz anticorpos contra o vírus 15 dias depois de receber a dose.

"Todos os esforços do governo são para isso: vacinar antes de junho, quando a circulação do vírus aumenta. O pico de contaminação acontece em julho. Então, não adianta tomar vacina nessa época", afirmou Granato.

DOSES EXTRAS
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, as doses extras da vacina contra a gripe A fazem parte do "estoque estratégico" adquirido pelo governo por precaução (caso acontecesse alguma intercorrência ou imprevistos durante a campanha).

Não há previsão de destinar as sobras para adultos que estão fora dos grupos de risco definidos pelo governo.

A assessoria informou que parte dessas doses excedentes foi usada na vacinação de crianças entre dois e cinco anos, antes não contempladas no público que receberia a vacina gratuitamente.

Quatro laboratórios têm autorização para comercializar a vacina no Brasil, mas só dois entraram no mercado: Sanofi Pasteur e Solvay.

A Solvay informou que já distribuiu as encomendas pelas clínicas do país; a Sanofi diz que deve finalizar a distribuição para as clínicas até o fim do mês.

Fonte: folha

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ministério da Saúde convoca população para últimos dias de vacina contra H1N1


Termina nesta quarta o prazo para dois grupos: crianças de 2 a 5 anos e adultos de 30 a 39 anos

A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 chega à reta final, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a convocação da população. Nesta quarta-feira, 2, termina o prazo para os dois últimos grupos se imunizarem: crianças de 2 a 5 anos e adultos de 30 a 39 anos.

Gestantes que ainda não se vacinaram também devem procurar um dos 36 mil postos do País. O Ministério da Saúde recomenda, ainda, que os Estados e municípios que não cumpriram a meta em grupos já imunizados realizem busca ativa para garantir a cobertura de 80% para todos os grupos.

"As pessoas têm apenas mais três dias para se vacinar contra a gripe H1N1. Faço um apelo aos pais e responsáveis que levem as crianças aos postos de vacinação. O recado também é importante para os adultos de 30 a 39 anos, que estão nesta última etapa", afirma o ministro Temporão. Ele lembra que o Brasil está entrando no período de maior transmissão de doenças respiratórias, por isso é essencial que os grupos mais vulneráveis ao vírus estejam protegidos.

Esta já é a maior campanha de imunização realizada no País. Até a manhã desta segunda-feira, 31, foram registradas quase 70 milhões de doses aplicadas, superando a campanha de vacinação contra rubéola, que começou em 2008 e imunizou 67 milhões de pessoas.

"No mundo, o Brasil é o país que, proporcionalmente, mais vacinou a sua população. Isso demonstra o grande trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde vacinadores e a confiança da população no programa de imunizações", diz o ministro.

A meta de imunizar pelo menos 80% do público-alvo já foi atingida para quase todos os grupos: profissionais de saúde, crianças de 6 meses a 2 anos, portadores de doenças crônicas e indígenas. O público de 20 a 29 anos está bem próximo da meta, com 79,5% de doses aplicadas. Nos adultos de 30 a 39 anos, a cobertura é de 54% e nas gestantes, 70%, com mais de 2 milhões de vacinadas.

Internações
Em 2010, até o dia 8 de maio, foram registradas 540 internações por causa da gripe H1N1. Desse total, 18% dos casos são relacionados à gestação. Em relação às mortes, um total de 64, as gestantes representam 30%.

No ano passado, de 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416 no total).

Fonte: Estadao

Prazo para vacina contra H1n1 chega ao fim quinta-feira


Termina nesta quarta o prazo para dois grupos: crianças de 2 a 5 anos e adultos de 30 a 39 anos

A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 chega à reta final, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a convocação da população. Nesta quarta-feira, 2, termina o prazo para os dois últimos grupos se imunizarem: crianças de 2 a 5 anos e adultos de 30 a 39 anos.

Gestantes que ainda não se vacinaram também devem procurar um dos 36 mil postos do País. O Ministério da Saúde recomenda, ainda, que os Estados e municípios que não cumpriram a meta em grupos já imunizados realizem busca ativa para garantir a cobertura de 80% para todos os grupos.

"As pessoas têm apenas mais três dias para se vacinar contra a gripe H1N1. Faço um apelo aos pais e responsáveis que levem as crianças aos postos de vacinação. O recado também é importante para os adultos de 30 a 39 anos, que estão nesta última etapa", afirma o ministro Temporão. Ele lembra que o Brasil está entrando no período de maior transmissão de doenças respiratórias, por isso é essencial que os grupos mais vulneráveis ao vírus estejam protegidos.

Esta já é a maior campanha de imunização realizada no País. Até a manhã desta segunda-feira, 31, foram registradas quase 70 milhões de doses aplicadas, superando a campanha de vacinação contra rubéola, que começou em 2008 e imunizou 67 milhões de pessoas.

"No mundo, o Brasil é o país que, proporcionalmente, mais vacinou a sua população. Isso demonstra o grande trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde vacinadores e a confiança da população no programa de imunizações", diz o ministro.

A meta de imunizar pelo menos 80% do público-alvo já foi atingida para quase todos os grupos: profissionais de saúde, crianças de 6 meses a 2 anos, portadores de doenças crônicas e indígenas. O público de 20 a 29 anos está bem próximo da meta, com 79,5% de doses aplicadas. Nos adultos de 30 a 39 anos, a cobertura é de 54% e nas gestantes, 70%, com mais de 2 milhões de vacinadas.

Internações
Em 2010, até o dia 8 de maio, foram registradas 540 internações por causa da gripe H1N1. Desse total, 18% dos casos são relacionados à gestação. Em relação às mortes, um total de 64, as gestantes representam 30%.

No ano passado, de 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416 no total).

Fonte: Estadao

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ginecologistas de planos ameaçam greve em SP


Médicos ganham em torno de R$ 200 por um parto normal, menos do que os que filmam o evento

Os ginecologistas de São Paulo ganham, por um parto normal, em torno de R$ 200, menos do que recebem os que filmam o evento. Ou mesmo menos do que custa uma "boa escova progressiva" (procedimento estético para alisar cabelos).

Com informações como essa e propagandas em jornais, revistas e rádios, os profissionais do Estado de São Paulo cobram aumento da remuneração dos planos de saúde e ameaçam greve em outubro. Os 9 mil integrantes da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) apontam que há dez anos não há reajuste não só dos partos como das consultas, para as quais os planos pagam em média R$ 25. Atualmente, 85% dos partos no Brasil na rede suplementar de saúde acabam sendo cesarianas.

"No parto normal, o médico trabalha 8, 12 horas, além das visitas subsequentes. Nas consultas, retirados impostos, gastos com recursos humanos, infraestrutura, o médico fica com R$ 5", afirma César Fernandes, presidente da Sogesp. Procurada, a Fenasaúde, que representa os planos, não retornou as ligações.

Fonte: Estadao

sábado, 29 de maio de 2010

Pesquisadores dão passo rumo a vacina universal contra a gripe


Eles identificaram um pedaço do vírus que parece se manter mesmo entre cepas mutantes

Uma versão "decapitada" do vírus influenza protegeu camundongos de diversas cepas de gripe, e pode ser um passo rumo à chamada vacina universal para a doença, informaram pesquisadores nesta terça-feira, 25.

Eles identificaram um pedaço do vírus que parece se manter mesmo entre cepas mutantes, e descobriram um meio de convertê-lo numa vacina.

Anos de trabalho ainda serão necessários, mas se o produto funcionar em seres humanos como funcionou nos roedores, a nova vacina poderá transformar o modo de imunização das pessoas contra a doença, diz a equipe da Escola de Medicina Monte Sinai de Nova York.

"Informamos agora progresso rumo à meta de uma vacina de vírus influenza que poderia proteger contra várias cepas", escrevem os médicos Peter Palese, Adolfo Garcia-Sastre e colegas em uma nova revista científica, mBio, disponível na internet.

"As vacinas atuais contra a gripe são eficazes contra uma amplitude estreita de cepas de vírus. É por essa razão que novas vacinas precisam ser geradas e administradas a cada ano".

Vírus de gripe sofrem mutações constantes e a cada ano um coquetel de três vacinas de gripe é criado para tentar conter os tipos mais comuns. Em intervalos de poucas décadas, novas cepas pandêmicas emergem, como foi o caso do vírus H1N1 de 2009, e têm de ser integradas à vacina.

A equipe de Palese focalizou Umm pedaço importante do vírus da gripe, chamado hemaglutinina. Essa estrutura, em forma de cogumelo, ajuda o vírus a se fixar às células que infecta e é o "H" do nome das cepas.

O "pescoço" da hemaglutinina não sofre mutações do mesmo jeito que as partes mais visíveis do vírus, e se houvesse uma forma de torná-lo mais visível para o sistema imunológico, esse seria um ótimo antígeno, ou alvo da vacina. Mas o "chapéu" do cogumelo esconde o pescoço, protegendo essa parte do vírus. O grupo de Palese descobriu um meio de atingir o pescoço, decepá-lo e fazer uma vacina com ele.

"Uma molécula de hemaglutinina decapitada poderia formar a base de uma vacina contra gripe que ofereceria proteção ampla", escrevem os pesquisadores.

"Este artigo é uma prova de conceito", disse Garcia-Sastre. "Não achamos que já encontramos a forma ótima de expor o antígeno".

Testes em camundongos mostraram que a vacina os protege de doses potencialmente letais de diversas variedades de vírus da gripe.

Fonte: www.estadao.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mortalidade infantil no mundo cai mais depressa do que previa a ONU


Autores acessaram dados de 187 países, desde 1970, e viram que as mortes infantis caem cerca de 2% ao ano

O total de mortes de crianças menores de cinco anos no mundo parece ter caído mais depressa do que as autoridades esperavam. Um novo estudo estima que muito menos crianças - cerca de 800.000 - morrem a cada ano do que estimavam as Nações Unidas.

Usando mais dados e um modelo aperfeiçoado, cientistas preveem que 7,7 milhões de menores de cinco anos morrerão em 2010, 36% menos que as quase 12 milhões de mortes estimadas em 1990. O trabalho aparece nesta segunda-feira, 24, na revista médica The Lancet.

A nova estimativa é substancialmente menor que o cálculo feito pelo Unicef em 2008, quando foram estimadas 8,7 milhões de mortes a cada ano de causas evitáveis como diarreia, pneumonia e malária.

"Estamos um bocado melhores do que pensávamos", disse Christopher Murray, um dos autores do estudo e diretor do instituto de Métricas Médicas e Avaliação da Universidade de Washington.

Murray e colegas acessaram dados de 187 países, entre 1970 e 2009. Determinaram que as mortes infantis caem cerca de 2% ao ano, abaixo dos 4,4% necessários para que se atinja a meta da ONU de cortar a mortalidade em dois terços até 2015.

Murray disse que a mortalidade está caindo surpreendentemente depressa em países como a Libéria e o Níger, mas que o progresso está paralisado em nações ricas como os EUA e o Reino Unido.

Onde as informações eram limitadas, os pesquisadores usaram modelos para projetar o número de mortes. A pesquisa foi paga pela Fundação Bill e Melinda Gates.

"Estamos muito entusiasmados porque esse estudo reforça nossa crença de que intervenções de grande escala, como redes contra malária, vacinas e pílulas de vitamina A estão mostrando seu efeito", disse Mickey Chopra, diretor de saúde do Unicef. O Fundo das Nações Unidas para a Infância não teve ligação com o estudo.

Ele se mostrou particularmente impressionado com o progresso em países como Níger e Malavi,onde não tem ocorrido muito crescimento econômico. "Mesmo enquanto esperamos a redução dos níveis de pobreza, podemos ainda há muito que pode ser feito pela saúde".

William Aldis, um especialista que já ocupou altos postos na Organização Mundial da Saúde e que já trabalhou na África e na Ásia, disse que os números não são totalmente confiáveis, dadas as incertezas nos dados dos países pobres, onde a vigilância é baixa.

A analista Mit Philips, dos Médicos Sem Fronteiras, disse que é encorajador saber que menos crianças estão morrendo, mas muito mais ainda precisa ser feito. "Se você começa com uma taxa de mortalidade muito alta, como em alguns lugares da África, mesmo se reduzir, ela ainda é muito grande", disse.

Ela afirmou que melhorar a saúde em países pobres requer serviços sanitários amplos, e não apenas campanhas esporádicas de distribuição de redes contra mosquitos ou vacinação.

Brasil
A taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 61,7% entre 1990 e 2010 - de 52,04 mortes por mil nascimentos em 1990 para 19,88/mil em 2010 -, de acordo com o mesmo estudo. No Brasil, a taxa anual de queda foi de 4,8% de 1970 a 2010. O Brasil subiu nove posições no ranking internacional de mortalidade infantil nas últimas duas décadas.

A mortalidade infantil no Brasil era de 120,7 a cada mil nascimentos vivos, em 1970. Hoje, mesmo com a queda, ainda é muito superior à dos países com o menor índice: Islândia (2,6) Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega de 3,4 e na França de 3,8.

O Brasil também perde em comparação com outros países em desenvolvimento, como o Chile (6,48), Cuba (5,25), China (15,4), México (16,5), Colômbia (15,3) e Argentina (12,8).

Os países com maior índice de mortalidade do mundo são a Nigéria (168,7), Guiné-Bissau (158,6), Níger (161), Mali (161) e Chade (114,4).

Fonte: Estadão

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Planos de saúde: novo rol de procedimentos não atende necessidades dos usuários


SÃO PAULO – O novo rol de procedimentos dos planos de saúde, que entrará em vigor no próximo dia 07 de junho, não atende a todas as necessidades dos usuários, segundo avaliam entidades de defesa do consumidor

Na opinião da Fundação Procon-SP, por exemplo, apesar de ser um avanço, a medida acaba por dificultar o atendimento dos clientes, já que muitas operadoras utilizam o rol como desculpa para não atender ao consumidor.

“O rol deve ser encarado como uma referência mínima obrigatória e não única. As operadoras acabam por se utilizar do rol para negar a cobertura do que não está previsto ali”, argumenta o técnico do Procon-SP, Raul Dalaneze.

Opinião parecida tem o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que considera questionável a existência de um rol de coberturas obrigatórias. “A Lei 9.656/96 garante aos consumidores a cobertura de todas as doenças listadas pelas OMS (Organização Mundial da Saúde). As limitações impostas pelo rol, no entanto, impedem que o consumidor tenha acesso ao tratamento adequado para a doença que o acomete e acabam, na prática, por excluir a cobertura da própria doença pelo plano de saúde”.

Outros problemas
As entidades observam ainda que, mesmo ampliando o número de consultas para atendimentos com psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros, o consumidor não é atendido em suas necessidades.

Isso porque, segundo Dalaneze, o correto seria que os atendimentos respeitassem as necessidades clínicas do paciente, não cabendo, assim, um número máximo de consultas.

Já para a Pro Teste – Associação de Consumidores, os novos procedimentos podem acarretar aumento de custos para o consumidor. “A Pro Teste avalia como avanço os novos 70 procedimentos que acompanham as inovações da medicina, mas teme impacto nos reajustes futuros”.

Além disso, a Associação lamenta que alguns procedimentos continuem excluídos, dentre eles os transplantes de coração, fígado e pulmão, que têm cobertura pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Pontos positivos

No que diz respeito aos pontos positivos da adoção do novo rol, as três entidades destacam a revisão periódica do rol, que deve ocorrer a cada dois anos.

A inclusão de exames como o Pet-Scan, usado para diagnosticar câncer, bem como o transplante de medula óssea, entre outros, também é comemorada pelas entidades.

Os novos procedimentos serão incluídos na cobertura mínima obrigatória oferecida pelas operadoras de planos de saúde com contratos assinados a partir de 02 de janeiro de 1999. Ao todo, estima-se que 44 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a medida.

Fonte:
web.infomoney.com.br

Herpes: verdades e mitos sobre a doença


Uma coceirinha discreta acompanhada de um leve ardor no canto dos lábios anuncia a saga que está por vir. A vermelhidão, as bolhas e a dor desconcertante e, às vezes, até mesmo febre não tardam a arrebatar a vítima. Sem falar no constrangimento de exibir uma ferida proeminente no rosto. Inicia-se, então, uma via-crucis que irá perdurar por cerca de sete longos dias, dificultando tarefas simples como comer e conversar. Quem já teve uma crise de herpes conhece bem esse martírio. E quem nunca enfrentou o problema não está totalmente livre dele. “Cerca de 90% da população já teve contato com o vírus da doença, mas apenas de 10 a 15% manifestam os sintomas”, estima o dermatologista Reinaldo Tovo Filho, da Sociedade Brasileira de Dermatologia — Regional de São Paulo.

Grande parte das pessoas contrai o micróbio na infância, por meio do contato com gotículas de saliva — haja beijocas de tios, tias... — ou brinquedos contaminados. Já na idade adulta, a transmissão costuma se dar, por assim dizer, boca a boca. A moçada que se orgulha de contabilizar o número de beijos ao final da balada tem aí um motivo para moderar na empolgação. Uma vez infectado, cada um depende da capacidade de seu organismo de reagir ao vírus. “Algumas pessoas nunca apresentam crises. Outras passam por apenas uma ocorrência. Na pior das hipóteses, o indivíduo infectado começa a sofrer de manifestações recorrentes”, explica o infectologista Gilberto Turcato, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Esse último caso requer cuidados especiais.

A má notícia é que, em quaisquer dessas condições, não dá para se livrar do vírus: o hospedeiro terá que conviver com ele para o resto da vida. O pior de tudo é que, além do desconforto que o enxerido provoca, ele não é tão inofensivo quanto parece. “Em situações mais raras, o herpes ataca o cérebro, provocando meningite, ou os olhos, levando à cegueira”, alerta o infectologista Davi Uip, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Sem contar que um estudo novíssimo acaba de associar a presença do vírus no corpo à ocorrência do mal de Alzheimer.

A primeira crise de herpes é sempre a mais bombástica. “Ela costuma ser bastante agressiva e chega a durar três semanas”, confirma o clínico-geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo. O episódio de estreia, no entanto, é a melhor oportunidade de preparar o corpo contra as futuras investidas do hóspede indesejado. “A doença deve ser tratada precocemente, quando surgem os primeiros sinais”, avisa Gilberto Turcato. O objetivo não é apenas encurtar o período de desconforto, mas diminuir a concentração de micro-organismos no corpo. “Isso é decisivo para reduzir o risco de recidivas e a intensidade das manifestações futuras”, justifica Turcato. Dessa forma, diante da suspeita desse estorvo, é melhor não vacilar e procurar a orientação de um profissional.

Na tentativa de controlar as aparições do penetra, os médicos lançam mão de antivirais, drogas que barram sua multiplicação. Uma boa alimentação também dá uma força extra para que as defesas do organismo possam dizimá-lo. Aplicar gelo sobre as lesões é uma das dicas dos especialistas. “A temperatura fria alivia a dor e auxilia na recuperação”, aconselha Reinaldo Tovo. Fora isso, não há muito o que fazer. O jeito é ter paciência e esperar a ferida regredir, o que leva cerca de sete dias. Embora algumas pessoas sejam mais suscetíveis ao vai-e-vem das bolotas, há fatores que ajudam a despertar o intruso. “O estresse e a tensão pré-menstrual comprometem o sistema imunológico, deixando o organismo vulnerável”, exemplifica Paulo Olzon.

E, no verão, o germe faz a festa — daí a necessidade de atenção redobrada na estação do calor. “Os raios solares ultravioleta fragilizam as nossas defesas, além de ressecar os lábios, que ficam mais vulneráveis”, diz o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Assim, evite a exposição excessiva ao sol, beba bastante líquido e utilize protetor labial ou batom com filtro solar sempre. O médico Davi Uip lembra que os casos de infecções repetitivas requerem um tratamento mais duradouro com antivirais. Ou seja, se o vírus ganha pontos, tudo se complica. A melhor estratégia de defesa contra o ataque desse invasor é, portanto, fechar a guarda e garantir que ele permaneça fraco e adormecido, sem causar nenhum estrago.

Herpes e catapora: o que eles têm em comum?

Quem já ficou todo empipocado quando era criança e achava que a chateação tinha ficado no passado, deve saber que não está totalmente livre dela. "O mesmo vírus causador das pelotas vermelhas, o varicela-zoster, é também responsável por deflagrar outra doença bastante agressiva, o herpes-zoster", explica o clínico geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo.

Ele ataca as crianças, provocando aqueles sintomas típicos da catapora, como coceira, erupções vermelhas na pele e febre. Depois de todo esse transtorno, o micróbio invade os gânglios nervosos em busca de um abrigo. Lá, ele fica anos adormecido, sem provocar sintomas, o que dá a falsa impressão de que o problema ficou no passado. "Traiçoeiro, o vírus espera um momento de fragilidade do sistema imunológico para dar as caras", afirma Paulo Olzon.

É aí que o herpes-zoster aparece, acometendo os nervos de um dos lados do corpo, normalmente na região do tórax ou do abdômen. Ele se manifesta em forma de pequenas bolhas e vermelhidão na região acometida. O fato do micro-organismo atacar áreas nervosas faz com que, normalmente, o paciente sinta muita dor. Uma febre discreta também costuma aparecer. Felizmente, a crise regride, em geral, no prazo de sete dias.

Qualquer pessoa que já teve catapora está sujeita ao problema. "Porém, ele é mais comum em idosos e em indivíduos debilitados, com baixa imunidade", avisa Olzon.

Dúvidas e boatos


1. É possível contrair o vírus utilizando um batom ou copo de quem está em plena crise?
Claro que sim! Embora não se saiba exatamente quanto tempo o vírus sobrevive em superfícies como um copo ou xícara, o contágio pode ocorrer se o objeto for utilizado logo após o contato com a secreção de alguém infectado. Ou seja, por segurança, não compartilhe.

2. A transmissão também se dá por meio de toalhas e roupas de banho?

Seria muito azar. Teoricamente isso poderia acontecer se essas peças guardarem gotículas de secreção contaminada. Na prática, a probabilidade é quase nula.

3. É possível pegar herpes beijando alguém que não tenha lesão aparente?

Pena dizer: a resposta é sim. Um pouco antes de a ferida aparecer, o portador do vírus sente coceira e uma ligeira ardência nos lábios. No espelho, ainda não se vê nada. Mas, nessa hora, ele já está com uma altíssima quantidade de vírus nos lábios — prontos para saltar para outros lábios.

4. É verdade que consumir carne de porco favorece o reaparecimento do herpes labial?
Essa é uma enorme bobagem. Não existe evidência científica de que a carne de porco ou qualquer outro alimento favoreçam as feridas na boca. Esqueça.

Fonte:
PlanosDeSaudeOnline

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vacinação contra gripe H1N1 é ampliada para crianças menores de 5 anos


O Ministério da Saúde recomenda que os municípios reforcem a campanha de vacinação

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a ampliação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1 para crianças entre 2 anos e 5 anos. Pais ou responsáveis pelas crianças já podem levá-las aos 36 mil postos de todo o País desde segunda-feira, dia 24, para a vacinação.

O prazo termina em 2 de junho. Neste período, pessoas de 30 a 39 anos e gestantes que ainda não se vacinaram também devem procurar um posto de saúde.

O Ministério da Saúde recomenda também que os municípios reforcem a campanha de vacinação - inclusive com busca ativa - de pessoas pertencentes aos demais públicos-alvos e que não tenham atingido a meta de cobertura. Isso inclui doentes crônicos, crianças de seis meses e menores de dois anos e adultos de 20 a 29 anos. Os idosos que ainda não se vacinaram contra a gripe comum também poderão ser imunizados até o dia 2.

As crianças de 2 anos até 4 anos e 11 meses, estão na faixa etária que apresenta maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela gripe H1N1, depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente na campanha.

Balanço

Até 18h da última quinta-feira, 20, já haviam sido vacinadas mais de 61 milhões de pessoas. Com este resultado, o Brasil praticamente atinge a cobertura da maior campanha de vacinação realizada até então no País, contra a rubéola (2008), e que teve duração de seis meses. Com a imunização de 61 milhões de pessoas, o país alcança, até o momento, 70% do público-alvo da campanha.

Entre profissionais de saúde que atuam diretamente no enfrentamento da gripe H1N1 e entre crianças de 6 meses a menores de 2 anos, a totalidade do grupo foi vacinada. Entre os doentes crônicos e indígenas, a meta nacional de 80% já foi atingida, embora alguns Estados ainda estejam abaixo do índice.

Entre os adultos de 30 a 39 anos, o porcentual geral de vacinados é de 37% e nenhum Estado ainda atingiu a meta neste grupo específico, de pelo menos 80%. Para este grupo, a vacinação contra a gripe H1N1 começou em 10 de maio e encerrou na última sexta-feira, dia 21.

Entre as gestantes, o porcentual é de 68% vacinadas no País e a meta já foi atingida neste grupo nos Estados de Goiás, Maranhão, Pará, Santa Catarina, Distrito Federal e Pernambuco. Entre os adultos de 20 a 29 anos, o porcentual é de 77% e onze unidades federativas já atingiram a meta no grupo: Amapá, Piauí, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Sergipe.

Gripe comum
O balanço da vacinação de pessoas acima dos 60 anos contra a gripe sazonal (gripe comum) contabiliza 10,6 milhões de idosos já vacinados no País. Isso representa 55% do público-alvo total da campanha.

Nas regiões Sul e Norte - onde a campanha começou antes, em 24 de abril, e se estendeu até 8 de maio -, os porcentuais de vacinação são de 72% e de 68%, respectivamente. No Sudeste, o porcentual atual é de 51%. No Nordeste, é de 45%. E no Centro-Oeste, é de 58%.

A divisão do calendário de vacinação do idoso contra a gripe sazonal foi motivada pelo atraso na entrega das vacinas pelo Instituto Butantã, de São Paulo. As pessoas acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas também estão sendo imunizadas contra a gripe H1N1.

Fonte: Estadao

Capital paulista prorroga campanha de vacinação contra H1N1


A campanha de vacinação contra o vírus H1N1 na capital paulista foi prorrogada para o próximo dia 2 de junho. Em alguns Estados, como Bahia e Rio Grande do Sul, a campanha também foi prorrogada.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a prorrogação da campanha foi determinada para atingir a meta de 80% para gestantes e adultos de 30 a 39 anos, que não foi alcançada.

As pessoas podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e as AMAs, de segunda a sábado, das 7h às 19h.

Nas demais cidades de São Paulo ainda não há definição se haverá prorrogação, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com a Secretaria Estadual, até quinta-feira cerca de 15 milhões foram vacinados.

O Ministério da Saúde informou que ainda não trabalha com a possibilidade de prorrogar o prazo, mesmo que a meta de imunização de 80% das pessoas ainda não tenha sido atingida em alguns lugares.

Rio Grande do Sul
O Comitê Estadual de Enfrentamento à Gripe A (H1N1) prorrogou o prazo para a imunização dos adultos de 30 a 39 anos no Estado para 28 de maio.

A segunda dose da vacinação das crianças, tanto para o grupo de 6 meses a 2 anos quanto para as portadoras de doenças crônicas de 2 a 9 anos, está assegurada e depende da data da primeira dose - deve ser feita 30 dias depois da primeira aplicação.

Para os demais grupos prioritários, a campanha termina nesta sexta.

Bahia
A campanha foi prorrogada até 28 de maio em todos os municípios baianos, para que a meta de imunizar cerca de 7 milhões de pessoas no Estado seja atingida.

Até as 17 horas desta quinta-feira, 54,42% do público alvo havia tomado a vacina em todo o Estado, de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde.

A vacinação estará disponível para todos os grupos prioritários que fizeram parte das quatro etapas da campanha (trabalhadores de saúde, crianças de seis meses a dois anos, doentes crônicos e a população de 20 a 39 anos) nas cerca de 4 mil salas de vacina em todo o Estado.

Fonte: Estadao