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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Livro "O Irã sob o chador" desvenda os mitos da cultura oriental

No dia 30 de agosto ocorre, no CineSesc (Rua Augusta, 2075), em São Paulo (SP), o lançamento do livro “O Irã sob o chador” . O evento terá início às 19h30 e contará com sessão de autógrafos das autoras, Adriana Carranca e Marcia Camargos. Haverá ainda a exibição de um curta iraniano seguido de bate-papo com amba

No livro, Adriana e Marcia revelam o caldeirão de contradições de uma nação enigmática, onde a cordialidade do povo resiste como valor num cotidiano de escassas liberdades individuais.

Nos últimos anos, poucos países têm sido objeto de tanto interesse e ao mesmo tempo de tanta incompreensão. O Irã se recusa a encaixar-se nos seus estereótipos. Sua estrutura política não é vertical: o poder é compartilhado entre diversas correntes numa complexa rede de instituições. Seu estrito código de conduta é, em grande medida, apenas aparente, e sua violação, nos espaços privados, mais tolerada do que reprimida. O Irã não é um país árabe, e sim persa, fundado sobre uma das grandes civilizações da Antiguidade, que assimilou e ao mesmo tempo moldou a corrente xiita do islamismo – a partir do casamento de Hussein, neto de Maomé, com uma princesa da Pérsia.

Sobre o livro
Chador é um tipo de manto iraniano, usado para cobrir o corpo feminino da cabeça aos pés. Só o rosto fica à mostra. Parecido com o hábito das freiras católicas, o traje é obrigatório em mesquitas e outros lugares sagrados, e conta com a preferência das iranianas islâmicas do segmento mais conservador da sociedade. Assim como as formas de suas mulheres, o Irã apresenta-se ao olhar ocidental de maneira enigmática, oculto sob o espesso chador do nosso preconceito e desinformação acerca do Oriente Médio em geral e de cada país da região, em específico.

Em viagens realizadas em momentos e circunstâncias diferentes, as jornalistas Adriana Carranca e Marcia Camargos tiveram a oportunidade de conhecer um país que não cabe na simplificação dos estereótipos. Muito longe de encontrar fanáticos religiosos hostis e minas terrestres a cada esquina, as autoras se depararam com cidades extremamente seguras para turistas, nas quais imperam a honestidade, a cordialidade e a gentileza nas relações. Em contrapartida, paira no ar a crescente insatisfação com o regime teocrático há três décadas no poder.

Concebido e escrito em parceria, “O Irã Sob o Chador” (Editora Globo) é o resultado da descoberta comum de uma realidade singular, num dos raros lugares do mundo ainda resistentes aos efeitos da globalização. Um cenário de conflitos permanentes entre arcaico e moderno, religioso e secular, opressivo e libertário – e que tem tais contradições capturadas no Caderno de Fotos, que ilustra o livro.

No mesmo país onde mulheres e homens têm de se sentar em partes diferentes do ônibus, por exemplo, circulam táxis nos quais ambos os sexos compartilham o aperto do banco. Alguns desses veículos são, inclusive, dirigidos por mulheres: há até uma cooperativa de taxistas femininas, que tem como clientela tanto as iranianas conservadoras (que não aceitam viajar com homens) como as liberais (que, em companhia feminina, se sentem à vontade para usar roupas um pouco mais ousadas).

Outro contraste verificado pelas autoras: o Twitter e o Facebook estão proibidos no país, o que não impede a existência de 1,4 milhão de usuários e 800 mil contas ativas dessas redes sociais, respectivamente – mesmo com a internet de banda larga restrita a hotéis e centros de convenção. Na China, onde há restrições semelhantes à comunicação virtual mas a população é vinte vezes maior do que a iraniana, o Twitter tem 409 mil perfis e o Facebook, ínfimas 14 mil contas ativas.

Desnudando as camadas do chador que envolve o Irã, Adriana e Marcia revelam uma sociedade pulsante que, à revelia do poder constituído, impulsiona o país. Um lugar que produz uma das mais instigantes cinematografias do mundo, mas que não hesita em usar a censura prévia (ou mesmo a prisão) para intimidar seus cineastas. Uma sociedade de machismo opressivo, no seio da qual emergiu a ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003. Um caldeirão fervilhante, no qual nacionalismo, juventude e desejo de mudança se mesclam ao deslumbramento com o mundo que está do lado de fora do chador, e que ficou mais próximo com a internet.

Sobre as autoras
Jornalista e mestre em políticas sociais, Adriana Carranca mantém um blog na edição online de O Estado de S.Paulo, dedicado a questões de desenvolvimento global e direitos humanos.

Ganhadora dos prêmios Jabuti e da Academia Paulista de Letras, Marcia Camargos, jornalista com doutorado em história pela USP, é biógrafa de Monteiro Lobato e sócia da Usina de Conteúdo, produtora cultural.

Trechos do livro

O aspecto das ruas das cidades
A sensação de volta ao passado permanece. Os carros são velhos, o layout geral é antiquado e o gosto, duvidoso para nossos padrões ocidentais de consumo continuamente exacerbado pela criatividade dos publicitários. O Irã é mesmo outra civilização. Pelas paredes externas dos edifícios, outdoors que dariam arrepios a uma agência de fundo de quintal anunciam bancos, filmes e empreendimentos imobiliários. Efígies dos soldados que tombaram na guerra Irã-Iraque, que durou dez anos, a partir de 1982, homenageiam os mártires imolados no conflito. Grafites contra o imperialismo norte-americano e europeu, palavras de ordem conclamando os cidadãos a lutar contra a nefasta águia de garras afiadas, símbolo dos Estados Unidos e da suposta decadência “ocidental”, somam-se a outros clichês deliciosamente saudosos, que também remetem à Cuba de Fidel Castro.

As fotos dos aiatolás Khomeini e Khamenei marcam presença em toda loja, cinema, hotel, sala de museu ou teatro. Os suportes variam, mas suas figuras presidem sobre a população que escuta um trecho do hino nacional e algumas suras do Alcorão em forma de cânticos, obrigatoriamente, antes de qualquer cerimônia oficial. E os discursos começam sempre com os dizeres: “Be name Khoda”, em nome de Deus...

Comida
O pão é do tipo sírio, mais leve e maior, feito nas padarias espalhadas pelos bairros, e nas quais se pode ver o processo da feitura destes nune sangak. De avental branco e mãos ligeiramente trêmulas devido ao calor constante que enfrentam todos os dias, pressionam a massa antes colocá-la direto sobre pequenas pedras incandescentes no forno de tijolos. Com isso, provocam minúsculas bolhas, tornando ainda mais crocantes os pães, retirados após alguns minutos com uma pá de madeira.

Conformada com a abstinência compulsória, resta encarar com bom humor as alternativas disponíveis. Há refrigerantes e sucos de romã, além da principal bebida nativa, o dugh, refresco gasoso de leite fermentado por iogurte natural, servido com folhas secas de hortelã triturado, que não agrada ao paladar tupiniquim. É encontrado em qualquer esquina, junto com outros produtos de primeira necessidade. Mas quem pretende conhecer um hipermercado para ter noção do estilo de vida dos habitantes, vai descobrir que eles não existem no Irã. Ainda estamos nos tempos das vendinhas de esquina, simpáticas e acolhedoras no seu acanhado modo de ser, com prateleiras forradas de tecido, pequena oferta de produtos e apenas um ou dois atendentes para receber o dinheiro e empacotar as compras em sacolas de papel tipo craft. Em compensação, há os irresistíveis bazares, outra verdadeira instituição nacional.

Hejab
Lá fora me aguardava uma das monitoras do festival, com calça jeans apertada por debaixo da veste escura. Os olhos negros de sobrancelhas bem delineadas brilham por detrás do lenço que esconde parte dos cabelos, o pescoço e o colo. Logo eu descobriria que elas fazem de tudo para parecerem modernas e atualizadas dentro das rígidas normas islâmicas. Não é à toa que uma gritante porcentagem de plástica no nariz ocorra neste trecho do globo terrestre. Sem o recurso de ombros, barriga, pernas ou braços à mostra, precisam conquistar o sexo oposto pela expressão do rosto. Como são bonitas! E os homens não ficam para trás.
A casa é geminada de ambos os lados e logo à entrada tiramos os sapatos. Sua esposa, de tez clara e cabelos louros, me recebe com um sorriso. Domina o inglês com perfeição e manda que eu retire o hejab. Faço isso com gosto, livrando-me também da calça por debaixo do vestido. Quase esquecera como é agradável ficar com a roupa comum, sem os apetrechos que tolhem os movimentos e nos deixam o tempo todo, para o bem e para o mal, conscientes da nossa “condição” de mulheres.

Outro desafio para os ditos “ocidentais”, sobretudo as mulheres, é encarar o banheiro turco, com um simples buraco no chão. Tente usá-lo meio agachada, segurando a barra da calça, a veste que vai por cima, a câmera fotográfica e o véu que cisma em cair para frente, arrastando-se pelo chão respingado... E note que, em lugar de papel higiênico, há uma ducha para a higiene pessoal. Não me perguntem com o que elas se enxugam. De minha parte, aprendi a manter lenços de papel na bolsa. Ninguém terá problema em refazer o estoque, o produto é uma verdadeira mania nacional. No quarto de hotel, onde existe o vaso sanitário convencional, no console dos carros e na mesa dos restaurantes, eles são onipresentes e fazem as vezes do guardanapo, mercadoria inexistente no país.

A simpatia acompanha a beleza física. No meu contato inicial com aquela terra longínqua, eu aprenderia as regras básicas da hospitalidade iraniana. Todos se desdobram para atendê-lo, fazendo com que você se sinta especial o tempo todo sem precisar ser amigo do rei.


Serviços

O Irã sob o chador
Autor: Adriana Carranca e Marcia Camargos
Gênero: reportagem
Editora: Globo
Formato: 13,7 x 20,8 cm
Número de páginas: 240
Preço: a definir
Site: www.globolivros.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo


O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.

A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 31 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.

Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.

Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.

É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.

Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!

domingo, 23 de maio de 2010

Israel nega entrada de Noam Chomsky na Cisjordânia


No dia 15 de maio, o conhecido linguista, filósofo e ativista político estadunidense Noam Chomsky não pode entrar em Israel para dar uma conferência na universidade palestina de Birzeit , junto a Ramala. Depois de ter sido interrogado por mais de três horas, o acadêmico, que é judeu, teve o seu passaporte carimbado com a frase "entrada recusada". A porta-voz do Ministério do Interior israelense, Sabine Haddad, confirmou que a entrada de Chomsky foi recusada "por várias razões", mas não deu detalhes.

Chomsky é um dos maiores críticos de Israel no mundo acadêmico. Assume-se como socialista libertário e simpatizante do anarquismo, tendo publicado várias análises sobre as relações de conivência entre o poder e os meios de comunicação. Para ele, Israel e os EUA impedem a paz no Oriente Médio por não aceitarem a proposta de acordo da Liga Árabe.

Em março, ele recebeu, na Alemanha, o Prémio Eric Fromm 2010 pelo seu trabalho, convicções políticas e sua posição em defesa dos direitos dos pobres e oprimidos.

França vence a Copa do Mundo de Gaza


Impossibilitados de sair do território devido ao cerco israelense, os amantes da bola na Faixa de Gaza decidiram criar um mundial próprio, a um mês do oficial. Até as seleções são as mesmas

Enquanto os amantes de futebol no mundo inteiro aguardam com ansiedade a próxima Copa, que será realizada a partir de 11 de junho, na África do Sul, os palestinos da Faixa de Gaza decidiram organizar seu próprio “mundial”.

Impossibilitados de deixar o território devido ao cerco israelense, os entusiastas da bola locais formaram – como maneira de protesto e demonstração de amor pelo futebol – um evento similar ao Mundial da FIFA, inclusive com seleções internacionais. Estados Unidos, Itália, França, dentre outras equipes, integradas por palestinos e funcionários de organizações humanitárias, disputaram a sonhada taça entre 3 e 15 de maio. A final a ocorreu no último sábado, com a vitória da França sobre a Jordânia.

Ideia

A Copa do Mundo de Gaza foi uma invenção do norte-americano Patrick McGann e do palestino Ashraf Mohammed Hamad. McGann viajou a Gaza pela primeira vez há um ano, liderando a Jumpstart International, organização não-governamental que constrói escolas e ensina cartografia a estudantes locais. A Jumpstart não atua mais no território, mas o voluntário decidiu permanecer. "O cerco israelense me fez querer ficar," contou ao IPS (Inter Press Service News Agency).

A ideia de realizar o torneio surgiu quando McGann e Hamad, que trabalha na Universidade de Ciências Aplicadas em Gaza, começaram a jogar futebol juntos no campus da escola, atraindo outras pessoas e formando pequenos campeonatos.

"O futebol é muito importante em Gaza e Ashraf me perguntou o que poderíamos fazer para promover algo maior... Nos ocorreu que o futebol poderia se tornar um veículo para a conquista de diversos objetivos, como ajudar os jovens a desenvolverem habilidades para a busca pela paz e a construírem orgulho próprio por meio de suas conquistas, além de reunir as pessoas – estrangeiros e palestinos, palestinos de diferentes opiniões políticas etc."

Mantendo o espírito de diversidade, como também a celebração dos talentos locais, McGann conseguiu apoio tanto de fora – uma judia portorriquenha que trabalha em uma organização criada por McGrann criou o logo usado no Mundial – quanto local, com fundos doados pelo Banco da Palestina, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Pepsi Co.

O troféu, criado por Hamad, foi feito a partir dos destroços deixados pela invasão israelense à Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Com informações dos portais Opera Mundi, UOL e CNN

sábado, 22 de maio de 2010

EBC cria manual para a cobertura das eleições


A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deve adotar a partir das próximas semanas um manual para a cobertura das eleições. O guia exigirá isonomia dos repórteres e proibirá reportagens sobre a vida pessoal dos candidatos, uso de off e manifestação de preferência eleitoral, como a utilização de botons. A estatal também define normas para a divulgação de pesquisas e dá prioridade para as realizadas pelos maiores institutos. A data para o lançamento ainda não foi definida.

De acordo com a empresa, o manual está sendo analisado pelo Conselho Curador da EBC, que poderá fazer alterações. A estatal informa que a criação do guia está prevista desde setembro de 2009 e nega que tenha sido motivada por uma recente crítica de José Serra, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, a um repórter da Rádio Nacional. Na quarta-feira (19/05), Serra se irritou com o jornalista que perguntou se ele pretendia acabar com o Bolsa Família. O tucano questionou a fonte da informação e disse que a hipótese era uma mentira.

Após o incidente, a presidente da EBC, Teresa Cruvinel, entrou em contato com a assessoria de Serra para informar sobre a criação do manual e afastar a ideia de uso político das emissoras da estatal.

Para o ouvidor da EBC, Laurindo Leal Filho, o guia será positivo para a estatal. “É um manual de jornalismo da empresa, para deixar mais clara a forma de atuação da empresa e normatizar o trabalho dos jornalistas".

Laurindo também negou que o manual seja uma resposta à critica do tucano, e considerou a pergunta do repórter da Rádio Nacional pertinente.

“Foi uma pergunta comum, perfeitamente cabível, porque a oposição fez duras críticas ao Bolsa Família”, explicou.

Fonte: Comunique-se

sexta-feira, 21 de maio de 2010

15ª Festa do Imigrante homenageia comunidade líbano-brasileira


O Memorial do Imigrante, instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura, realiza, nos dias 23 e 30 de maio, a 15ª Festa do Imigrante. O tradicional evento, é um convite para conhecer as manifestações culturais, artísticas e gastronômicas de diversas nações, além de resgatar a história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pela Hospedaria, desde o final do século XIX. No ano passado, os dois dias de festa reuniram mais de 16,5 mil pessoas.

Nesta edição, em função da celebração dos mais de 130 anos da imigração libanesa para o Brasil, o evento terá uma exposição fotográfica com imagens de famílias de imigrantes libaneses no Brasil; do Líbano, na época da imigração e também atuais; dos imigrantes libaneses nos barcos que aqui chegaram, entre outras. Também ser possível ver objetos, jornais e documentos antigos relacionados ao tema. A exposição ficará aberta até a segunda quinzena de junho. Já no segundo domingo da festa, haverá a apresentação do grupo folclórico Nasser Mohamed e a presença da Presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano, Lody Brais.

Segundo a Diretora Executiva do Memorial do Imigrante, Ana Maria da Costa Leitão Vieira, a comunidade Líbano-brasileira há mais de 130 faz parte do contexto da história do país. “Os primeiros libaneses vieram para o país incentivados pelo Imperador D. Pedro I. Em 1880, foi iniciada a imigração libanesa contemporânea”, afirma.

Atualmente vivem no Brasil sete milhões de libaneses e descendentes, o maior núcleo de imigrantes no mundo.

Nos dois dias do evento, o público terá a oportunidade de conferir também as apresentações de danças e músicas folclóricas dos grupos formados por imigrantes e descendentes de búlgaros, portugueses, lituanos, russos, japoneses, italianos, irlandeses, libaneses, indianos, chineses, espanhóis, africanos, ucranianos e outros. A festa contará também com uma feira de artesanatos, repleta de produtos típicos e acessórios trazidos pelas comunidades. Durante os dois dias de evento, os visitantes podem visitar as exposições permanentes e itinerantes presentes no local e fazer o passeio de Maria Fumaça.

Serviço - 15ª Festa do Imigrante
Dias: 23/05 e 30/05, das 10h às 18h.
Local: Memorial do Imigrante: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866

Ingressos:
R$ 5,00 e ½ entrada para estudantes. Entrada gratuita para menores de 7 anos e adultos com mais de 60 (sessenta) anos.
Visite o site: www.memorialdoimigrante.org.br

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dose única de vacina confunde idoso


Pessoas esperavam duas injeções quando foram informadas de que só uma já protegeria contra as gripes suína e sazonal

O uso de uma vacina só para imunizar idosos contra a gripe comum e a suína, em vez de duas injeções, causou confusão naqueles que compareceram aos postos de saúde nos últimos dias. O Ministério da Saúde tinha divulgado que as vacinas seriam dadas separadamente. Dessa maneira, idosos com doenças crônicas (únicos com recomendação para a vacina da gripe suína) tomariam uma picada em um braço para uma vacina e a outra no outro braço.

Mas problemas com parte dos imunizantes importados da França e que seriam acondicionados no Instituto Butantã, ligado ao governo de São Paulo, levaram à compra da vacina de dose única (para gripe comum e suína), importada. A dose única chama-se vacina trivalente, porque leva material de dois vírus da gripe comum e o da suína.

A vacinação contra a gripe comum havia começado atrasada no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste, por problemas do Butantã para dar conta do quantitativo de imunizantes.

Em nota, o governo de São Paulo informou ontem que deveria formular e entregar 18 milhões de doses, mas entregou apenas 16 milhões, que passaram em testes de qualidade. Os 2 milhões restantes não foram aprovados e o órgão foi ao mercado comprar a vacina trivalente. Segundo o governo estadual, o imunizante não traz nenhum risco.

Desconfiança. "Eles falaram que era uma picada só, daí a gente fica meio assim, fiquei meio desconfiado", disse o portuário aposentado Waldemar Ferreira de Almeida, de 72 anos, que se vacinou na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro do Campo Grande no último sábado, em Santos.

Almeida conta que conseguiu se vacinar apenas na segunda vez em que foi ao posto, por volta das 15 horas. "Eu tinha ido às 10 horas e já tinha acabado. Fiquei revoltado", disse o aposentado, que na tarde do mesmo dia soube que a vacinação havia sido retomada e retornou ao local.

O secretário da Saúde de Santos, Odílio Rodrigues, afirmou que a vacina acabou no sábado pela manhã, o que gerou desabastecimento pontual. Segundo ele, a prefeitura foi buscar em almoxarifado do governo estadual novos lotes e veio a vacina trivalente. "Recebemos apenas um informe. Não há problema em tomar, mesmo que a pessoa já tivesse recebido a dose única contra a gripe suína", afirmou.

Os postos de saúde do Estado do Rio também tiveram movimento dentro do esperado nos primeiros dias da vacinação da gripe comum para idosos, segundo a Secretaria de Saúde.

De 30 a 39 anos. O início da vacinação contra a gripe comum para idosos e da gripe suína para a faixa de 30 a 39 anos provocou movimento intenso nos postos da cidade de São Paulo. As filas eram extensas em todas unidades visitadas pela reportagem, mas os pacientes informaram que o atendimento estava sendo rápido. Não houve registro de falta de vacina. A média de espera era de 15 minutos.

A Secretaria Estadual da Saúde estima que 6,7 milhões de paulistas entre 30 e 39 anos devem se vacinar. / FABIANE LEITE, REJANE LIMA e BRUNO BOGHOSSIAN

PRESTE ATENÇÃO
1. Dose única. Dois milhões de doses foram entregues. Uma única injeção é suficiente para imunizar contra a gripe sazonal e suína: a dose já tem amostras inativadas de dois vírus da gripe comum e a do vírus H1N1.

2.Duas imunizações. A maioria das vacinas contra a gripe sazonal não inclui amostras inativadas do vírus da gripe suína, o H1N1. Por isso, são necessárias duas injeções em alguns idosos.

Fonte:Estadao

EUA têm 71 milhões de doses de vacina contra gripe suína sobrando


Governo americano continuará distribuindo doses até receber vacina contra a gripe sazonal

Os Estados Unidos ainda têm 71 milhões de doses da vacina contra a gripe suína sobrando, mas ainda não é hora de se desfazer das imunizações, afirmou o governo federal nesta terça-feira, 4.

Os Estados e outros fornecedores devem continuar oferecendo as vacinas às pessoas até que as fabricantes comecem a distribuir doses contra a gripe sazonal, no próximo outono boreal, disse o porta-voz do Departamento de Serviços Humanos e de Saúde, Bill Hall.

A gripe suína tecnicamente ainda é considerada uma pandemia e autoridades da saúde dizem que as pessoas que não se vacinaram deveriam fazê-lo para se proteger de uma eventual terceira onda da séria doença.

Quando o vírus H1N1 começou a se espalhar em abril, o departamento e suas agências, junto aos fabricantes particulares de vacinas contra a gripe, correram para formular e produzir a imunização.

As vacinas são feitas a partir de métodos antigos que preveem a incubação do vírus em ovos, um processo que sempre leva meses.

Fonte: www.estadao.com.br

Quem dorme mal consome mais calorias, mostra estudo


Não é só impressão: dormir mal aumenta o apetite no dia seguinte. Alguns estudos já mostraram a associação entre má qualidade de sono e obesidade, mas um trabalho publicado na última edição do "American Journal of Clinical Nutrition" é o primeiro a investigar o que ocorre no padrão da alimentação de pessoas que passam a dormir menos.

Pesquisadores franceses avaliaram 12 homens com peso normal e idade média de 22 anos durante dois ciclos de 48 horas. No primeiro período, usado como controle, os voluntários mantiveram sua rotina normal de sono, alimentação e atividades. Na segunda etapa, dormiram oito horas na primeira noite (da meia-noite às 8h) e quatro horas na segunda (das 2h às 6h). Eles podiam comer o que quisessem.

Depois da noite mais curta, eles consumiram 22% mais calorias. Foram ingeridas, em média, 560 calorias a mais -o que poderia levar ao ganho de meio quilo em uma semana.

Uma das explicações dos pesquisadores se relaciona aos mecanismos de sobrevivência criados ao longo da evolução. Humanos tendem a comer mais após uma noite mal dormida porque os mamíferos aprenderam a estocar calorias no verão, quando as noites são mais curtas e há mais comida.

"Não existe um único culpado. A explicação simplista é que o maior tempo acordado aumenta as chances de comer", diz Márcio Mancini, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Sabe-se também que a secreção de alguns hormônios está relacionada ao sono e, quando há privação desse descanso, podem ocorrer mudanças que contribuem para o aumento no consumo de alimentos.

Há redução de leptina --hormônio relacionado à saciedade e que também facilita o gasto de energia pelo organismo. Quando se dorme menos, ocorre ainda o aumento na secreção de grelina, substância responsável por estimular o apetite.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Cinco milhões de brasileiros têm planos de saúde ruins, diz pesquisa


Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar apontam problemas nos convênios de assistência médica do Brasil. Cerca de 71% têm deficiência média ou grave na rede

Cerca de 71% dos planos de saúde do Brasil têm deficiência média ou grave na rede assistencial. Os dados são de estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentado em 2009 e publicado agora pelo jornal O Estado de S.Paulo. O resultado também aponta que cinco milhões de pessoas no Brasil pagam por planos de saúde com grave insuficiência de laboratórios, consultórios e hospitais, situação que possibilita dificuldades e negativas de cobertura para a realização de consultas, internações e exames garantidos pelo contrato assinado.

Foram avaliadas 35 das maiores operadoras do mercado em número de clientes, que fazem parte do conjunto de 43 operadoras que concentram 50% dos usuários de planos médico-hospitalares no Brasil. Cerca de 42,9 milhões de pessoas têm convênios de assistência médica no país. A deficiência mais frequente foi quanto aos serviços auxiliares de diagnóstico e terapia disponíveis - como os laboratórios que fazem exames de imagem -, problema encontrado em 88,5% das operadoras analisadas.

A Fenasaúde, entidade que representa as principais empresas do setor de planos, apontou que o estudo tem limitações - como não considerar as realidades de saúde de cada localidade, mas olhar todos os municípios onde os planos estão como se tivessem as mesmas necessidades. A entidade reconhece que há defasagem em algumas situações, decorrente da falta de oferta adequada de prestadores dos serviços. "A rede privada sofre do mesmo problema que o Sistema Único de Saúde (SUS)", justificou Solange Mendes, coordenadora-executiva da entidade.

Fonte: revistaepoca.globo.com

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Hidroterapia: uma alternativa saudável às gestantes


Maternidade: é difícil imaginar uma mulher que não tenha dúvidas com relação a esta fase da vida.O cuidado com o corpo é outro fator decisivo na hora das inseguranças, o que posso ou não fazer? O que é melhor para minha gestação?

Sabe-se que exercícios praticados por gestantes na água ajudam no sentido de aliviar alguns sintomas da gravidez, além de manter mamãe e bebê ainda mais conectados e auxiliar no parto, o mais popular deles é a hidroginástica. Recentemente surgiram diversos estudos sobre hidroterapia voltada para gestantes e muitas academias aderiram aos grupos. Pensando nisso entrevistamos a Dra. Juliana Monteiro Candeloro (Fisioterapeuta Especializada em Hidroterapia,Mestre e Professora Auxiliar em Hidroterapia da USP)para esclarecer o que afinal é hidroterapia e quais os benefícios para as futuras mamães.


Vez e Voz- O que é hidroterapia?
É a fisioterapia que utiliza dos princípios físicos da água aquecida em conjunto com a fisiologia dos exercícios.

Vez e Voz- Qual a diferença entre hidroterapia e hidroginástica?
A hidroterapia é uma técnica da fisioterapia, indicado para pessoas com patologias (Parkinson, derrame...), na recuperação de pós -cirúrgico (joelho, tornozelo, coluna) e também para alguns tratamentos preventivos como idosos e gestantes. Já a hidroginástica é destinada ao publico que gosta de se exercitar na água para queima de gordura, fortalecimento muscular e treino cardiorespiratório.

Vez e Voz- Qual é mais indicado para gestantes?
O mais indicado para gestante é um grupo homogêneo de gestantes, e por questão de terminologia, por exemplo, eu sendo fisioterapeuta não posso dar hidroginástica e nem um professor de educação física usar o termo hidroterapia.

Vez e Voz- Quais os benefícios da hidroterapia para gestantes?

São muitos: ajuda a drenar o edema natural da gestante; permite a realização de exercícios de fortalecimento muscular de grandes grupos musculares ao mesmo tempo; treino de equilíbrio sem risco de quedas; treinamento cardiovascular sem sobrecarga cardiovascular e das articulações; alívio de dores pela água aquecida; alívio das articulações sobrecarregadas pelo aumento de peso; oxigenação muscular global que ajuda a aliviar o cansaço diário; entre outros.

Vez e Voz- Tem alguma contra-indicação?
A contra indicação é médica, já que este grupo de pessoas tem uma infinidade de individualidades, as vezes mesmo que a literatura diga que quem já teve um aborto não pode fazer exercício, se a gestante tiver bem e seu médico indicar não haverá problemas.

Vez e Voz- A partir de quantos meses a gestante pode começar?
3 meses, pois é a fase em que o feto já esta firme no útero.

Vez e Voz- A sra escreveu um Manual de hidroterapia para gestantes, o que as futuras mamães podem encontrar nele?
É um material onde falamos os benefícios da hidroterapia para a gestante e também para o bebe, tem exercícios para fazer em casa, com desenhos bem ilustrativos e o trabalho da hidroterapia no pós parto também.

Vez e Voz- Existe diferença nos exercícios de acordo com o mês de gestação ou são exercícios padrão?
No ultimo trimestre alguns exercícios são realizados em menor amplitude de movimento, pois a barriga já estará maior e pode ser incomodo para a gestante realizar este exercício.

Exercícios: o que pode e não pode durante a gravidez


Existem vários tipos de exercícios que você pode fazer durante a gravidez. Mas atenção! Não vá fazer nada pesado e estafante. É comum em muitas mulheres, uma certa preocupação e impaciência (vontade de)em manter o corpo em forma enquanto se está grávida. Apesar de ser comum, a mulher tem que se conscientizar de que a gravidez e o pós-parto são apenas um período. Aqui vão algumas dicas de exercícios e atividades que podem ser praticados durante a gestação.

Leia na íntegra

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ex-BBB Priscila Pires presta queixa contra divulgação de vídeo íntimo na internet


Imagens de Priscila Pires em um vídeo pra lá de caliente estão circulando pela rede nesta quarta-feira, 14. Apesar de não estar nua, a ex-BBB faz insinuações sexuais para a pessoa do outro lado da conversa, no MSN. Segundo informações que circulam na internet, a versão divulgada é a mais light. Na original, Pri apareceria nua diante das câmeras.

Procurada pelo site TE CONTEI, Priscila não quis comentar o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da moça, ela "não vai se pronunciar neste momento".

Repercussão
Priscila Pires não gostou nada de ver imagens íntimas suas circulando pela internet. No vídeo, postado no Youtube, a ex-BBB aparece fazendo gestos sensuais e com o dedo na boca. Depois da divulgação do mesmo, a morena resolveu acionar a Justiça e registrou queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro.

"Priscila foi vítima de um vídeo criminoso, já que estava em sua casa, usando seu computador pessoal e não autorizou em nenhum momento a captação e a consequente divulgação quaisquer imagens. (sic) Com relação a veracidade das imagens, afirma que aparentemente parece real, mas que não tem como atestar a veracidade das mesmas. Foi registrado na DRCI, que conduzirá as investigações no sentido de identificar a autoria".

O comunicado foi feito através da assessoria de imprensa de Priscila Pires. A ex-BBB não quis se pronunciar sobre o assunto.

Abafando o caso
O video da morena já foi retirado do youtube, segundo o site "Este vídeo foi removido por violação dos termos de uso".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ex- BBB's aproveitam a fama


Não é de hoje que os ex-bbb's caem nas graças do público fora da casa. A vida de celebridade instantanea parece fazer a cabeça dos brothers que aproveitam, é claro, as oportunidades. As mulheres são convidadas a posar nua para a revista masculina Playboy, nesta 10° edição do programa duas das sisters já estamparam as capas de abril Tessália e março Cláudia(cacau).

Em maio quem estará nas bancas é a dançarina Eliane, conhecida como Lia, segundo o jornal carioca O Dia, a moça fechou contrato nesta segunda-feira, deixando os fãs de Anamara(Maroca) tristes pois haviam rumores sobre ela ser a capa de maio.

Parece que a maré de sorte está mesmo com a dançarina, além de capa da Playboy ela e seu "amigo" Cadu(o ex-bbb Carlos) posam seminus para o fotógrafo Fernando Torquatto da revista "QUEM".

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Documentário "Budrus" está no 15° Festival É tudo verdade


O Festival É tudo Verdade, que ocorre nesta semana, em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ) exibirá o longa-metragem "Budrus", vencedor do Prêmio do Público, Segundo Lugar, no Festival Internacional de Berlim.

Dirigido por Julia Bacha, trata de um vilarejo na fronteira entre a Cisjordânia e Israel, que ocupou as manchetes em 2003, quando foi palco de um inusitado protesto não-violento. O motivo foi o anúncio da construção de um muro pelos israelenses que destruiria oliveiras histórica e economicamente importantes. À frente do movimento estava Ayed Morrar, cuja liderança comunitária e pacifista uniu em torno da causa facções palestinas rivais, como a Fatah e o Hamas, e judeus progressistas. Também importante para a mobilização foi Iltezam, a filha de Morrar, que conseguiu uma adesão maciça de mulheres. Ouvindo todos os lados envolvidos, a diretora brasileira de origem libanesa, Julia Bacha, monta um amplo painel de uma situação explosiva no Oriente Médio que encontrou solução por via pacífica.

Datas e horários:
15/04 - 19H00M: CCBB SP (São Paulo - SP)

17/04 - 13H00M: CCBB SP (São Paulo - SP)

A entrada é franca para todas as sessões.

Para assistir ao trailer e ler artigos sobre o filme, visite: http://www.justvision.org/en/budrus

Para mais informações, visite o site do festival:
http://www.itsalltrue.com.br/2010/busca/detalhes.asp?id=11040&lng

Exposição:"O deserto não é silente" está no Museu Afro Brasil até dia 18


Após ser exibida em 10 grandes cidades do mundo, a mostra "O Deserto Não é Silente”, com peças arqueológicas e telas contemporâneas da Líbia, chega a São Paulo. Trazida pela fundação Gaddafi International Foundation for Charitable Associations e coordenada pelo arquiteto e artista plástico Saif El Islam El Gaddafi, filho do líder do país árabe Muammar El Gaddafi, a exposição será aberta no dia 9 de março no Museu Afro Brasil, em São Paulo.

A mostra vai reunir 28 peças arqueológicas greco-romanas e 51 telas de pintores contemporâneos, que estão sob a curadoria do diretor do museu brasileiro, Emanoel Araújo. Todas as peças fazem parte do patrimônio arqueológico do país árabe, que inclui esculturas, mosaicos e objetos da vida cotidiana da Líbia. As telas, que são na maioria pintada a óleo, trazem temas figurativos e abstratos que relatam o deserto, um lugar de passagem, uma memória, uma fonte de vida.
Um dos três pintores, autor da maioria das telas, com 39 no total, é o próprio Saif El Islam El Gaddafi, os outros dois são Fawzi Swei e Salaheddine Shagroun. A exposição itinerante, que ficará em São Paulo até dia 18 de abril, já foi exibida em Paris, Berlim, Londres, Roma, Milão, Genebra, Viena, Madri, Tóquio e Montreal.

Segundo a organização da mostra, o público terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a riqueza e o passado histórico da Líbia e da sua arte contemporânea. Localizado no Norte da África, o país árabe está entre os maiores em extensão territorial do continente africano. Com uma população de 6,4 milhões de habitantes, a Líbia possui a oitava maior reserva de petróleo do mundo.

Entre as peças que o público vai poder conferir estão pontas de flechas de povos primitivos, datadas entre 6000 e 2000 a.C, estatueta de mármore da figura nua de Dionósio, lâmpada islâmica de Trípoli, relógio de sol de Leptis Magma, do século 1 d.C

Para a abertura da exposição, um grupo de artistas líbios vem ao Brasil para apresentar a música popular do país. A fundação Gaddafi International Foundation for Charitable Associations, organizadora do evento, tem sede em Trípoli, capital, e tem como objetivo lutar pelos direitos humanos, pobreza e pelos prisioneiros de guerra.

No Brasil, a mostra tem conta com patrocínio da empresa Odebrecht e co-patrocínio da Petrobras.

Serviço:
"O Deserto Não é Silente"
Data: 09 de março a 18 de abril
Horário: terça-feira a domingo, das 10h às 17h
Local: Museu Afro Brasil
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera

Programa fala sobre Vacinação da Influenza A


Programa Cidadania para Todos fala sobre a Influenza A H1N1, conhecida como Gripe Suína, que atualmente está acometendo a população de inúmeros países. O Ministério da Saúde adquiriu as doses da vacina contra a Influenza H1N1 que é segura e já está em uso em outros países.

O programa Cidadania para Todos recebe o infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Olzon.

Apresentado pela jornalista Renata Ferraz, o Programa Cidadania para Todos debate semanalmente assuntos ligados a direitos humanos, cidadania e acesso à Justiça. No quadro Giro da Cidadania é possível conferir as notas das principais ações desenvolvidas pela Secretaria da Justiça e órgãos vinculados.

Com duração de 26 minutos, o programa Cidadania para Todos é exibido no Canal Universitário (11 da NET - 71 ou 187 TVA) todas as sextas-feiras, às 11h30, com reprise às 18h30. Também há reprises nas segundas e sextas-feiras, às 3h30 e terças, às 2h30. O telespectador pode enviar críticas e sugestões pelo e-mail: tvcidadania@justica.sp.gov.br .

Fonte: www.justica.sp.gov.br

domingo, 11 de abril de 2010

Refutando a ideia de opressão e desrespeito às mulheres muçulmanas


Por Hesdras Sérvulo Souto de Siqueira Campos Farias*

A condição da mulher é hoje muito discutida em congressos e fóruns mundiais que têm a mulher como eixo central dos debates. O ocidente costuma dirigir muitas críticas ao Islã por tratar, na sua visão, a mulher com desrespeito e humilhação. Quem faz tais afirmativas desconhece por completo o islamismo. Poucas pessoas sabem, por exemplo, que o primeiro muçulmano, foi uma mulher, Khadija, esposa do Profeta Muhammad (chamado de Maomé nas línguas latinas). Ela foi a primeira pessoa a quem o Profeta falou da Revelação e foi quem o apoiou nos momentos mais difíceis, incentivando-o nas pregações ao povo. Portanto, Khadija foi a primeira pessoa a aceitar o Islã. (ABD’ALLAH. 1989).

O Alcorão, livro Sagrado do Islã, assegura uma série de direitos às mulheres, direitos que outrora inexistiam, em qualquer que fosse a sociedade ou religião. Inclusive, alguns direitos, apenas ela possui, refutando a ideia de que a mulher é desprovida de direitos que assegurem sua dignidade no islamismo. O livro ainda reserva uma Surata, mais precisamente a quarta, inteira só para a mulher, a chamada Suratu An-Nissá (A sura das mulheres). Para facilitar uma melhor compreensão, o texto será separado em três âmbitos: social, econômico e espiritual.

A mulher no contexto social:

A vida
O primeiro e fundamental direito de qualquer ser humano é o direito à vida, e o Alcorão assegura esse direito:

“...Quem mata uma pessoa, sem que esta haja matado outra ou semeado corrupção na terra, será como se matasse todos os homens. E quem lhe dá a vida será como se desse a vida a todos os homens...” (Surata 5:32)

A proteção e a reputação
Era costume de alguns homens, quando não queriam mais suas mulheres, caluniarem e difamarem sua honra, causando severas punições a elas. O Alcorão tem uma lei que proteje a mulher desses incidentes:

“E aos que acusam de adultério as castas mulheres, em seguida, não fazem vir quatro testemunhas, acoitai-os com oitenta açoites, e, jamais, lhes aceiteis testemunho algum; e esses são os perversos.” Surata (24:4)

O trabalho
Dentre os vários argumentos que os detratores do Islã usam está o de dizer que a mulher muçulmana não pode trabalhar. O Islã diz que o homem é quem tem obrigação de cuidar e prover uma família, mas isso não impede que a mulher trabalhe, desde que seu trabalho não a impeça de cuidar da família e da educação dos filhos. Isso porque ela é a fonte de alegria, de carinho e dos bons valores. O trabalho dignifica o ser humano, independendo do sexo, e o Islã é uma religião que incentiva o trabalho e a instrução. Na história do Islã houve grandes mulheres que trabalharam, como Khadija, primeira esposa do Profeta, era uma grande comerciante na Arábia. Zaynad, outra esposa do Profeta, era uma grande artesã, além da senhora Rafida al Asslamia, que dedicou a vida a cuidar dos doentes e feridos na Mesquita do Profeta. Contam que na época do califa Omar Ibn al Khattab, a fiscalizadora geral do mercado era Axiffá, uma sábia mulher. Portanto, dizer que a mulher no Islã é proibida de trabalhar é um embuste. (WAHDANI, s/d).

A educação
No mundo islâmico, a educação também é assegurada a todos, homens e mulheres, além de ser gratuita, como a saúde. Ambas são de boa qualidade. Esse hadice (2) deixa isso claro: “Buscar o conhecimento é um dever de todo muçulmano e muçulmana (3)”. Contam queAisha era especialista em leis que tratavam de herança e sobre o que era lícito e Ilícito. Ela foi muito mencionada por diversos juristas por ter convivido bastante com o Profeta Muhammad. Chegaram até a dizer que ela era a mais eloquente dos árabes. (WAHDANI, s/d). A educação sempre foi prioridade no mundo islâmico. O Profeta costumava dizer: “Buscai o conhecimento até na china” e ainda “Procurem a sabedoria do berço até túmulo.”

O direito de falar e ser ouvida:

Durante séculos a mulher foi proibida de opinar sobre qualquer assunto, sua opinião era jamais consultada e sua voz jamais ouvida. E isso aconteceu até alguns poucos anos atrás. O Islã deu liberdade de expressão às mulheres, sobre qualquer assunto que desejassem opinar. O próprio Profeta consultava sua esposa Khadija sobre tudo e sempre seguia seus conselhos e ficava alegre ao ouvi-los.

O direito de escolher seu marido:
Apesar disto ter sido incomum em muitas culturas, inclusive na Arábia pré-islâmica, o Islã proibiu categoricamente que a mulher fosse forçada a casar-se sem o seu consentimento. Ninguém poderia forçá-la, fosse o pai, o irmão ou o tutor. Percebemos o zelo que o Profeta Muhammad tinha com as mulheres quando disse (4):

"Quanto mais cívico e amistoso for um Muçulmano para com a sua esposa mais perfeita é a sua fé."(Hadice compilado por Tirmidhi).

"Os crentes mais perfeitos são os melhores em conduta, e os melhores de entre vós são aqueles que são melhores para as suas esposas."(Ibn Hanbal).

"É o generoso (em caráter) aquele que é bom para as mulheres, e é fraco aquele que as insulta".

Para o Profeta, a mulher não é "um instrumento do demônio",mas, sim, uma "Muhsanah",ou seja, uma fortaleza contra satanás.

*Hesdras Sérvulo Souto de Siqueira Campos Farias é graduando em ciências sociais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco / Departamento de Letras e Ciências Humanas / Cátedra Ibn Arabi.

**Esta é uma síntese do artigo para lê-lo na integra acesse o site do Icarabe

sábado, 10 de abril de 2010

O fascínio que os reality shows exercem sobre o expectador



Cada vez mais populares em diversos estilos e para todos os gostos, os reality shows caíram na graça do público mundo afora. Para falar sobre o assunto a equipe do Vez e Voz entrevistou Marcos Garcia, Doutor em Psicologia Social(USP) e Professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Vez e Voz- Porque as pessoas se interessam tanto por reality shows? Existe alguma explicação psicológica para isso?
DR. Marcos Garcia- Em uma mesa-redonda realizada com o Prof Conrado Ramos algum tempo atrás, discutimos este tema e nos pareceu que há dois mecanismos principais:
- a identificação com os protagonistas do reality show, mesmo fenômeno que aluda a entender o gosto por novelas, seriados, etc. É interessante que no caso de programas como o BBB Brasil chegam a se forma torcidas organizadas para cada protagonista.
- a identificação com a própria instância de controle, no caso o próprio “Big Brother”, que leva os espectadores a se sentirem com o poder de controlar o destino dos protagonistas, algumas vezes votando dezenas ou centenas de vezes nos candidatos favoritos.

Vez e Voz- Estes programas mexem com a curiosidades das pessoas, incitando-as a "dar uma espidianha" seja pelo buraco da fechadura ou pelo olho mágico da porta. Existe um quê de voyerismo em "espiar" a vida alheia através da televisão?
DR. Marcos Garcia-Penso, baseado nas idéias de Debord, em “A sociedade do Espetáculo”, que o império da cultura de massas em nossas sociedades reflete uma pobreza da vida real, que leva os indivíduos a consumir pelas imagens o que lhes falta na vida real. Ou seja, vejo o voyeurismo não a partir de uma perspectiva psiquiátrica, mas como uma conseqüência das nossas próprias vidas empobrecidas, o que leva ao “consumo” da vida alheia, seja de celebridades (Revista Caras, etc), seja de desconhecidos (BBB, etc).

Vez e Voz- No Brasil os reality shows apareceram com a Casa dos Artistas, no sbt, logo em seguida o Big Brother na globo. Apesar do formato ser parecido ambos com um número x de participantes confinados dentro de uma casa, eles se diferenciam no perfil dos escolhidos. Enquanto no 1° são artistas no 2° são anônimos. Qual dos dois é capaz de despertar mais interesse no público? Por que?
DR. Marcos Garcia-Penso que isto não é o mais relevante. Depende da capacidade da equipe que produz o programa em suscitar a identificação dos espectadores com os protagonistas, sejam eles famosos ou não.

Vez e Voz- Como explicar o encanto de uma celebridade instantânea? Ex: um ex-bbb
DR. Marcos Garcia-Novamente, penso que isto de deve à identificação dos espectadores com os protagonistas: “se ‘ele’ ou ‘ela’ pôde ficar famoso, então eu também posso”.

Vez e Voz- Tem pessoas que ficam fascinadas com estes programas, assinam pay per view para assistir o dia inteiro, gastam fortunas de telefone ligando para eliminar participantes, montam fã-clubes, caravanas em prol de determinados participantes, cancelam compromissos para acompanhar o reality show. Até que ponto é saudável acompanhar estas "novelas da vida real"?
DR. Marcos Garcia-Como pode ocorrer com todo processo de identificação, os percalços que o atravessem podem levar à frustração, quando percebemos que a pessoa em questão não corresponde a nossa idealização. Mas este processo é semelhante ao que ocorre no culto a ídolos de todos os tipos, o que não significa que exista um risco que seja específico de Reality Shows.

Vez e Voz- O que leva uma pessoa a entrar num reality show, o prêmio ou a exposição, qual dos dois tem mais peso na hora da decisão?
DR. Marcos Garcia-Não sei. Nos Reality Shows que pude acompanhar, observei participantes com perfil mais narcísico (preocupadíssimos com a aparência, corpo, etc), o que me sugere que a exposição - o “ficar (mais) famoso” - talvez seja o fator mais importante. Mas só um estudo específico com esta população poderia responder esta pergunta.

Vez e Voz- Um ex-participante de reality show pode apresentar problemas psicológicos, ao não saber lidar com a fama instantanea?
" DR. Marcos Garcia-Novamente, penso que só um estudo específico poderia responder esta pergunta. Mas sem dúvida tanto a fama repentina quanto o esquecimento subseqüente são fenômenos que afetam o diretamente a pessoa em seus aspectos narcísicos. O que pode ocorrer a partir disto é um tema só dá para ser discutido longamente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Memorial da Resistência traz debate sobre preservação de lugares históricos sábado


Qual a importância da preservação dos lugares históricos, onde importantes fatos políticos e culturais ocorreram, para a elaboração crítica do passado? Como é possível preservar, sem recair num simples memorialismo ou numa batida ode aos heróis e monumentos, mas, ao contrário, contribuir para o fortalecimento de uma memória crítica do passado que reconheça o papel dos protagonistas e dos respectivos espaços onde importantes processos históricos ocorreram, colaborando para refletir sobre o presente e projetar o futuro?

Diversos países da América Latina, com destaque especial para a Argentina, têm avançado no trabalho de preservação da memória política de forma coletiva e crítica. Nos últimos dias, inclusive, foi noticiado que a ESMA – Escola Superior de Mecânica da Armada, famigerada por sediar sessões de torturas e assassinatos em massa durante a ditadura daquele país, enfim se transformou em espaço crítico da barbárie ocorrida em seus porões.

No Brasil, o Memorial da Resistência de São Paulo, no âmbito das linhas de ação do seu programa museológico, e os recentes trabalhos realizados pela Comissão de Anistia, com as Caravanas da Anistia e a implantação do Memorial da Anistia Política, têm dado importantes contribuições nesse sentido.

Para debater estas diversas experiências latino-americanas de forma a avançar ainda mais na luta pela Memória, pela Verdade e pela Justiça, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para o seminário dentro da programação dos “Sábados Resistentes”.

14h - Boas-Vindas
Ivan Seixas – Jornalista, ex-preso político – Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo
14h15 - Apresentação/Coordenação
Maurice Politi – Coordenador do Projeto de Promoção de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Especial de Direitos Humanos
14h30 – DEBATE: “A necessidade de preservação dos lugares históricos símbolos da repressão política durante os regimes civis-militares”
Gonzalo Conte MacDonnel – Coordenador do Programa Topografia de la Memória – Memória Abierta, Argentina
Paulo Abrão Pires Junior – Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil
Kátia Felipini – Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo

A atividade deverá também será transmitida ao vivo pela internet, com o apoio da VIATV (www.viatv.com.br).

Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo em parceria com o Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação.

Serviço:
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz (5º andar)
10 de abril de 2010, das 14h às 17h30