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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sal e sódio causam dúvida a hipertensos, diz pesquisa


Estudo de instituto de cardiologia mostra que 93% não conseguem calcular quantidade em embalagens

SÃO PAULO - Reduzir o sal na dieta é a primeira recomendação que um portador de hipertensão recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem estabelecer uma relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder seis gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para cinco gramas.

Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.

Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).

"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única."

O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.

Anvisa
"Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal", diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos - como o leite - contêm naturalmente sódio, mas não sal. "Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor", afirmou a agência em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: www.estadao.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Como evitar a dengue?


As notícias sobre a epidemia de dengue servem de alerta para a população de todo o país. Para evitar que a doença se espalhe, é preciso tomar alguns cuidados.

De acordo com Paulo Olzon Monteiro da Silva, médico infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o mosquito Aedes Aegypti tem hábito domiciliar, ou seja, vive onde existem pessoas. Portanto, “é preciso ficar de olho na própria casa e na casa do vizinho”, diz o especialista.

O foco da dengue pode aparecer em qualquer lugar que contenha acúmulo de água. “Não pode deixar nenhum lugar com água parada. É preciso tomar cuidado com pratinhos de plantas, garrafas pet, pneus velhos e até pedacinhos de plástico que possam ter uma pequena poça de água”, explica Paulo Olzon Monteiro da Silva.

Além desses cuidados básicos que todos deveriam ter para impedir a proliferação do mosquito, o médico alerta que é preciso lavar sempre os recipientes que já tiveram água parada. Isso porque os ovos do Aedes Aegypti podem permanecer em um lugar que ficou seco, mas já foi molhado, e eclodir a qualquer momento. Também é preciso tomar cuidado com plantas que acumulam água, como as bromélias.

Outros lugares que merecem atenção especial são as piscinas e as caixas d’água. As piscinas devem estar sempre tratadas, tapadas ou esvaziadas e as caixas d’água precisam estar sempre bem fechadas.

Para afastar os mosquitos e evitar suas picadas, algumas pessoas recorrem aos repelentes. Porém, o médico infectologista afirma que passar alguns tipos do produto todos os dias pode fazer mal à saúde. “Um que é bastante usado e protege de certa forma é a essência de citronela. Você passa no corpo e ele repele”, declara.

O importante é que todos cuidem da própria casa, cobrem dos vizinhos e avisem os órgãos públicos responsáveis, caso encontrem focos de dengue. É a saúde de todos que está em jogo!

Fonte: vilamulher.terra.com.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo


O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.

A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 31 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.

Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.

Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.

É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.

Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!

Solidariedade e justiça


O post de hoje é uma forma de ajudar uma mãe aflita a exigir justiça, estou reproduzindo um email da Casa Viviane.

AMANHÃ, DIA 16 DE JUNHO, O ASSASSINO DE ELISANGELA SERÁ JULGADO, ELE A MATOU EM 2005 COM FACADAS NA FRENTE DA CASA DA SUA MÃE.

MARINALVA, MÃE DE ELISANGELA, NOS LIGOU PEDINDO NOSSA PRESENÇA. VAMOS COM AS SILHUETAS E COM NOMES DAS MULHERES QUE ATÉ HOJE NÃO OBTIVERAM RESULTADOS DA EFETIVAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA.

QUEREMOS CONVIDÁ-LAS PARA SOMAR CONOSCO NESTA MANIFESTAÇÃO DE APOIO E PROTESTO. O JULGAMENTO SERÁ AS 13H. NO FÓRUM DA BARRA FUNDA.

AMANHÃ, DIA 16 DE JUNHO DE 2010, AS 13 HORAS
NO TRIBUNAL CRIMINAL DA BARRA FUNDA PLENÁRIA 4
RUA ABRAÃO RIBEIRO, 313 - BARRA FUNDA


ABRAÇOS,

EQUIPE CASA VIVIANE.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Planos de saúde podem subir até 6,73%, estabelece ANS


Teto de reajuste foi definido pela ANS nesta sexta. Reajuste é para planos individuais e familiares contratados a partir de 1999.

As mensalidades dos planos de saúde vão ficar mais caras. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 6,73% o índice máximo de reajuste para os planos de saúde individuais e familiares contratados a partir de janeiro de 1999.

O percentual incidirá sobre os contratos de cerca de 7,4 milhões de consumidores, ou 13% dos cerca de 56 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil. Os demais planos são coletivos ou empresariais.

O reajuste será aplicado a partir da data de aniversário de cada contrato. A ANS alerta que, ao receber o próximo boleto, o consumidor deve observar se o percentual do aumento está devidamente identificado, além de ficar atento a eventuais cobranças de valores retroativos.

As cobranças retroativas só são permitidas caso haja defasagem de até três meses entre a data do aniversário do contrato e a primeira aplicação do reajuste.

Novos procedimentos

O reajuste divulgado nesta sexta não contempla a ampliação da cobertura dos planos de saúde, que entrou em vigor no último dia 7. O impacto dos novos procedimentos no valor das mensalidades só será avaliado pela ANS no ano que vem.

Desde a última segunda-feira, os planos são obrigados a cumprir 70 novos exames e procedimentos. Destes, 16 são da área odontológica, como a colocação de coroas e blocos. Outros 54 são avanços da medicina, como as cirurgias menos traumáticas feitas com auxílio do vídeo, o transplante de medula e exames genéticos e de imagem.

Fonte:
g1.globo.com

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Turista deve ter cuidados com insetos e alimentos na África do Sul


Alerta é para prevenção de doenças transmitidas por vetores e por água ou comida contaminada

Os turistas que vão viajar para a África do Sul a fim de acompanhar a Copa do Mundo de Futebol devem tomar alguns cuidados, principalmente com insetos e alimentos, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O alerta é para a importância da prevenção de doenças transmitidas por vetores e por água ou alimentos contaminados.

Além das vacinas contra febre amarela e sarampo antes da viagem, cuidados extras devem ser tomados pelos turistas no local para evitar a ocorrência de outras doenças. As áreas de ecoturismo e safári são as mais propensas a picadas de insetos transmissores de doenças como malária e febre amarela.

Já nos centros urbanos, a contaminação por água e alimentos é mais comum, podendo causar diarreia, desidratação, vômitos e dores no corpo. Por isso, recomenda-se dobrar a atenção ao sair para passeios ou fazer refeições.

No site da Vigilância Epidemiológica Estadual, é possível acessar a lista completa de recomendações feitas àqueles que irão à África do Sul nesta Copa.

Alguns cuidados para evitar o contágio por doenças transmitidas por vetores e alimentação:

- Usar roupas longas que cubram a maior parte do corpo, calças por dentro das meias ou botas, camisas de mangas longas, de cores claras, e chapéus;

- Aplicar repelentes contra insetos e carrapatos nas áreas expostas do corpo. Não esquecer de aplicar atrás das orelhas e no pescoço, áreas geralmente ignoradas;

- Usar inseticida nos dormitórios;

- Hospedar-se preferencialmente em locais que disponham de ar condicionado, ventiladores ou telas de proteção nas portas e janelas;

- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, principalmente antes das refeições e após utilizar o banheiro. Na impossibilidade de lavagem das mãos, utilize álcool em gel;

- Evitar ingerir água de origem desconhecida ou direto da nascente. Prefira água mineral engarrafada;

- Dar preferência a restaurantes ou lanchonetes indicados por agências de turismo, profissionais de hotéis ou guias locais. Evitar adquirir alimentos de ambulantes;

- Não ingerir alimentos que tenham permanecido em temperatura ambiente por mais de duas horas, preferindo pratos quentes e bem cozidos e/ou bem passados;

Fonte: Estadão

terça-feira, 8 de junho de 2010

Confira os exames que entraram na lista dos plano de saúde


Aumento em junho

Apesar de o reajuste que leva em conta os 70 novos exames só vir em 2011, o consumidor pode preparar o bolso agora: o governo vai determinar o aumento referente ao período entre maio de 2009 e maio de 2010 nos próximos dias. Ou seja, o plano de saúde vai ficar mais caro ainda em junho.

O aumento deverá se aproximar de 4,5%, valor que deverá se aproximar da inflação do ano passado, que foi de 4,31%. No ano que vem, virão os outros 11%, estimados pela Abramge.

Para a diretora da FenaSaúde, “o governo tem a política de não repassar o valor integral dos custos para o consumidor”. Porém, segundo ela, “uma coisa é o repasse integral e outra coisa é ter o parâmetro da inflação na área de medicina, que é muito superior à inflação geral de preços”.

No período entre maio de 2009 e de 2010, a variação do custo médico foi de aproximadamente 12%, segundo projeção da FenaSaúde.

De acordo com o último balanço da ANS, de março de 2010, há 42,9 milhões de pessoas com planos de assistência médica e 13,2 milhões de beneficiários com planos exclusivamente odontológicos no Brasil. Ao todo, existem 1.502 operadoras de planos privados de saúde.


Procedimentos médicos incluídos
Cirurgia por vídeo no tórax – 26 novas operações médicas por este método, que não é tão invasivo como a tradicional abertura do peito do paciente

Exames de laboratório – Serão 17 novos exames, inclusive testes para detectar diabetes e imunodeficiências primárias

Exames de genética – Orientação no tratamento de alterações de cromossomo em leucemias

Medicina preventiva – ampliação das consultas com nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos. Entre os testes estão o “do olhinho” (recém-nascidos) e de HIV para gestantes

Transplante de medula óssea – Agora, o transplante de um doador para outro será coberto pelos planos de saúde. Antes, só o transplante do mesmo paciente era autorizado pelos planos

Saúde mental –
atendimento em hospital-dia se torna ilimitado para internações
Odontologia – São 16 novos procedimentos, entre eles a colocação de coroa e bloco.

Exames de última tecnologia –
Implante de marca-passo multissítio, usado em casos graves de insuficiência cardíaca, exame de escaneamento para identificação de câncer de pulmão e linfomas e procedimentos de injeção de oxigênio, casos de gangrenas e lesões traumáticas

Ampliação das consultas*
Como é hoje A partir de 7 de junho
Fonoaudiólogo 6 até 24
Nutricionista 6 até 12
Terapeuta ocupacional 6 até 12
Psicólogo 12 até 40


Números**
Pessoas com planos de saúde no Brasil 56.070.666

Assistência médica com ou sem odontologia 42.856.872
Planos antigos (anteriores a 1999)9.332.508 (21,8%)
Planos novos21.447.543 (78,2%)
Só odontológicos 13.213.794
Operadoras de planos de saúde 1.502


* Por ano de contrato e conforme diretrizes de uso
** Dados de março de 2010 (mais recentes)


Fonte: noticias.r7.com

Plano de saúde deve ficar 11% mais caro com inclusão de exames


Reajuste ocorrerá só no meio de 2011, mas algumas empresas já repassam preço novo

Os planos de saúde deverão ficar 11% mais caros por causa da nova cobertura, que vai incluir 70 exames médicos e odontológicos, além de ampliar o número de consultas com psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais a partir de segunda-feira (7). A estimativa é da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), entidade que responde pelas empresas que têm hospitais próprios.

O consumidor só sentirá o aumento por conta do novo rol de exames em meados de 2011, já que o valor do reajuste é calculado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) com base nos custos dos planos de saúde nos últimos 12 meses. Apesar de o aumento estar previsto só para o ano que vem, algumas operadoras já estão "antecipando" o reajuste, afirma o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

- As empresas serão obrigadas a oferecer os 70 novos procedimentos imediatamente, só que o repasse só virá no ano que vem. Não existe isso! É como você levar uma televisão da loja de graça e pagar só depois. Por isso, algumas operadoras já estão aplicando entre 12% e 15% nos novos contratos. Elas estão tentando antecipar o impacto do novo rol.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa 17 empresas responsáveis por cerca de 18 milhões de beneficiários (34% do total), preferiu não estimar o valor do reajuste. Isso porque o custo é calculado a partir do valor do procedimento multiplicado pelo número de vezes que o exame é utilizado, informa a diretora-executiva da entidade, Solange Beatriz Mendes.

- Um exame pode ter um custo altíssimo, mas foi usado apenas uma ou duas vezes. Então, não significa nada para operadora. Não se sabe o tamanho dessa demanda. Por outro lado, pode vir uma avalanche de utilização dos exames e então ter um impacto maior.

Fonte: R7

Começou nesta segunda cobertura maior dos planos de saúde


Mudanças devem beneficiar cerca de 44 milhões de brasileiros, planos serão obrigados a cobrir 70 novos procedimentos.

Entrou em vigor nesta segunda-feira (7) as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar que ampliam o número de exames e procedimentos que os planos de saúde são obrigados a cobrir.

As mudanças devem beneficiar cerca de 44 milhões de brasileiros que contrataram planos de saúde a partir de primeiro de janeiro de 1999.

Entre os 70 novos procedimentos que os planos são obrigados a cobrir, 16 são da área odontológica, como a colocação de coroas e blocos. Outros 54 são avanços da medicina, como as cirurgias menos traumáticas feitas com auxílio do vídeo, o transplante de medula e exames genéticos e de imagem. O pet scan, que ajuda a visualizar tumores e outras doenças, é um deles. O exame custa cerca de R$ 3,5 mil, valor que muitos planos não cobrem.

“É uma espécie de ressonância mais sofisticada, que pega o câncer e a metástase do pulmão mais no início. Atualmente, é preciso ir para cirurgia exploratória”, explica Henrique Oti Shinomata, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Seguro.

O transplante de medula feito por doação de outra pessoa viva também passa a ser coberto pelos pacotes de referência dos planos. A principal indicação deste transplante é para o tratamento de leucemia.

“Também terão as vídeolaparoscopias no tórax. Antes tinha que abrir o paciente, e a recuperação é muito custosa e dolorida”, diz o especialista.

As novas regras também aumentam o número de consultas de especialistas como psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas que os planos de saúde têm que cobrir. O número de sessões varia de 12 a 24 dependendo da doença e da especialidade. No caso dos psicólogos, elas podem chegar a 40, desde que indicadas por um psiquiatra.

“Antes havia um limite de 180 dias em hospital dia. Não terá mais essa limitação, então não interrompe o tratamento e evita uma crise”, diz Shinomata.

Custo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar deve divulgar nesta semana o reajuste anual dos planos de saúde, previsto por lei. Mas o impacto dos novos procedimentos no valor das mensalidades só será avaliado pela ANS no ano que vem.

A expectativa da agência é que as novas coberturas encareçam os planos em cerca de 1%. Já as seguradoras esperam altas maiores.

“Pode acontecer de ser bem mais [o aumento], e aí [os consumidores] vão ter que arcar com esses custos maiores. Mas quem utilizou vai agradecer muito, vai evitar uma cirurgia, ter que passar por uma quimioterapia que não esteja fazendo efeito” diz Shinomata.

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Falta vacina contra H1N1 em clínicas particulares de SP


A 20 dias do início do inverno, a vacina contra a gripe H1N1 está em falta nas principais clínicas particulares de de São Paulo e do país.

Em compensação, o Ministério da Saúde comprou 113 milhões de doses e quer vacinar 71 milhões de pessoas até amanhã, quando termina a campanha nacional. Os 42 milhões de doses extras ainda não têm destino definido.

No frio, aumenta o risco da contaminação, em função das aglomerações de pessoas em lugares fechados.

A Folha ligou para 13 clínicas certificadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações para conferir a situação das vacinas para adultos.

A falta de estoque é problema em todas elas. Ontem, só uma tinha doses disponíveis, mas não era permitido fazer reserva e não havia como garantir que as doses não terminariam até o final do dia.

"Quando a vacina chega, forma uma fila quilométrica aqui", disse a atendente.

"É muito preocupante. Tenho encaminhado pacientes para diferentes clínicas, mas nenhuma tem vacina e não explicam o motivo", diz o infectologista Celso Granato.

O ideal é que a vacina seja tomada antes do fim da primeira quinzena de junho, porque o corpo só produz anticorpos contra o vírus 15 dias depois de receber a dose.

"Todos os esforços do governo são para isso: vacinar antes de junho, quando a circulação do vírus aumenta. O pico de contaminação acontece em julho. Então, não adianta tomar vacina nessa época", afirmou Granato.

DOSES EXTRAS
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, as doses extras da vacina contra a gripe A fazem parte do "estoque estratégico" adquirido pelo governo por precaução (caso acontecesse alguma intercorrência ou imprevistos durante a campanha).

Não há previsão de destinar as sobras para adultos que estão fora dos grupos de risco definidos pelo governo.

A assessoria informou que parte dessas doses excedentes foi usada na vacinação de crianças entre dois e cinco anos, antes não contempladas no público que receberia a vacina gratuitamente.

Quatro laboratórios têm autorização para comercializar a vacina no Brasil, mas só dois entraram no mercado: Sanofi Pasteur e Solvay.

A Solvay informou que já distribuiu as encomendas pelas clínicas do país; a Sanofi diz que deve finalizar a distribuição para as clínicas até o fim do mês.

Fonte: folha

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ministério da Saúde convoca população para últimos dias de vacina contra H1N1


Termina nesta quarta o prazo para dois grupos: crianças de 2 a 5 anos e adultos de 30 a 39 anos

A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 chega à reta final, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a convocação da população. Nesta quarta-feira, 2, termina o prazo para os dois últimos grupos se imunizarem: crianças de 2 a 5 anos e adultos de 30 a 39 anos.

Gestantes que ainda não se vacinaram também devem procurar um dos 36 mil postos do País. O Ministério da Saúde recomenda, ainda, que os Estados e municípios que não cumpriram a meta em grupos já imunizados realizem busca ativa para garantir a cobertura de 80% para todos os grupos.

"As pessoas têm apenas mais três dias para se vacinar contra a gripe H1N1. Faço um apelo aos pais e responsáveis que levem as crianças aos postos de vacinação. O recado também é importante para os adultos de 30 a 39 anos, que estão nesta última etapa", afirma o ministro Temporão. Ele lembra que o Brasil está entrando no período de maior transmissão de doenças respiratórias, por isso é essencial que os grupos mais vulneráveis ao vírus estejam protegidos.

Esta já é a maior campanha de imunização realizada no País. Até a manhã desta segunda-feira, 31, foram registradas quase 70 milhões de doses aplicadas, superando a campanha de vacinação contra rubéola, que começou em 2008 e imunizou 67 milhões de pessoas.

"No mundo, o Brasil é o país que, proporcionalmente, mais vacinou a sua população. Isso demonstra o grande trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde vacinadores e a confiança da população no programa de imunizações", diz o ministro.

A meta de imunizar pelo menos 80% do público-alvo já foi atingida para quase todos os grupos: profissionais de saúde, crianças de 6 meses a 2 anos, portadores de doenças crônicas e indígenas. O público de 20 a 29 anos está bem próximo da meta, com 79,5% de doses aplicadas. Nos adultos de 30 a 39 anos, a cobertura é de 54% e nas gestantes, 70%, com mais de 2 milhões de vacinadas.

Internações
Em 2010, até o dia 8 de maio, foram registradas 540 internações por causa da gripe H1N1. Desse total, 18% dos casos são relacionados à gestação. Em relação às mortes, um total de 64, as gestantes representam 30%.

No ano passado, de 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416 no total).

Fonte: Estadao

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ginecologistas de planos ameaçam greve em SP


Médicos ganham em torno de R$ 200 por um parto normal, menos do que os que filmam o evento

Os ginecologistas de São Paulo ganham, por um parto normal, em torno de R$ 200, menos do que recebem os que filmam o evento. Ou mesmo menos do que custa uma "boa escova progressiva" (procedimento estético para alisar cabelos).

Com informações como essa e propagandas em jornais, revistas e rádios, os profissionais do Estado de São Paulo cobram aumento da remuneração dos planos de saúde e ameaçam greve em outubro. Os 9 mil integrantes da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) apontam que há dez anos não há reajuste não só dos partos como das consultas, para as quais os planos pagam em média R$ 25. Atualmente, 85% dos partos no Brasil na rede suplementar de saúde acabam sendo cesarianas.

"No parto normal, o médico trabalha 8, 12 horas, além das visitas subsequentes. Nas consultas, retirados impostos, gastos com recursos humanos, infraestrutura, o médico fica com R$ 5", afirma César Fernandes, presidente da Sogesp. Procurada, a Fenasaúde, que representa os planos, não retornou as ligações.

Fonte: Estadao

sábado, 29 de maio de 2010

Pesquisadores dão passo rumo a vacina universal contra a gripe


Eles identificaram um pedaço do vírus que parece se manter mesmo entre cepas mutantes

Uma versão "decapitada" do vírus influenza protegeu camundongos de diversas cepas de gripe, e pode ser um passo rumo à chamada vacina universal para a doença, informaram pesquisadores nesta terça-feira, 25.

Eles identificaram um pedaço do vírus que parece se manter mesmo entre cepas mutantes, e descobriram um meio de convertê-lo numa vacina.

Anos de trabalho ainda serão necessários, mas se o produto funcionar em seres humanos como funcionou nos roedores, a nova vacina poderá transformar o modo de imunização das pessoas contra a doença, diz a equipe da Escola de Medicina Monte Sinai de Nova York.

"Informamos agora progresso rumo à meta de uma vacina de vírus influenza que poderia proteger contra várias cepas", escrevem os médicos Peter Palese, Adolfo Garcia-Sastre e colegas em uma nova revista científica, mBio, disponível na internet.

"As vacinas atuais contra a gripe são eficazes contra uma amplitude estreita de cepas de vírus. É por essa razão que novas vacinas precisam ser geradas e administradas a cada ano".

Vírus de gripe sofrem mutações constantes e a cada ano um coquetel de três vacinas de gripe é criado para tentar conter os tipos mais comuns. Em intervalos de poucas décadas, novas cepas pandêmicas emergem, como foi o caso do vírus H1N1 de 2009, e têm de ser integradas à vacina.

A equipe de Palese focalizou Umm pedaço importante do vírus da gripe, chamado hemaglutinina. Essa estrutura, em forma de cogumelo, ajuda o vírus a se fixar às células que infecta e é o "H" do nome das cepas.

O "pescoço" da hemaglutinina não sofre mutações do mesmo jeito que as partes mais visíveis do vírus, e se houvesse uma forma de torná-lo mais visível para o sistema imunológico, esse seria um ótimo antígeno, ou alvo da vacina. Mas o "chapéu" do cogumelo esconde o pescoço, protegendo essa parte do vírus. O grupo de Palese descobriu um meio de atingir o pescoço, decepá-lo e fazer uma vacina com ele.

"Uma molécula de hemaglutinina decapitada poderia formar a base de uma vacina contra gripe que ofereceria proteção ampla", escrevem os pesquisadores.

"Este artigo é uma prova de conceito", disse Garcia-Sastre. "Não achamos que já encontramos a forma ótima de expor o antígeno".

Testes em camundongos mostraram que a vacina os protege de doses potencialmente letais de diversas variedades de vírus da gripe.

Fonte: www.estadao.com.br

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mortalidade infantil no mundo cai mais depressa do que previa a ONU


Autores acessaram dados de 187 países, desde 1970, e viram que as mortes infantis caem cerca de 2% ao ano

O total de mortes de crianças menores de cinco anos no mundo parece ter caído mais depressa do que as autoridades esperavam. Um novo estudo estima que muito menos crianças - cerca de 800.000 - morrem a cada ano do que estimavam as Nações Unidas.

Usando mais dados e um modelo aperfeiçoado, cientistas preveem que 7,7 milhões de menores de cinco anos morrerão em 2010, 36% menos que as quase 12 milhões de mortes estimadas em 1990. O trabalho aparece nesta segunda-feira, 24, na revista médica The Lancet.

A nova estimativa é substancialmente menor que o cálculo feito pelo Unicef em 2008, quando foram estimadas 8,7 milhões de mortes a cada ano de causas evitáveis como diarreia, pneumonia e malária.

"Estamos um bocado melhores do que pensávamos", disse Christopher Murray, um dos autores do estudo e diretor do instituto de Métricas Médicas e Avaliação da Universidade de Washington.

Murray e colegas acessaram dados de 187 países, entre 1970 e 2009. Determinaram que as mortes infantis caem cerca de 2% ao ano, abaixo dos 4,4% necessários para que se atinja a meta da ONU de cortar a mortalidade em dois terços até 2015.

Murray disse que a mortalidade está caindo surpreendentemente depressa em países como a Libéria e o Níger, mas que o progresso está paralisado em nações ricas como os EUA e o Reino Unido.

Onde as informações eram limitadas, os pesquisadores usaram modelos para projetar o número de mortes. A pesquisa foi paga pela Fundação Bill e Melinda Gates.

"Estamos muito entusiasmados porque esse estudo reforça nossa crença de que intervenções de grande escala, como redes contra malária, vacinas e pílulas de vitamina A estão mostrando seu efeito", disse Mickey Chopra, diretor de saúde do Unicef. O Fundo das Nações Unidas para a Infância não teve ligação com o estudo.

Ele se mostrou particularmente impressionado com o progresso em países como Níger e Malavi,onde não tem ocorrido muito crescimento econômico. "Mesmo enquanto esperamos a redução dos níveis de pobreza, podemos ainda há muito que pode ser feito pela saúde".

William Aldis, um especialista que já ocupou altos postos na Organização Mundial da Saúde e que já trabalhou na África e na Ásia, disse que os números não são totalmente confiáveis, dadas as incertezas nos dados dos países pobres, onde a vigilância é baixa.

A analista Mit Philips, dos Médicos Sem Fronteiras, disse que é encorajador saber que menos crianças estão morrendo, mas muito mais ainda precisa ser feito. "Se você começa com uma taxa de mortalidade muito alta, como em alguns lugares da África, mesmo se reduzir, ela ainda é muito grande", disse.

Ela afirmou que melhorar a saúde em países pobres requer serviços sanitários amplos, e não apenas campanhas esporádicas de distribuição de redes contra mosquitos ou vacinação.

Brasil
A taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 61,7% entre 1990 e 2010 - de 52,04 mortes por mil nascimentos em 1990 para 19,88/mil em 2010 -, de acordo com o mesmo estudo. No Brasil, a taxa anual de queda foi de 4,8% de 1970 a 2010. O Brasil subiu nove posições no ranking internacional de mortalidade infantil nas últimas duas décadas.

A mortalidade infantil no Brasil era de 120,7 a cada mil nascimentos vivos, em 1970. Hoje, mesmo com a queda, ainda é muito superior à dos países com o menor índice: Islândia (2,6) Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega de 3,4 e na França de 3,8.

O Brasil também perde em comparação com outros países em desenvolvimento, como o Chile (6,48), Cuba (5,25), China (15,4), México (16,5), Colômbia (15,3) e Argentina (12,8).

Os países com maior índice de mortalidade do mundo são a Nigéria (168,7), Guiné-Bissau (158,6), Níger (161), Mali (161) e Chade (114,4).

Fonte: Estadão

Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais marca segunda-feira em São Paulo


Na próxima segunda-feira, 31 de maio, acontece em São Paulo a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, convocada pela Coordenação dos Movimentos Sociais, a CMS. Durante a atividade, será aprovada uma pauta de reivindicações que contribuirá com a construção de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil. Será lançado também o documento Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais, organizado pela CMS tendo em vista às eleições.

Programação
9h- credenciamento e acolhimento: café da manhã e orientações gerais aos participantes.

10h – Mística de abertura (responsáveis: MST e MMM)

10h30min – Composição da Mesa com representações das entidades - CMP, MMM, MST, Movimento Negro, CUT, CTB, CGTB, Movimento Estudantil, CONAM, Movimento de Juventude.

12h – Intervenções do Plenário
15h-
Previsão de término com aprovação e apresentação pública do Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais.

Lançamento Público do “Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais”

Cada participante da Assembléia receberá uma cópia do “Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais”, pois durante a apresentação do documento em Plenária ainda será possível apresentar sugestões/adendos ao documento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Planos de saúde: novo rol de procedimentos não atende necessidades dos usuários


SÃO PAULO – O novo rol de procedimentos dos planos de saúde, que entrará em vigor no próximo dia 07 de junho, não atende a todas as necessidades dos usuários, segundo avaliam entidades de defesa do consumidor

Na opinião da Fundação Procon-SP, por exemplo, apesar de ser um avanço, a medida acaba por dificultar o atendimento dos clientes, já que muitas operadoras utilizam o rol como desculpa para não atender ao consumidor.

“O rol deve ser encarado como uma referência mínima obrigatória e não única. As operadoras acabam por se utilizar do rol para negar a cobertura do que não está previsto ali”, argumenta o técnico do Procon-SP, Raul Dalaneze.

Opinião parecida tem o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que considera questionável a existência de um rol de coberturas obrigatórias. “A Lei 9.656/96 garante aos consumidores a cobertura de todas as doenças listadas pelas OMS (Organização Mundial da Saúde). As limitações impostas pelo rol, no entanto, impedem que o consumidor tenha acesso ao tratamento adequado para a doença que o acomete e acabam, na prática, por excluir a cobertura da própria doença pelo plano de saúde”.

Outros problemas
As entidades observam ainda que, mesmo ampliando o número de consultas para atendimentos com psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, entre outros, o consumidor não é atendido em suas necessidades.

Isso porque, segundo Dalaneze, o correto seria que os atendimentos respeitassem as necessidades clínicas do paciente, não cabendo, assim, um número máximo de consultas.

Já para a Pro Teste – Associação de Consumidores, os novos procedimentos podem acarretar aumento de custos para o consumidor. “A Pro Teste avalia como avanço os novos 70 procedimentos que acompanham as inovações da medicina, mas teme impacto nos reajustes futuros”.

Além disso, a Associação lamenta que alguns procedimentos continuem excluídos, dentre eles os transplantes de coração, fígado e pulmão, que têm cobertura pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Pontos positivos

No que diz respeito aos pontos positivos da adoção do novo rol, as três entidades destacam a revisão periódica do rol, que deve ocorrer a cada dois anos.

A inclusão de exames como o Pet-Scan, usado para diagnosticar câncer, bem como o transplante de medula óssea, entre outros, também é comemorada pelas entidades.

Os novos procedimentos serão incluídos na cobertura mínima obrigatória oferecida pelas operadoras de planos de saúde com contratos assinados a partir de 02 de janeiro de 1999. Ao todo, estima-se que 44 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a medida.

Fonte:
web.infomoney.com.br

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vacinação contra gripe H1N1 é ampliada para crianças menores de 5 anos


O Ministério da Saúde recomenda que os municípios reforcem a campanha de vacinação

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou a ampliação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1 para crianças entre 2 anos e 5 anos. Pais ou responsáveis pelas crianças já podem levá-las aos 36 mil postos de todo o País desde segunda-feira, dia 24, para a vacinação.

O prazo termina em 2 de junho. Neste período, pessoas de 30 a 39 anos e gestantes que ainda não se vacinaram também devem procurar um posto de saúde.

O Ministério da Saúde recomenda também que os municípios reforcem a campanha de vacinação - inclusive com busca ativa - de pessoas pertencentes aos demais públicos-alvos e que não tenham atingido a meta de cobertura. Isso inclui doentes crônicos, crianças de seis meses e menores de dois anos e adultos de 20 a 29 anos. Os idosos que ainda não se vacinaram contra a gripe comum também poderão ser imunizados até o dia 2.

As crianças de 2 anos até 4 anos e 11 meses, estão na faixa etária que apresenta maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela gripe H1N1, depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente na campanha.

Balanço

Até 18h da última quinta-feira, 20, já haviam sido vacinadas mais de 61 milhões de pessoas. Com este resultado, o Brasil praticamente atinge a cobertura da maior campanha de vacinação realizada até então no País, contra a rubéola (2008), e que teve duração de seis meses. Com a imunização de 61 milhões de pessoas, o país alcança, até o momento, 70% do público-alvo da campanha.

Entre profissionais de saúde que atuam diretamente no enfrentamento da gripe H1N1 e entre crianças de 6 meses a menores de 2 anos, a totalidade do grupo foi vacinada. Entre os doentes crônicos e indígenas, a meta nacional de 80% já foi atingida, embora alguns Estados ainda estejam abaixo do índice.

Entre os adultos de 30 a 39 anos, o porcentual geral de vacinados é de 37% e nenhum Estado ainda atingiu a meta neste grupo específico, de pelo menos 80%. Para este grupo, a vacinação contra a gripe H1N1 começou em 10 de maio e encerrou na última sexta-feira, dia 21.

Entre as gestantes, o porcentual é de 68% vacinadas no País e a meta já foi atingida neste grupo nos Estados de Goiás, Maranhão, Pará, Santa Catarina, Distrito Federal e Pernambuco. Entre os adultos de 20 a 29 anos, o porcentual é de 77% e onze unidades federativas já atingiram a meta no grupo: Amapá, Piauí, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Sergipe.

Gripe comum
O balanço da vacinação de pessoas acima dos 60 anos contra a gripe sazonal (gripe comum) contabiliza 10,6 milhões de idosos já vacinados no País. Isso representa 55% do público-alvo total da campanha.

Nas regiões Sul e Norte - onde a campanha começou antes, em 24 de abril, e se estendeu até 8 de maio -, os porcentuais de vacinação são de 72% e de 68%, respectivamente. No Sudeste, o porcentual atual é de 51%. No Nordeste, é de 45%. E no Centro-Oeste, é de 58%.

A divisão do calendário de vacinação do idoso contra a gripe sazonal foi motivada pelo atraso na entrega das vacinas pelo Instituto Butantã, de São Paulo. As pessoas acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas também estão sendo imunizadas contra a gripe H1N1.

Fonte: Estadao

Capital paulista prorroga campanha de vacinação contra H1N1


A campanha de vacinação contra o vírus H1N1 na capital paulista foi prorrogada para o próximo dia 2 de junho. Em alguns Estados, como Bahia e Rio Grande do Sul, a campanha também foi prorrogada.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a prorrogação da campanha foi determinada para atingir a meta de 80% para gestantes e adultos de 30 a 39 anos, que não foi alcançada.

As pessoas podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e as AMAs, de segunda a sábado, das 7h às 19h.

Nas demais cidades de São Paulo ainda não há definição se haverá prorrogação, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com a Secretaria Estadual, até quinta-feira cerca de 15 milhões foram vacinados.

O Ministério da Saúde informou que ainda não trabalha com a possibilidade de prorrogar o prazo, mesmo que a meta de imunização de 80% das pessoas ainda não tenha sido atingida em alguns lugares.

Rio Grande do Sul
O Comitê Estadual de Enfrentamento à Gripe A (H1N1) prorrogou o prazo para a imunização dos adultos de 30 a 39 anos no Estado para 28 de maio.

A segunda dose da vacinação das crianças, tanto para o grupo de 6 meses a 2 anos quanto para as portadoras de doenças crônicas de 2 a 9 anos, está assegurada e depende da data da primeira dose - deve ser feita 30 dias depois da primeira aplicação.

Para os demais grupos prioritários, a campanha termina nesta sexta.

Bahia
A campanha foi prorrogada até 28 de maio em todos os municípios baianos, para que a meta de imunizar cerca de 7 milhões de pessoas no Estado seja atingida.

Até as 17 horas desta quinta-feira, 54,42% do público alvo havia tomado a vacina em todo o Estado, de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde.

A vacinação estará disponível para todos os grupos prioritários que fizeram parte das quatro etapas da campanha (trabalhadores de saúde, crianças de seis meses a dois anos, doentes crônicos e a população de 20 a 39 anos) nas cerca de 4 mil salas de vacina em todo o Estado.

Fonte: Estadao

Linha tecnológica do Metrô-SP estreia sem celular


O primeiro trecho da Linha 4-Amarela da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) foi inaugurado ontem, mas nem todas as suas novidades puderam ser usufruídas. Os usuários não conseguiram, por exemplo, usar telefones celulares nos trens e plataformas das duas estações - Paulista e Faria Lima - e também não foi possível acessar a internet.

A Linha 4-Amarela foi inaugurada no início da tarde, em um evento que teve apresentações culturais e a presença de diversas personalidades, como o governador Alberto Goldman (PSDB) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Logo em seguida, o trecho de 3,6 quilômetros foi aberto para circulação.

A Linha 4-Amarela vai funcionar inicialmente das 9 horas às 15 horas em uma operação chamada de "assistida". Ainda não há previsão para a expansão do horário de funcionamento. De uma a três semanas, os usuários não vão precisar pagar pelas viagens. Depois, o preço será o mesmo do restante da rede: R$ 2,65 o bilhete unitário.

Linha moderna


Essa é a linha mais moderna da rede e conta com trens sem condutores (sistema driverless), esteiras para fazer a integração dos passageiros com outras linhas e portas de vidro que separam a plataforma dos trens. Além disso, as estações e trens terão Wi-Fi.

Segundo a concessionária ViaQuatro, no entanto, ainda não há previsão para o início dos serviços de internet e telefonia móvel, pois é necessária a conclusão das negociações com as empresas. Após a conclusão, os usuários vão poder utilizar os serviços de todas as operadoras, incluindo os serviços de voz e as tecnologias que permitem a conexão dos celulares a computadores portáteis e à internet.

Há oito anos, São Paulo não tinha uma nova linha de Metrô. As obras da Linha 4 começaram em abril de 2004. A previsão inicial era de que a primeira fase ficasse pronta até 2008. Mas problemas com desapropriações de imóveis e o desmoronamento da Estação Pinheiros - em janeiro de 2007, matando sete pessoas - atrasaram as inaugurações.

Após Paulista e Faria Lima, a previsão é de que duas novas estações sejam abertas até novembro: Butantã e Pinheiros. Entre as duas, os trens do Metrô passarão 15 metros abaixo do leito do Rio Pinheiros. Até abril, o governo promete também entregar as Estações República e Luz. Por essas seis estações, deverão passar diariamente 700 mil passageiros por dia. Numa segunda etapa, prevista para 2012, haverá ainda as Estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Mackenzie-Higienópolis.

*com informações da Agência Estado

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Especialista fala sobre deslizamentos e explica medidas preventivas


Prof.Dr. Murilo Andrade Valle, Coordenador do Curso de Engenharia Ambiental FAENG/CUFSA (Fundação Santo André)e Doutor em Hidrogeologia fala sobre o Sítio Joaninh, no ABC Paulista.
Por: Leonard Almeida

- É possível prever deslizamentos de terra semelhantes aos que mataram dezenas de pessoas no Rio de Janeiro?

É possível realizar prognósticos de situações de riscos, não obstante, uma previsão, que inclui "quando" e "onde" vai ocorrer um deslizamento não é tão fácil, tendo em vista que as variáveis normalmente são inúmeras. No entanto, vale destacar que existem locais (onde) que são mais favoráveis, tendo em vista questões de declividade do terreno (alta declividade, terrenos muito inclinados), presença de drenagens superficiais (pequenos córregos, nascentes, bicas), sobrecarga motivada pelo uso e ocupação desordenada (construções), supressão de vegetação (retirada de vegetação que protege o solo contra lixiviação), descarte de resíduos sólidos (lixo doméstico) na superfície (que favorece a sobrecarga e a lixiviação), descarte de efluentes domésticos (esgoto) (que fragiliza o solo superficial) e, também, a exemplo do caso do Rio de Janeiro, a presença de material inconsolidado na base da construção. Em Santo André o Núcleo Espírito Santo encontra-se em situação semelhante e requer medidas urgentes para remoção das famílias daquela localidade. É uma questão de segurança.

- Como os moradores podem fazer para verificar se há risco de deslizamento?


O prognóstico deve ser realizado por profissional especializado; a defesa civil e prefeituras possuem em seus quadros geólogos, geógrafos, engenheiros, dentre outros profissionais, que possuem estas competências. O morador deve ficar atento à presença de trincas nas paredes e piso de sua residência, bem como a presença de canais de circulação de água (água de enxurrada) nas proximidades da casa. Fora este aspecto, casas construídas em terreno com alta declividade (inclinação) sem o devido projeto e acompanhamento de um engenheiro, são susceptíveis ao deslizamento.

- Quais são as ações cabíveis às prefeituras dos municípios envolvidos?

As prefeituras e o Estado devem identificar as áreas de risco e notificar os moradores. É preciso, em determinadas situações, rever o zoneamento municipal. O morador não é único culpado; ele precisa ser informado e instruído. Se o morador ocupou determinada área e lhe foi concedido energia elétrica, água, coleta de resíduos, calçamento de rua e porque a prefeitura anuiu com a ocupação. Do contrário, se esta é de forma irregular, a prefeitura precisa promover um conjunto de ações para, com dignidade e justiça, remover as pessoas. Projetos de educação ambiental bem fundamentados auxiliam nesta tarefa, pois permitem a adoção de ações preventivas. A fiscalização também é fundamental, para evitar eventuais invasões de áreas ou mesmo a prática irregular de construções e parcelamento do solo. É sabido que em determinadas épocas do ano o índice pluviométrico (chuvas) é maior, oportunidade que frequentemente acidentes geológicos ocorrem e, nesse sentido, atuar de forma preventiva permite a adoção de ações que tirarão de situação de risco inúmeras pessoas. A questão é ampla e não está restrita apenas ao uso e ocupação do solo.

- O que deveria ter sido feito antes por tais prefeituras?


As prefeituras precisam estabelecer políticas públicas adequadas e diretas para este tipo de problemática. Não é uma questão apenas do executivo mas também do legislativo que pode propor estudos técnicos-científicos com vistas ao estabelecimento de legislações que protejam a vida e o meio ambiente. Instituições como a Fundação Santo André, por meio de seu corpo de pesquisadores, professores e alunos, podem atuar diretamente no apoio a estes tipos de ações.
As prefeituras precisam aumentar a fiscalização e criar mecanismos de monitoramento. O estabelecimento de indicadores é a base para um correto planejamento.