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terça-feira, 31 de agosto de 2010

5ª edição da Mostra Mundo Árabe de Cinema em São Paulo


De 03 a 29 de setembro a cidade de São Paulo vai ficar com um toque mais árabe, pois a 5ª edição da Mostra Mundo Árabe de Cinema está embarcando por aqui, trazendo novidades do cinema oriental.

E dia 2 de setembro tem a abertura da Mostra no CINESESC, com filme, convidados e muita troca de informações, conhecimento. Para quem procura um programa mais alternativo... fica a dica!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Livro "O Irã sob o chador" desvenda os mitos da cultura oriental

No dia 30 de agosto ocorre, no CineSesc (Rua Augusta, 2075), em São Paulo (SP), o lançamento do livro “O Irã sob o chador” . O evento terá início às 19h30 e contará com sessão de autógrafos das autoras, Adriana Carranca e Marcia Camargos. Haverá ainda a exibição de um curta iraniano seguido de bate-papo com amba

No livro, Adriana e Marcia revelam o caldeirão de contradições de uma nação enigmática, onde a cordialidade do povo resiste como valor num cotidiano de escassas liberdades individuais.

Nos últimos anos, poucos países têm sido objeto de tanto interesse e ao mesmo tempo de tanta incompreensão. O Irã se recusa a encaixar-se nos seus estereótipos. Sua estrutura política não é vertical: o poder é compartilhado entre diversas correntes numa complexa rede de instituições. Seu estrito código de conduta é, em grande medida, apenas aparente, e sua violação, nos espaços privados, mais tolerada do que reprimida. O Irã não é um país árabe, e sim persa, fundado sobre uma das grandes civilizações da Antiguidade, que assimilou e ao mesmo tempo moldou a corrente xiita do islamismo – a partir do casamento de Hussein, neto de Maomé, com uma princesa da Pérsia.

Sobre o livro
Chador é um tipo de manto iraniano, usado para cobrir o corpo feminino da cabeça aos pés. Só o rosto fica à mostra. Parecido com o hábito das freiras católicas, o traje é obrigatório em mesquitas e outros lugares sagrados, e conta com a preferência das iranianas islâmicas do segmento mais conservador da sociedade. Assim como as formas de suas mulheres, o Irã apresenta-se ao olhar ocidental de maneira enigmática, oculto sob o espesso chador do nosso preconceito e desinformação acerca do Oriente Médio em geral e de cada país da região, em específico.

Em viagens realizadas em momentos e circunstâncias diferentes, as jornalistas Adriana Carranca e Marcia Camargos tiveram a oportunidade de conhecer um país que não cabe na simplificação dos estereótipos. Muito longe de encontrar fanáticos religiosos hostis e minas terrestres a cada esquina, as autoras se depararam com cidades extremamente seguras para turistas, nas quais imperam a honestidade, a cordialidade e a gentileza nas relações. Em contrapartida, paira no ar a crescente insatisfação com o regime teocrático há três décadas no poder.

Concebido e escrito em parceria, “O Irã Sob o Chador” (Editora Globo) é o resultado da descoberta comum de uma realidade singular, num dos raros lugares do mundo ainda resistentes aos efeitos da globalização. Um cenário de conflitos permanentes entre arcaico e moderno, religioso e secular, opressivo e libertário – e que tem tais contradições capturadas no Caderno de Fotos, que ilustra o livro.

No mesmo país onde mulheres e homens têm de se sentar em partes diferentes do ônibus, por exemplo, circulam táxis nos quais ambos os sexos compartilham o aperto do banco. Alguns desses veículos são, inclusive, dirigidos por mulheres: há até uma cooperativa de taxistas femininas, que tem como clientela tanto as iranianas conservadoras (que não aceitam viajar com homens) como as liberais (que, em companhia feminina, se sentem à vontade para usar roupas um pouco mais ousadas).

Outro contraste verificado pelas autoras: o Twitter e o Facebook estão proibidos no país, o que não impede a existência de 1,4 milhão de usuários e 800 mil contas ativas dessas redes sociais, respectivamente – mesmo com a internet de banda larga restrita a hotéis e centros de convenção. Na China, onde há restrições semelhantes à comunicação virtual mas a população é vinte vezes maior do que a iraniana, o Twitter tem 409 mil perfis e o Facebook, ínfimas 14 mil contas ativas.

Desnudando as camadas do chador que envolve o Irã, Adriana e Marcia revelam uma sociedade pulsante que, à revelia do poder constituído, impulsiona o país. Um lugar que produz uma das mais instigantes cinematografias do mundo, mas que não hesita em usar a censura prévia (ou mesmo a prisão) para intimidar seus cineastas. Uma sociedade de machismo opressivo, no seio da qual emergiu a ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003. Um caldeirão fervilhante, no qual nacionalismo, juventude e desejo de mudança se mesclam ao deslumbramento com o mundo que está do lado de fora do chador, e que ficou mais próximo com a internet.

Sobre as autoras
Jornalista e mestre em políticas sociais, Adriana Carranca mantém um blog na edição online de O Estado de S.Paulo, dedicado a questões de desenvolvimento global e direitos humanos.

Ganhadora dos prêmios Jabuti e da Academia Paulista de Letras, Marcia Camargos, jornalista com doutorado em história pela USP, é biógrafa de Monteiro Lobato e sócia da Usina de Conteúdo, produtora cultural.

Trechos do livro

O aspecto das ruas das cidades
A sensação de volta ao passado permanece. Os carros são velhos, o layout geral é antiquado e o gosto, duvidoso para nossos padrões ocidentais de consumo continuamente exacerbado pela criatividade dos publicitários. O Irã é mesmo outra civilização. Pelas paredes externas dos edifícios, outdoors que dariam arrepios a uma agência de fundo de quintal anunciam bancos, filmes e empreendimentos imobiliários. Efígies dos soldados que tombaram na guerra Irã-Iraque, que durou dez anos, a partir de 1982, homenageiam os mártires imolados no conflito. Grafites contra o imperialismo norte-americano e europeu, palavras de ordem conclamando os cidadãos a lutar contra a nefasta águia de garras afiadas, símbolo dos Estados Unidos e da suposta decadência “ocidental”, somam-se a outros clichês deliciosamente saudosos, que também remetem à Cuba de Fidel Castro.

As fotos dos aiatolás Khomeini e Khamenei marcam presença em toda loja, cinema, hotel, sala de museu ou teatro. Os suportes variam, mas suas figuras presidem sobre a população que escuta um trecho do hino nacional e algumas suras do Alcorão em forma de cânticos, obrigatoriamente, antes de qualquer cerimônia oficial. E os discursos começam sempre com os dizeres: “Be name Khoda”, em nome de Deus...

Comida
O pão é do tipo sírio, mais leve e maior, feito nas padarias espalhadas pelos bairros, e nas quais se pode ver o processo da feitura destes nune sangak. De avental branco e mãos ligeiramente trêmulas devido ao calor constante que enfrentam todos os dias, pressionam a massa antes colocá-la direto sobre pequenas pedras incandescentes no forno de tijolos. Com isso, provocam minúsculas bolhas, tornando ainda mais crocantes os pães, retirados após alguns minutos com uma pá de madeira.

Conformada com a abstinência compulsória, resta encarar com bom humor as alternativas disponíveis. Há refrigerantes e sucos de romã, além da principal bebida nativa, o dugh, refresco gasoso de leite fermentado por iogurte natural, servido com folhas secas de hortelã triturado, que não agrada ao paladar tupiniquim. É encontrado em qualquer esquina, junto com outros produtos de primeira necessidade. Mas quem pretende conhecer um hipermercado para ter noção do estilo de vida dos habitantes, vai descobrir que eles não existem no Irã. Ainda estamos nos tempos das vendinhas de esquina, simpáticas e acolhedoras no seu acanhado modo de ser, com prateleiras forradas de tecido, pequena oferta de produtos e apenas um ou dois atendentes para receber o dinheiro e empacotar as compras em sacolas de papel tipo craft. Em compensação, há os irresistíveis bazares, outra verdadeira instituição nacional.

Hejab
Lá fora me aguardava uma das monitoras do festival, com calça jeans apertada por debaixo da veste escura. Os olhos negros de sobrancelhas bem delineadas brilham por detrás do lenço que esconde parte dos cabelos, o pescoço e o colo. Logo eu descobriria que elas fazem de tudo para parecerem modernas e atualizadas dentro das rígidas normas islâmicas. Não é à toa que uma gritante porcentagem de plástica no nariz ocorra neste trecho do globo terrestre. Sem o recurso de ombros, barriga, pernas ou braços à mostra, precisam conquistar o sexo oposto pela expressão do rosto. Como são bonitas! E os homens não ficam para trás.
A casa é geminada de ambos os lados e logo à entrada tiramos os sapatos. Sua esposa, de tez clara e cabelos louros, me recebe com um sorriso. Domina o inglês com perfeição e manda que eu retire o hejab. Faço isso com gosto, livrando-me também da calça por debaixo do vestido. Quase esquecera como é agradável ficar com a roupa comum, sem os apetrechos que tolhem os movimentos e nos deixam o tempo todo, para o bem e para o mal, conscientes da nossa “condição” de mulheres.

Outro desafio para os ditos “ocidentais”, sobretudo as mulheres, é encarar o banheiro turco, com um simples buraco no chão. Tente usá-lo meio agachada, segurando a barra da calça, a veste que vai por cima, a câmera fotográfica e o véu que cisma em cair para frente, arrastando-se pelo chão respingado... E note que, em lugar de papel higiênico, há uma ducha para a higiene pessoal. Não me perguntem com o que elas se enxugam. De minha parte, aprendi a manter lenços de papel na bolsa. Ninguém terá problema em refazer o estoque, o produto é uma verdadeira mania nacional. No quarto de hotel, onde existe o vaso sanitário convencional, no console dos carros e na mesa dos restaurantes, eles são onipresentes e fazem as vezes do guardanapo, mercadoria inexistente no país.

A simpatia acompanha a beleza física. No meu contato inicial com aquela terra longínqua, eu aprenderia as regras básicas da hospitalidade iraniana. Todos se desdobram para atendê-lo, fazendo com que você se sinta especial o tempo todo sem precisar ser amigo do rei.


Serviços

O Irã sob o chador
Autor: Adriana Carranca e Marcia Camargos
Gênero: reportagem
Editora: Globo
Formato: 13,7 x 20,8 cm
Número de páginas: 240
Preço: a definir
Site: www.globolivros.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Giulia Moon em entrevista ao Vez e Voz fala do seu amor pelo sobrenatural

Dando continuidade à CIALF(campanha de incentivo aos autores de literatura fantástica) entrevistamos Giulia Moon.

1.Como é o mercado editorial para novos escritores de literatura fantástica?

Giulia-
Acredito que deve ser bem melhor do que há dez anos, quando eu comecei a escrever contos de vampiros. Naquela época, publicar um livro, ainda mais de fantasia ou terror, era considerado uma aventura fantástica por si só. Hoje sabemos que existe um público fiel, que gosta e consome fantasia e terror, e as editoras estão receptivas a obras desse gênero. Por outro lado, aumentou também o número de novos escritores à procura de um espaço no mercado. A concorrência é maior, mas as oportunidades, também.

2.Quando descobriu que queria ser escritora?

Giulia-
Eu nunca pensei em ser escritora até uns dez anos atrás. Escrever, para mim, sempre foi – e continua sendo – uma grande diversão. Só descobri que queria ter o meu nome na capa de um livro quando comecei a frequentar um grupo de discussão na internet, chamado “Tinta Rubra”, de escritores amadores de contos de vampiros. Ali, ao mostrar os meus contos para um público anônimo, isento, e bem maior do que os familiares ou amigos, percebi que eles poderiam ser fonte de diversão para um grupo maior. E eu soube que queria atingir essas pessoas. E muitas outras. Foi o sinal para ir em frente e almejar algo mais do que um simples passatempo, mas uma ocupação de verdade.

3.Quando você está escrevendo um livro, tem costume de ler outros do gênero para se inspirar ou procura se isolar para criar livremente?

Giulia-
Nenhum dos dois. Eu leio livros, HQs e mangás, assisto filmes, desenhos animados o tempo todo, porque eu gosto, não em função de uma determinada necessidade. E à medida que vou tendo contato com as criações de outros autores, eu percebo determinados nuances, ritmos, palavras, situações, que me inspiram sensações e ideias agradáveis, divertidos, curiosos. Acho que isso acontece não apenas tendo contato com obras de ficção, mas em cada momento do dia. É como se exercitasse de forma contínua o meu raciocínio e a minha sensibilidade. E um raciocínio afiado e a capacidade de sentir intensamente as emoções está com você o tempo todo. Não é algo que você pega na estante e usa quando precisa. Eu procuro sempre me desligar de muletas artificiais, como procurar determinada leitura, ouvir tal música ou ficar em tal lugar para me inspirar. A inspiração está dentro de você, nas suas experiências, na sua imaginação, não nos objetos ou obras de outras pessoas.

4.Você se declara fã de livros de terror, quais autores são seus preferidos?

Giulia-
Eu me apaixonei pelo gênero graças a Edgar Allan Poe, ainda na época da minha adolescência, por isso ele sempre será o primeiro da minha lista. H. P. Lovecraft é um clássico que todo autor de literatura fantástica e horror não deve deixar de ler, embora tenha dado origem a uma legião de imitadores sofríveis no mundo inteiro. Gosto bastante de Stephen King, principalmente dos seus contos, de Clive Barker dos “Livros de Sangue”, e da literatura de fantasia dark de Neil Gaiman. Gosto também de alguns mangás japoneses de terror, como o Uzumaki de Junji Ito.

5.Seus livros são de contos, geralmente reúnem mais de um ser sobrenatural, já teve vontade de escrever um livro inteiro sobre um de seus personagens?

Giulia-
Na verdade, já fiz isso. A vampira japonesa Kaori e o vampwatcher Samuel haviam aparecido juntos no conto “Dragões Tatuados”, que saiu publicado na coletânea “Amor Vampiro”, de vários autores, pela Giz Editorial. Após o sucesso do conto, resolvi escrever a história de Kaori, desde o seu nascimento como vampira no Japão feudal até os dias de hoje num romance. Foi assim que nasceu “Kaori: Perfume de Vampira”.

Com relação aos meus outros personagens, tenho recebido vários pedidos de fãs, principalmente da minha vampira Maya e do seu mordomo Stephen, para escrever um romance com eles. Quem sabe, no futuro?

6.Três de seus livros “Kaori: Perfume de Vampira”, “Vampiros no espelho e outros seres obscuros” e “ Luar dos Vampiros” tratam da temática vampirismo, embora tenham outros elementos, dos seres obscuros eles são seus preferidos?


Giulia-
Sim, eu adoro vampiros. Primeiro como leitora, depois como autora, os vampiros sempre estiveram comigo. Ainda cursava a faculdade quando pus os meus olhos pela primeira vez sobre o livro “O Vampiro Lestat” de Anne Rice, escondidinho na estante de uma livraria. Foi paixão à primeira linha. De lá pra cá eu sempre andei de mão dada com os vampiros, e eles têm me levado a lugares muito interessantes.

O meu primeiro conto para a internet, foi uma história da vampira Maya, que enviei para um site chamado Mundo Vampyr. O conto acabou me rendendo um convite para entrar no grupo de discussões “Tinta Rubra” . E, o convívio com os leitores e escritores desse grupo me levou, em 2003, à publicação do meu primeiro livro de contos, “Luar de Vampiros”. Como vêem, tudo começou com eles, os vampiros.

Todos os meus livros, tanto os de contos quanto o romance “Kaori”, têm estreita relação com os vampiros. O único que faltou na sua lista, a coletânea “A Dama-Morcega”, de 2006, também tem uma vampira, Agnes, como protagonista do conto que dá nome ao livro. Eu adoro criaturas fantásticas em geral, mas com certeza o meu primeiro grande amor é mesmo o vampiro.


7.Qual o papel que a internet tem em sua vida profissional? Deixe seus endereços eletrônicos para os fãs entrarem em contato, conhecerem mais seu trabalho.


Giulia-
A internet é o meu elo de ligação com os meus leitores e com a maioria dos meus amigos. Graças a ela, eu comecei a escrever como profissional, graças a ela, posso pesquisar, travar contatos, conhecer novos amigos e leitores, tomar conhecimento de tudo de extraordinário que existe por aí.

Vocês podem me encontrar nesses endereços:
Blog Phases da Lua: http://phasesdalua.blogspot.com
Site: http://www.giuliamoon.com.br
Twitter: http://twitter.com/giuliamoon
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=14131538431339823139


8.Apresente “Kaori: Perfume de Vampira” para quem ainda não conhece, fique à vontade para vender seu peixe


Giulia-
Ao invés de vender um peixe, estou lhes oferecendo, talvez, um sashimi com sabor picante e surpreendente. “Kaori: Perfume de Vampira” veio nascendo aos poucos, pois, como já disse, a personagem já aparecera no conto “Dragões Tatuados”, como uma adolescente japonesa belíssima, uma garota de programa que exige o pagamento em sangue. A idéia era juntar a personagem, fruto de uma cultura milenar, com o mito do vampiro. A delicadeza e a cortesia da personalidade japonesa com a sua capacidade para perpetrar atos cruéis e surpreendentes. A frieza e controle aparentes do japonês com emoções ardentes e violentos por dentro. E a imortalidade, vista sob o ângulo de alguém que nasceu e viveu num local e época muito diferentes dos contos de vampiros tradicionais.

Metade do livro passa-se no Japão feudal, contando as aventuras de Kaori, primeiro como humana e depois como vampira, desde meados do século XVII até o final do século XIX, em plena era Tokugawa. Kaori, uma bela garota, cujo corpo exala um perfume natural sedutor e misterioso, é filha de Gombei, um pobre taverneiro de beira de estrada. A sua beleza incomum chama a atenção de uma cortesã pérfida, Missora, que planeja apoderar-se da garota para transformá-la na atração principal de sua casa de prazeres. Entre perigos, amores e traições, encontrando em seu caminhos samurais, daimyôs e criaturas fantásticas do folclore japonês, Kaori atravessa os séculos, até conhecer José Calixto, um talentoso pintor brasileiro, um encontro que vai marcá-la para sempre.

A outra metade do romance retrata a São Paulo caótica e movimentada de 2008. Kaori, agora uma vampira de programa, caça os seus clientes no bairro da Liberdade. Desta vez às voltas com uma sociedade subterrânea comandada por Felipe, um vampiro cruel e poderoso, o IBEFF, uma organização que estuda a fauna fantástica, e com um humano de nome Samuel, que observa vampiros para essa instituição, Kaori vai viver uma aventura onde a sua capacidade de sedução e de sobrevivência será testada até o limite.

O romance se desenvolve com os capítulos do passado se alternando com os capítulos do presente, cada parte interagindo com outra, revelando e criando expectativas entre si. Se você gosta de um romance com muita ação, cenas quentes de sedução e suspense, acho que deve experimentar “Kaori”.

9.Você recebeu um prêmio super bacana, Melhor Romance 2009, aliás o único do gênero no país com “Kaori: Perfume de Vampira”. Como foi pra você receber este prêmio, foi surpresa ou já esperava?

Giulia-
Para mim, o prêmio foi motivo de muita satisfação e alegria, ainda mais porque foi o resultado de uma votação popular, com os leitores indicando os seus livros favoritos. E ler mensagens de fãs de “Kaori”, me felicitando, dizendo que votaram nele e tiveram orgulho de ter ajudado o livro a vencer, foi realmente emocionante. Eu não digo que eu esperava pela vitória, mas eu a desejava, com toda certeza. Senti-me como uma mãe, vendo uma filha que colocou no mundo crescer e obter reconhecimento. E isso foi muito legal!

10.Em seu blog Phases da Lua, vemos que acompanha eventos góticos, sarau, lançamentos, você se considera uma escritora acessível para os fãs?

Giulia-
Acho que sim, na medida do possível. Tenho muito pouco tempo ultimamente para responder e-mails, recados e atender todo mundo que me procura, pois faço tudo isso sozinha, sem a ajuda de ninguém. Não costumo ler contos, projetos ou qualquer tipo de textos que me enviam, pois, além do problema crônico da falta de tempo, não me considero mais do que uma boa crítica de mim mesma. Tenho manias, preconceitos, opiniões pessoais como qualquer outra pessoa, e acho que tem gente muito melhor e mais isenta do que eu para exercer esse papel. No mais, sempre converso bastante e divirto-me com as pessoas que encontro nos eventos e lançamentos. As pessoas são uma fonte permanente de inspiração para um escritor.

11.Seu livro de contos “A Dama-Morcega” mescla muitos elementos de fantasia, tem até folclore no meio, o que acha dessa mistura?

Giulia-
Mais do que uma mistura, para mim não existem fronteiras entre ficção de vampiros, fantasia, folclore, assim como eu, com os meus traços orientais, considero-me uma autêntica brasileira, filha dessa mistura de raças, de mitos e costumes que é o nosso país. No meu universo coexistem sacis, vampiros, kappas, duendes e criaturas fantásticas de todo tipo. E eu gosto dessa mistura, desse caos criativo. Como contista, eu sempre espiei por muitas portas, experimentei muitos caminhos. No final de 2009, tive o prazer de participar de um projeto de Ficção Científica organizado pelo escritor Nelson de Oliveira, o Portal Fundação. Escrevi, então, o meu primeiro conto de FC, chamado Animmalia. E posso dizer que foi uma experiência muito bacana, que me abriu os olhos para mais incursões pelo gênero. É isso. O livro “A Dama-Morcega”, assim como “Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros”, reflete essa minha atitude. Você vai encontrar histórias de sacis, do Menino Jesus, do Dragão, do Diabo, de lobisomens, de fantasmas. Enfim, uma fauna fantástica bem diversificada, sem preconceitos de espécie alguma!

12.Que conselho você dá para aqueles que querem seguir à profissão?

Giulia-
Puxa, não sei se tenho muito a dizer, pois cada pessoa chega aos seus objetivos de seu jeito, não existem fórmulas para isso. Mas, a princípio, eu sempre digo para azeitar o seu português, pois ninguém pode seguir uma profissão sem dominar seus instrumentos. Depois, preparar-se para trabalhar dobrado, pois, por enquanto, a literatura, principalmente para quem está começando, não paga as contas. Seja um leitor crítico, imparcial e frio de si mesmo para melhorar sempre. Mas, mais que tudo, procure se divertir ao escrever. Não há recompensa maior para um escritor do que a alegria de criar uma boa história!


13.É verdade que está escrevendo outro livro sobre Kaori? O que pode contar sobre isso?


Giulia-
Estou, sim, escrevendo um novo livro dentro do universo de “Kaori”. Mas ainda não posso adiantar muito sobre ele. Só digo que estou me empenhando ao máximo para trazer a vocês uma aventura tão ou mais emocionante do que o primeiro. Torçam por mim!

Para todos que estão curtindo as entrevistas vamos nos despedir no maior estilo Giulia Moon...

Abraços Geladosssssssssssssssssss

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Giulia Moon é a terceira entrevistada da CIALF


A nossa terceira entrevistada, da CIALF (campanha de incentivo aos autores de literatura fantástica), é Giulia Moon. Tem publicados os livros: A DAMA-MORCEGA - Narrativas de Terror Fantástico, VAMPIROS NO ESPELHO & Outros Seres Obscuros, LUAR DE VAMPIROS, Kaori- perfume de vampira. Ninguém melhor do que a própria para se apresentar aos internautas/leitores.


Conheça um pouco da autora

Como já deve ter deduzido, este não é o meu nome verdadeiro. Mas sempre gostei do som de "Giulia" e adoro a lua, em todas as suas fases. Os dois "O"s da palavra "moon" sempre me remetem a dois olhos abertos num eterno espanto, uma piração visual entre tantas outras. Assim nasceu esse nick com o qual assino meus contos e participo de listas de discussão. Um nome que já se transformou numa identidade tão verdadeira quanto a outra.

Profissão: publicitária. Originalmente fui diretora de arte e ilustradora. Depois passei a diretora de criação. Num arroubo de saco-cheio pedi demissão e hoje sou sócia de uma agência de promoção e design, onde faço de tudo menos ficar rica. Que pena!

Meu hábitat: a São Paulo urbana e neurótica. Ou qualquer lugar no mundo onde possa tomar um avião e voltar pra Sampa quando bem entender. Adoro viajar, mas adoro ainda mais voltar pra casa. No place like home.

Literatura: o maior tesão de minha vida. Ei, não me entenda mal, refiro-me a tesão intelectual. Não gosto de histórias adocicadas ou cheias de moral, e não curto egotrips ou literatura experimental. Talvez seja por causa de algum problema neuronal. Ou não. Gosto de ler o que me diverte, o que me faz pensar, o que me surpreende. Básico. Mas sob essa aparente simplicidade cabe todo um universo de livros e autores e séculos de literatura. Material interminável e fascinante. E é isso que gosto de escrever. Terror, principalmente, e também fantasia. Pra quem acha que entretenimento não é digno do métier literário, já vou avisando: divertir o leitor é o meu objetivo. Se isso não é literatura, ok. Não me levem a sério, please.

*Retirado do site da autora: Quem sou eu

sábado, 10 de julho de 2010

Laura Elias põem as presas de fora em uma entrevista sobre o sucesso da saga Red Kings



A campanha de incentivo aos autores brasileiros está á todo vapor e a segunda entrevistada é Laura Elias. A autora da Saga Red Kings fala sobre ser escritora de literatura fantástica no Brasil, do sucesso de seus livros de vampiros e do lançamento de Lua Negra, 2° volume da saga. Confira :

1.Vocês tem mais de 30 livros publicados, o que é um feito no país, como foi este processo?


Laura-
Foi algo natural, embora não deixe de ser extraordinário para mim, que jamais me imaginei escritora. O que houve foi que a Editora Mythos tinha um projeto para lançar uma linha de romances femininos - que aqui no Brasil são chamados de romances de banca -, e estava procurando um autor que se adaptasse a este tipo de texto. Na época eu era articulista da Revista UFO e o editor da revista me indicou ao Helcio de Carvalho, um dos donos da Mythos. Nós conversamos, ele me explicou o que tinha em mente e me pediu um livro como teste. Eu fiz, enviei e duas semanas depois ele me ligou, perguntando se eu conseguiria escrever dois titulos por mês. Eu aceitei e a coisa deslanchou. Depois de algum tempo, a editora decidiu entrar também no mercado de livrarias e foi neste momento que eu decidi deixar os pseudônimos de lado e começar a assinar os livros com meu nome.

2.Você sempre quis ser escritora? Quando ficou claro que viraria uma profissão?


Laura-
Essa é uma boa pergunta, sabe? Eu sempre fui uma leitora conpulsiva e vivi cerdada por livros. Até hoje é assim, leio muito e aqui em casa tem livro em todo lugar, mas nunca pensei em ser escritora. Os livros pra mim sempre foram companheiros de vida, amigos, professores. Por outro lado, sempre tive uma facilidade extrema para escrever. Os textos simplesmente fluem, as idéias vêm e a coisa rola.
Quanto à virar profissão, olha... eu ainda estou me acostumamdo com isso. Por muito tempo pensei que os meus livros eram só alguma coisa que eu fazia entre tantas outras. Não olhava pra eles como trabalho, entende? Acho que começou a mudar com o Crepúsculo Vermelho. Por várias razões este livro é um marco na minha carreira.

3.O livro “Crepúsculo Vermelho” tem uma trama super dinâmica e os personagens são diferentes dos vampiros tradicionais. De onde surgiram os rovdyrs?


Laura-
Pois é...(risos) Foi assim: a editora me apresentou o projeto de um livro de vampiros para adolescentes e eu relutei um pouco para aceitar. Como fazia tempo que não publicava, achei que talvez fosse uma boa voltar à ativa e encarei o desafio. Só que não tinha uma idéia que prestasse pra história. Sabe nada? Branco neve? Eu estava bem assim. Por experiência, sei que inspiração não se força, ela simplesmente vem quando quiser vir, então meio que deixei pra lá e fui fazer outra coisa. Uma noite eu etsava sentada assistindo a um programa no Discovery sobre uma expedição de biólogos que havia encontrado várias espécies de animais desconhecidas até então e aí a luz acendeu na minha cabeça. E se os vampiros fossem apenas isso, uma espécie desconhecida? O nome rovdyr eu tirei de um dicionário de Norueguês e significa predador.
Quanto à trama em si, eu busquei me distanciar o máximo possível das histórias conhecidas e de personagens batidos. Como o livro é para o público adolescentes, tive que manerar algumas partes para não ficar pesado ou sombrio demais, mas acho que funcionou, né?

4.O mundo está vivendo uma nova onda do vampirismo, impulsionado por Stephenie Meyer e a saga Crepúsculo, você acredita que teve algum reflexo em seu trabalho?


Laura-
A primeira coisa que fiz quando aceitei o projeto, foi ler os livros da Stephenie Meyer para saber do que se tratava e para não correr o risco de escrever algo similar a ela. Então eu diria que o único reflexo que a saga Crepúsculo teve em meu trabalho foi evitar caminhar pelos mesmos caminho. O que aconteceu, e isso é inegável, foi que a editora quis aproveitar a onda vampiresca e lançar algo no estilo. Editoras fazem isso, sabe?
Enfim, pra mim foi uma experiência nova, com assunto e públicos desconhecidos e eu tive que me virar pra dar conta dela.

5.Uma curiosidade na história é a mistura de literatura com a música, mais específicamente o rock, isso já estava na sua cabeça desde o início ou foi algo que acrescentou ao longo da história?


Laura-
Quando eu comecei a escrever, o livro não rolava porque estava em terceira pessoa. Aí eu resolvi mudar pra primeira pessoa e logo na primeira frase do livro veio a coisa da música. Eu queria deixar claro o estado de espírito da personagem e na hora pensei em duas canções: Another Day e Every Day is Exactly the Same. Ao mesmo tempo, todo livro que faço tem que ter uma conexão íntima comigo, embora nem sempre isso esteja claro no texto. As vezes é uma personagem ou um lugar. No caso deste livro foi a música, que amo tanto quanto amo livros, então achei que seria um casamento ideal. Depois, é gostoso você poder musicar uma história, fazer este tipo de link emocional com o leitor.

6.As músicas funcionam como trilha sonora para o livro, como você as escolhe? É de acordo com a letra, melodia, com cada momento, personagem (…)


Laura-
Tudo isso que você falou. Busquei músicas cujas letras fossem pertinentes ao momento do livro e do personagem e que ao mesmo tempo tivessem boa sonoridade. Embora o rock seja o mote, já que o personagem principal é vocalista de uma banda de trash metal, tem muito pop e muito country também, de acordo com o momento que os personagens estão vivendo.

7- Pela união de música e literatura, dá a entender que você gosta de rock, quais suas bandas favoritas?


Laura-
Gosto muito de rock, sou da geração dos grandes nomes e das grandes bandas, do tempo que disco de rock tinha uma faixa apenas de cada lado e as músicas demoravam séculos para terminar. Eram viagens, não apenas pano de fundo, entende? Nesta época eu era considerada esquisita pelos meus colegas porque o pessoal curtia baladinhas românticas e eu ouvia Deep Purple e Led Zeppelin. Acabei ganhando um fone de ouvido dos meus pais, pra não ensurdecer a família com minhas músicas (risos).
Gosto de outros gêneros também, não sou bitolada em rock, mas o rock’n’roll é mais que música, é uma filosofia de liberdade, verdade, expressão limpa do sentimento, sem se preocupar com as conveniências sociais. Através do rock, minha cultura musical disparou e eu conheci o blues, o jazz, enfim, as origens da música negra americana que acabou tomando conta do mundo e influenciando gente do outro lado do oceano, como os Rolling Stones e os Beatles.
Gosto de muitas bandas, mas as prediletas são Pink Floyd, Queen, Metallica, Black Sabbatah. Mas há várias outras, não dá pra listar todo mundo.

8- Os personagens principais, Bill e Megan, são inspirados em pessoas conhecidas ou partiu de um ideal criado por você?



Laura-
Como eu disse, o livro só rolou em primeira pessoa e quando se escreve em primeira pessoa a gente acaba meio que se misturando ao personagem, então a Megan tem alguns comportamentos e jeitos que são meus. Por outro lado, ela também tem muito de muitas outras pessoas e mais um tanto de criação mesmo. Bill Stone é um caso a parte. Assim que topei fazer o livro eu já sabia como ele seria fisicamente. Ele seria parecido com o Adam Lambert, principalmente no jeito sensual e nos olhos fascinantes. Lógico que todo o resto eu criei, mas a aparência do Bill, o jeitão sensual e poderoso eu peguei do Adam, sim, além da capacidade vocal e do talento incrivel.

9- Os títulos da saga Red King lembram os de Meyer, foi uma escolha sua ou da editora? Este era o título desde o início?

Laura-
Foi escolha da Mythos, eu queria Reis Vermelhos para o primeiro e Estrela Negra par ao segundo, não curto ficar “colando” coisas dos outros.

10- Agora, 9 de julho, Lua Negra será lançado. O que os fãs podem esperar do 2° livro?


Laura-
Neste segundo livro a história fica mais densa, os tempos de conto–de-fadas da Megan meio que viram um pesadelo e ela passa por situações muito perigosas e complicadas. O passado de Bill vem à tona, os vampiros aparecem, há um psicopata entre os rovdyrs, Red Leaves é atacada por criaturas ancestrais que modificam o clima, enfim... a história segue por outros rumos. Evidentemente, o tom é suavizado por ser um livro para adolescentes, mas o humor, as músicas e confusões ganham cores mais sinistras.

11- Lua Negra já tem data marcada para estréia, haverá noite, tarde de autógrafos?


Laura-
Eu ainda não decidi isso. Recebi proposta de duas livrarias, mas por conta de situações pessoais não sei se será possível neste momento. De qualquer forma, talvez eu faça algo durante a Fantasticon, vamos ver o que rola até lá.

12- Do que se tratam seus outros livros? Fale um pouco sobre eles.


Laura-
Meus livros são romances sobrenaturais em sua maioria. Acho que talvez uns dois ou três apenas tenham fugido do tema. Gosto de trabalhar com o sobrenatural, gosto de levar as pessoas a questionarem a realidade, a se perguntarem se o mundo é só isso que os 5 sentidos captam ou se tem mais coisas nisso tudo. Já li resenhas de pessoas que viram aspectos de auto-ajuda nos meus textos, mas nunca foi minha intenção seguir esta linha, embora os livros contem histórias de superação.
Quando comecei, a editora me deu parâmetros mas me deixou livre para criar o que quisesse dentro deles, então eu brinquei com várias tramas e estilos, experimentando de tudo um pouco.
Fiz também um livro infantil – Tristin McKey e o Mistério do Dragão Dourado - que voltou às livrarias agora e que está tendo ótima aceitação. Particularmente gosto muito dele e fico feliz ao vê-lo agradar quem lê.

13- Muitos de seus livros são vendidos em bancas de jornal, você percebe algum preconceito por isso?


Laura-
Muito (risos), mas não ligo. Todo preconceito é ignorância e isso é algo que faz parte do mundo. Muita gente acha que porque é vendido em banca não tem qualidade, mas as pessoas que acham isso não lêem esses livros, então como elas podem saber? Já dizia o Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra, então é saudável ter quem não goste, o que eu acho estranho é alguém não gostar do que nunca experimentou. E meus livros estão em livrarias também, aliás, estão em uma das livrarias mais badaladas de São Paulo que é a Livraria da Vila e vendem super bem por lá, então...

14– O que você acha das campanhas em prol dos autores brasileiros que estão acontecendo na Internet?


Laura-
Fantásticas e imprescindíveis. Primeiro para acabar com a idéia de que brasileiro não sabe escrever, que só livro estrangeiro é bom. Segundo porque é uma maneira de dar visibilidade a tantos talentos que existem neste país e acabam passando batido pelo público leitor. Em um país onde a cultura virou artigo de luxo, tem que fazer barulho e chamar a atenção das editoras para nossos escritores. Eu apóio totalmente estas iniciativas e participo na medida do possível de todas elas.

15– Você poderia dar algumas dicas para quem quer seguir a carreira de escritor?


Laura-
Bom, a principal dica para quem quer ser escritor é LER MUITO. E ler sobre tudo, conhecer diferentes autores e gêneros, perceber como a trama se desenrola, como os personagens são construídos e descritos, enfim, ler por prazer, mas também para aprender. Outra coisa é praticar muito, brincar com as idéias, escrever o que der na telha sem muito compromisso. Quanto mais se escreve, mais fácil fica, podem acreditar.
Outro ítem importante: o Português! Acentos, plurais, vocabulário e coerência são fundamentais! Muitas vezes a idéia é boa, mas o texto está tão mal escrito que a editora deixa de lado, simplesmente porque não entende o que está lendo. Não adianta ter preguiça, tem que caprichar na hora de escrever. E claro, escrever de forma limpa, sem querer parecer ser o que não é. Não adianta usar um monte de palavras dificeis só para enfeitar o texto, porque aí perde a naturalidade e é justamente a naturalidade da narrativa que cria o link com o leitor. Falando assim parece complicado, mas não é. É só praticar que tudo isso que eu disse começa a fazer sentido e se torna automático. Boa sorte!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Conhecendo Laura Elias , a autora da saga Red Kings


Dado continuidade a campanha de incentivo aos escritores brasileiros de literatura fantástica o Vez e Voz escolheu para a próxima entrevista a escritora Laura Elias. Confira um pouco da história da autora:

Laura Maria Elias nasceu em Barra Mansa estado do Rio de Janeiro em 1960.

Apaixonada por livros, começou ainda criança a rabiscar as primeiras linhas e aos 14 anos tinha pronto o livro O Colar de Esmeraldas, uma aventura policial visivelmente inspirado nos livros de Agatha Christie que a autora devorava na ocasião.

Sem nunca pensar em editar seus escritos ou seguir a carreira literária, Laura Elias cursou Economia na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo e trabalhou com Comércio Exterior até o ano de 2001, quando por questões pessoais desligou-se do setor.

Em 2002 inscreveu-se como tradutora voluntária na Revista UFO, onde após alguns meses foi convidada pelo editor para redigir um artigo. Embora esta primeira matéria fosse publicada quase um ano depois, outras vieram neste ínterim, transformando Laura em uma das principais articulistas da publicação. Foi também através da revista UFO que a escritora realizou palestras em simpósios e congressos de ufologia, além de participar de vários programas de TV sobre o assunto.

Em 2005 foi indicada pelo editor da Revista UFO à Editora Mythos que na ocasião procurava autores para lançar uma linha de romances em formato pocket, os famosos romances de banca como são chamados aqui no Brasil. Seu livro teste, Laços do Passado, tornou-se o primeiro romance lançado pela editora, seguido de muitos outros. Apesar de sua grande capacidade produtiva, Laura assinava suas obras com pseudônimos variados, sendo o mais conhecido deles Loreley Mackenzie. A autora publicou também como Sophie H. Jones, Suzy Stone, Laura Brightfield e Elizabeth Carrol.

Em 2007, além de ter alguns de seus livros re-editados para livraria, a escritora lançou também seu primeiro infanto-juvenil Tristin Mckey e o Mistério do Dragão Dourado. Também em 2007 abandonou os pseudônimos, passando a assinar seus livros como Laura Elias.

Em 2009 lançou Crepúsculo Vermelho, o primeiro de uma série de 3 livros, inaugurando assim mais uma fase em sua próspera carreira de escritora. Também passou a figurar no mundo virtual, lançando seu blog e um blog para o livro. Neste ultimo a autora construiu todo um universo próprio, com filmes, entrevistas, depoimentos e matérias relacionadas aos personagens e à banda de Trash Metal, The Red Kings of Dark Paradise.

Atualmente Laura está escrevendo seu 35º livro, o terceiro volume da série do Red Kings, provisoriamente intitulado Luz na Noite ainda sem data de lançamento. Ao mesmo tempo preprara-se para o lançamento do segundo volume da série, LUA NEGRA, previsto para julho/2010.

* A biografia foi retirada do próprio site da autora

Nazarethe Fonseca em uma entrevista de Alma e Sangue


Conforme haviamos prometido a campanha de incentivo aos autores brasileiros está á todo vapor e a primeira entrevista é com Nazarethe Fonseca. A autora da Saga Alma e Sangue fala sobre ser escritora de literatura fantástica, do lançamento do terceiro livro da série, de seus contos, enfim nos convida a entrar em seu universo vampiresco mas não sem avisar que lá dentro os beijos são mordidos. Cnfira:

1.Como é o mercado editorial para novos escritores de literatura fantástica?

Nazarethe: O mercado se abre lentamente para o escritor nacional, seja ele de ficção científica ou de literatura fantástica. Novas editoras aparecem, e com padrão de qualidade. Hoje, com um bom texto e algum esforço, o escritor pode publicar sua obrar e conseguir espaço nas livrarias. Não é fácil, mas é possível.

2. Como surgiu a idéia da saga Alma e Sangue?

Nazarethe:Sonhei com os personagens do livro, com os cenários, a trama. Foi bastante intenso, e desde então passei a escrever. Escrevia poemas, mas nada de que me lembre ou tenho guardado. Alma e Sangue foi minha primeira experiência literária profissional.

3.Quando você está escrevendo um livro, tem costume de ler outros do gênero para se inspirar ou procura se isolar para criar livremente?

Nazarethe: Leio sempre, não para buscar inspiração, mas por necessidade de me divertir com um bom texto. Ultimamente, tenho lido menos por causa de um probleminha na visão e do tempo de trabalho diante do computador. Acho que minhas maiores fontes de inspiração são a música e meus sonhos.

4.Qual o impacto e influência que Drácula e o vampiro Lestat (Btam Stocker e Anne Rice) tem em sua obra?

Nazarethe: Conheci Drácula aos 5 anos de idade, e foi maravilhoso. Ele foi meu primeiro referencial de vampiro, não tão bonito quanto Lestat (Tom Cruise), mas impactante. Depois veio Frank Langella (com o Drácula de 1973), do qual gosto muito. Anne Rice me pegou em cheio, ela transmitiu para seus livros um mundo único, fascinante, e deu ao vampiro a capacidade de se misturar com a sociedade sem grandes choques. Posso dizer que bebi na fonte dos dois autores, e por meio deles e de meus sonhos criei meu vampiro, minha mitologia.

5. Sobre os personagens, são inspirados em pessoas que conhece ou eles surgem já prontos em sua mente?


Nazarethe: Eles já chegam prontos: nome, nacionalidade, gostos, hábitos, roupas, até mesmo o perfume que usam. Quando estou criando, eles aparecem espontaneamente, e então deixo o personagem se apresentar. Mantenho a mente aberta e brinco com as palavras.

6. Quando descobriu que queria ser escritora?

Nazarethe: Nunca pensei tão sério: vou ser escritora. Na verdade, queria ver meu livro impresso, tudo juntinho e organizado, revisado. Mas as coisas foram tomando um caminho diferente, foi difícil, mas lutava por isso e um dia me surpreendi sendo chamada de escritora, quando na verdade só queria tirar tantas historias e personagens do meu imaginário. Quando não escrevo me sinto cheia, dá até dor de cabeça.

7.Qual o papel que a internet tem em sua vida profissional?

Nazarethe: A internet é um vicio e uma grande companheira. Fiz amigos, aprendi milhões de coisas, li livros, criei um blog, vendo meus livros, consegui uma editora para editá-los, divulgo-os virtualmente. A internet é minha parceira, sem ela não sou ninguém. Ela une e separa, mas quem sabe usá-la com sabedoria e bondade consegue colher bons frutos.

8.Apresente a saga para quem ainda não conhece, fique à vontade para vender seu peixe.

Nazarethe: A série Alma e Sangue fala de imortalidade, amor, perdas e vitórias, morte e nascimento. Vampiros e mortais se encontram e se afastam em jogos de poder e desejo, que os fazem lutar e morrer em busca de amor. Os livros têm muita ação e romantismo, e uma sensualidade quase natural, já que falamos de vampiros. Jan Kmam e Kara, os personagens principais, tentam viver seu amor em meio a inimigos mortais e imortais. Jan Kmam é o favorito do rei dos vampiros, Ariel Simon, e como tal tem deveres e direitos. Kara é sua amante e pupila, e tem de se esforçar muito para se tornar uma vampira a altura dos cinco Poderes que regem o mundo dos vampiros, e que o controla com mão de ferro. Ao lado dos vampiros temos os homens-lobo e as bruxas, que se dão muito bem com vampiros e lobisomens. Ao longo dos dois primeiros livros da série o leitor mergulha em aventuras e num universo rico e único. Quem lê se surpreende.


9.Está sendo lançado o terceiro volume da saga, o que os fãs podem esperar de Alma e Sangue III – O Pacto dos Vampiros?

Nazarethe: Os dois primeiros livros têm uma escala evolutiva que vai culminar no livro três e no livro quatro. O Pacto dos Vampiros me deu uma visão maior de meus personagens, acho que me senti mais à vontade com todos. O crescimento deles é visível em cada página. O nível de ação e a tensão entre os personagens aumentaram, as surpresas e revelações são constantes. Pude finalmente falar dos Caçadores, que são personagens que vinha segurando faz algum tempo, porque eles lidavam diretamente com os homens-lobo e os lobisomens. Os Caçadores surgiram em 2002 e os divulguei anos depois em um site virtual de textos, o www.etextos.com.br, no qual publicava semanalmente capítulos do livro. No Pacto eles aparecem com mais espaço, e a química entre eles e os vampiros foi muito boa. Eles controlam vampiros, lobos e toda e qualquer criatura imortal que atente contra um mortal.

10.Já tem data marcada para o lançamento? Vai ter tarde ou noite de autógrafo? Onde e quando?

Nazarethe: O Pacto dos Vampiros esta com previsão de lançamento para outubro de 2010 em São Paulo, mas ainda não tenho uma data certa. Assim que possível, divulgarei a informação em meu blog e no twitter.

11.Uma coisa marcante no livro foi a mistura do folclore(a lenda do boi) com o vampirismo, de onde veio esta inspiração para conectar uma lenda a outra?

Nazarethe: Do sangue e do vinho. Foi impossível não associar as duas coisas. O boi é uma celebração em que o desejo e o crime estão presentes. Muito similar ao desejo do vampiro, o ato de matar e beber sangue o do boi simboliza a fonte de vida. No fim de tudo, o boi ressuscita como um vampiro, para ser imortal.


12.Que conselho você dá para aqueles que querem seguir à profissão?

Nazarethe: Muita paciência e perseverança. Eu tentei desistir várias vezes, mas os fãs e o prazer de escrever me faziam voltar. Houve um tempo que escrevia para ler uma boa aventura, graças a isso tenho uma caixa cheia de livros semiprontos que hoje penso em publicar. O jovem escritor tem de se provar capaz de vender e disputar espaço na gôndola das livrarias com os títulos estrangeiros. Esse é nosso maior desafio.

13.A nova onda do vampirismo impulsionado por “Crepúsculo” teve reflexo no seu trabalho? Em termos de vendagem, de inspiração?

Nazarethe: Sim, a saga Crepúsculo fez as editoras apostarem em outros escritores do gênero, não só estrangeiros, mas nacionais também. Sinto-me privilegiada em chamar a atenção do público e satisfazê-lo, mas não é um sentimento desconhecido, pois já o experimentava desde 2001, quando Alma e Sangue foi lançado a primeira vez. Sempre tive boas vendas. Claro, não cheguei ainda a um milhão de copias. (risos). Hoje é como se esses autores tivessem aparecido do nada, mas sempre estivemos por aqui. Temos ótimos escritores nacionais, que vêem, assim como eu, há vários anos publicando sobre vampiros.

14.Você também tem contos publicados, fale um pouco sobre eles.

Nazarethe:Tenho atualmente três contos publicados:
1.Meu amor é um vampiro - 2010
2.Necrópole –Historias de Bruxaria - 2008
3.Anno Domini – Manuscritos Medievais – 2008
Tenho planos de futuramente publicar um livro de contos que escrevi em 2006, quando despertei para a linguagem curta dos contos. Escrevi vinte deles e os reuni por assunto: amor, ódio, ganância. É um daqueles livros que vira mimo do autor (risos).

Para nos despedirmos nada melhor que à lá Nazarethe e seus
Beijos mordidos!

sábado, 3 de julho de 2010

Eclipse chega às telonas e traz filas nos cinemas


O terceiro filme da saga Crepúsculo: Eclipse mal chegou aos cinemas e já causou alvoroço. Só nos EUA foram arrecadados US$ 69 milhões apenas na estréia, última quarta-feira 30, cobrindo os gastos da produção inteira do filme que foi de US$ 68 milhões.

No Brasil a história se repetiu, não sabemos ainda o número exato de arrecadação, mas as filas quilométricas nos cinemas falaram por si só. O público como sempre fanático, com faixas, camisetas, em fã-clubes aguardavam anciosos nas filas durante horas para não ficar de fora da sessão.

Considerado pelos fãs e críticos o melhor da saga, Eclipse, traz Jocb na disputa ferrenha por Bella que começa a duvidar de sua escolha em se tornar uma vampira e iver pela eternidade com Edward. O lobo aparece incontáveis vezes sem camisa no longa, arrancando gritinhos das fãs, já o vampiro fica de codjuvante romântico-arcaico querendo que Bella se case virgem.

As risadas ficam por conta de Charlie, o pai de Bella, com os cuidados paternais — completamente desajeitados e a linda vampira Alice, irmã de Edward, com toda a sagacidade de vampira e a lealdade ao irmão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Campanha de Incentivo a autores Brasileiros terá sua primeira entrevista


Começa a campanha para incentivar os nossos autores, para dar início ao ciclo de entrevistas convidamos vocês internautas a mandar as perguntas para sitevezevoz@yahoo.com.br .

A primeira autora é Nazarethe Fonseca.

Saiba um pouco mais sobre a escritora:

Nazarethe nasceu em São Luís, Maranhão. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho que se tornaria seu primeiro livro, uma trama policial. Seu livro de estréia, Alma e Sangue – O Despertar do Vampiro, foi publicado pela primeira vez em 2001 e dá início à saga Alma e Sangue, cuja sequência é Alma e Sangue – O Império dos Vampiros. É autora também de Kara e Kmam, e publicou contos nas coletâneas Necrópole: Histórias de Bruxaria e Anno Domini. Mora atualmente em Natal, Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Turista deve ter cuidados com insetos e alimentos na África do Sul


Alerta é para prevenção de doenças transmitidas por vetores e por água ou comida contaminada

Os turistas que vão viajar para a África do Sul a fim de acompanhar a Copa do Mundo de Futebol devem tomar alguns cuidados, principalmente com insetos e alimentos, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O alerta é para a importância da prevenção de doenças transmitidas por vetores e por água ou alimentos contaminados.

Além das vacinas contra febre amarela e sarampo antes da viagem, cuidados extras devem ser tomados pelos turistas no local para evitar a ocorrência de outras doenças. As áreas de ecoturismo e safári são as mais propensas a picadas de insetos transmissores de doenças como malária e febre amarela.

Já nos centros urbanos, a contaminação por água e alimentos é mais comum, podendo causar diarreia, desidratação, vômitos e dores no corpo. Por isso, recomenda-se dobrar a atenção ao sair para passeios ou fazer refeições.

No site da Vigilância Epidemiológica Estadual, é possível acessar a lista completa de recomendações feitas àqueles que irão à África do Sul nesta Copa.

Alguns cuidados para evitar o contágio por doenças transmitidas por vetores e alimentação:

- Usar roupas longas que cubram a maior parte do corpo, calças por dentro das meias ou botas, camisas de mangas longas, de cores claras, e chapéus;

- Aplicar repelentes contra insetos e carrapatos nas áreas expostas do corpo. Não esquecer de aplicar atrás das orelhas e no pescoço, áreas geralmente ignoradas;

- Usar inseticida nos dormitórios;

- Hospedar-se preferencialmente em locais que disponham de ar condicionado, ventiladores ou telas de proteção nas portas e janelas;

- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, principalmente antes das refeições e após utilizar o banheiro. Na impossibilidade de lavagem das mãos, utilize álcool em gel;

- Evitar ingerir água de origem desconhecida ou direto da nascente. Prefira água mineral engarrafada;

- Dar preferência a restaurantes ou lanchonetes indicados por agências de turismo, profissionais de hotéis ou guias locais. Evitar adquirir alimentos de ambulantes;

- Não ingerir alimentos que tenham permanecido em temperatura ambiente por mais de duas horas, preferindo pratos quentes e bem cozidos e/ou bem passados;

Fonte: Estadão

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Split: Rebeldes de presas


A nova série de vampiros Split, exibida pelo boomerang é voltada para o público pré- adolescente, até aí nenhuma novidade já que o canal visa este público. O que chama atenção é a qualidade da série, é ruim demais, não em termos de história porque esta até parecia interessante nos teasers liberados antes do lançamento mas pela gravação em si.

A dublagem é péssima, lembra as novelas mexicanas do SBT, sempre muito silêncio, muitas presas e as atuações são forçadas. Porém, tudo tem seu lado positivo, no boom do vampirismo teen iniciado pelo filme crepusculo, há espaço para diversas viagens no universo vampiresco e Split é mais uma delas.

Nem tudo é ruim na série, o uniforme do colégio é bacana e a trilha sonora é gostosa de ouvir e bem...público, eles tem, afinal quem gosta de Rebelde vai amar Split, sua versão de presas.

domingo, 30 de maio de 2010

Sessão de filmes árabes debate questão de gênero


No dia 12 de junho, o Instituto da Cultura Árabe (ICArabe), por meio do seu Núcleo de Estudos sobre a Mulher Árabe, realiza em parceria com o Cinemulher (cineclube filiado ao Centro Cineclubista de São Paulo – Cecisp) a exibição de dois filmes de seu acervo: “Passo a passo”, de Mehdi Naderi, e “Caramel”, de Nadine Labaki.

O objetivo da atividade, que ocorre no Centro Cineclubista de São Paulo (Rua Augusta, 1.239, conjuntos 13 e 14, São Paulo/SP) é trazer à luz a questão de gênero na contemporaneidade na região do Oriente Médio. Após as sessões, ocorrerá um debate com Muna Zeyn - presidente do Comitê Nacional Multipartidário das Mulheres, apresentadora dos programas Palavra de Mulher da Rádio USP e da Alltv Mulher e integrante do Conselho da Condição Feminina do Estado de São Paulo -, Soraya Smaili, diretora Cultural e Científica do ICArabe, Maristela Bizarro e Rita Quadros, ambas coordenadoras do Cinemulher.

Criado em setembro de 2009, o Cinemulher se propõe a exibir, refletir e discutir Cinema a partir da perspectiva de gênero. São objetos de exibições filmes que abordem o tema e/ou sejam produzidos por mulheres. “Ao longo de nossas atividades, percebemos que existe uma série de estereótipos e um enorme desconhecimento em relação a mulher árabe. Por isso decidimos fazer essa parceria”, conta Maristela.

Segundo Rita Quadros, a escolha dos filmes se deu de forma conjunta. "Fizemos alguma reuniões com o ICArabe e escolhemos essas duas produções", diz. Ela afirma que as sessões do Cinemulher costumam reunir cerca de 25 pessoas, entretanto, para esta atividade esperam a participação de cerca de 40. "Como é um assunto específico, tende a atrair mais o público", ressalta. Ela lembra ainda que as exibições são abertas para homens e mulheres e que apesar de a presença feminina se dar em maior número, a masculina também é muito bem vinda. "É preciso dialogar", conclui.

Para Muna Zeyn a exibição dos filmes é uma forma de prolongar a reflexão proposta pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. “É preciso refletir o universo feminino. Os filmes mostram que as mulheres árabes têm os mesmos valores, desejos e vivem os mesmos conflitos de todas as mulheres da contemporâneidade”, explica ela. Ela ressalta a situação das personagens das duas produções, mulheres independentes, provedoras do lar, que ocupam algum espaço público. “ A mulher no oriente ou no ocidente, é mulher. É preciso romper com o preconceito em relação ao desconhecido”, avalia Muna.

As exibições do Cinemulher acontecem todo segundo sábado do mês às 18 horas na sede do Cecisp - Rua Augusta, 1239 - cj. 13/14. São Paulo/SP. Para saber mais visite www.cinemulher.blogspot.com

Fonte: Icarabe

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cadê a Cultura?


Por:Leonard Almeida

Primeiramente quero parabenizar o acesso do São Bernardo F.C. à primeira divisão do Paulista. E claro, a grande final que o E.C. Santo André disputou com o Santos. Como diria o Cláudio Coutinho, é o “campeão moral”. Em suma, o esporte na região está bem representado e nos enchendo de orgulho. Mas não é disso que falarei aqui.

Diferentemente do esporte, especificamente o futebol, a Cultura no ABC vai mal das pernas. Em todas as sete cidades, é fácil reparar como há pouco (ou nenhum) incentivo a projetos que levem cultura e arte à população. Prova disso foi o fiasco do Festival de Paranapiacaba no ano passado, e a ausência de nossos municípios na rota da Virada Cultural do interior. São Bernardo foi a única cidade incluída na programação, quase que às pressas para não passar vexame. E as atrações não passam nem perto das de outras cidades de menor expressão. É vergonhoso nossa região, que tem tanta força e potencial econômico e político, não participar integralmente de um evento deste porte. Região essa que já recebeu bandas como Ramones, Deep Purple, e várias outras de peso, não pode se contentar em ter shows de artistas medianos ou medíocres.

Cultura, no latim, significa “cultivar o solo”. Desse jeito, o que está sendo cultivado para nossa população colher? Cadê a Cultura, ABC?

domingo, 23 de maio de 2010

França vence a Copa do Mundo de Gaza


Impossibilitados de sair do território devido ao cerco israelense, os amantes da bola na Faixa de Gaza decidiram criar um mundial próprio, a um mês do oficial. Até as seleções são as mesmas

Enquanto os amantes de futebol no mundo inteiro aguardam com ansiedade a próxima Copa, que será realizada a partir de 11 de junho, na África do Sul, os palestinos da Faixa de Gaza decidiram organizar seu próprio “mundial”.

Impossibilitados de deixar o território devido ao cerco israelense, os entusiastas da bola locais formaram – como maneira de protesto e demonstração de amor pelo futebol – um evento similar ao Mundial da FIFA, inclusive com seleções internacionais. Estados Unidos, Itália, França, dentre outras equipes, integradas por palestinos e funcionários de organizações humanitárias, disputaram a sonhada taça entre 3 e 15 de maio. A final a ocorreu no último sábado, com a vitória da França sobre a Jordânia.

Ideia

A Copa do Mundo de Gaza foi uma invenção do norte-americano Patrick McGann e do palestino Ashraf Mohammed Hamad. McGann viajou a Gaza pela primeira vez há um ano, liderando a Jumpstart International, organização não-governamental que constrói escolas e ensina cartografia a estudantes locais. A Jumpstart não atua mais no território, mas o voluntário decidiu permanecer. "O cerco israelense me fez querer ficar," contou ao IPS (Inter Press Service News Agency).

A ideia de realizar o torneio surgiu quando McGann e Hamad, que trabalha na Universidade de Ciências Aplicadas em Gaza, começaram a jogar futebol juntos no campus da escola, atraindo outras pessoas e formando pequenos campeonatos.

"O futebol é muito importante em Gaza e Ashraf me perguntou o que poderíamos fazer para promover algo maior... Nos ocorreu que o futebol poderia se tornar um veículo para a conquista de diversos objetivos, como ajudar os jovens a desenvolverem habilidades para a busca pela paz e a construírem orgulho próprio por meio de suas conquistas, além de reunir as pessoas – estrangeiros e palestinos, palestinos de diferentes opiniões políticas etc."

Mantendo o espírito de diversidade, como também a celebração dos talentos locais, McGann conseguiu apoio tanto de fora – uma judia portorriquenha que trabalha em uma organização criada por McGrann criou o logo usado no Mundial – quanto local, com fundos doados pelo Banco da Palestina, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Pepsi Co.

O troféu, criado por Hamad, foi feito a partir dos destroços deixados pela invasão israelense à Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Com informações dos portais Opera Mundi, UOL e CNN

“Primos”: livro traz histórias da herança árabe e judaica


Com organização de Adriana Armony e Tatiana Salem Levy, publicação reúne contos de autores brasileiros sobre suas ascendências

No dia 25 de maio o livro Primos, organizado pelas escritoras Adriana Armony e Tatiana Salem Levy, será lançado em São Paulo. A obra é uma coletânea que traz contos de escritores brasileiros descendentes de árabes e judeus. São 20 textos em que esses primos de origem dão seus depoimentos sobre sua ascendência. Autores consagrados ou iniciantes, Moacyr Scliar, Alberto Mussa, Cíntia Moscovich, Flávio Izhaki, Carlos Nejar, Fabrício Carpinejar, Julián Fuks e Salim Miguel são apenas alguns deles. Os contos abordam história, memória, alegoria, tradição e ruptura, provando que as duas culturas têm mais afinidades que diferenças.

Adriana Armony e Tatiana Salem Levy já exploraram bem suas raízes judaicas nos romances Judite no país do futuro, de Adriana, e A chave de casa, de Tatiana, este vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2008 na categoria autor estreante. Agora, “a ideia de juntar num livro escritores brasileiros descendentes de árabes e de judeus surgiu quase como uma necessidade”, explicam as escritoras Tatiana Salem Levy e Adriana Armony. Primos de origem, árabes e judeus têm mais afinidades do que diferenças, embora a situação política no Oriente Médio termine por dar ao mundo a impressão de que o ódio entre esses dois povos está na base de suas culturas. Por que brigam tanto, nos perguntamos, se são tão parecidos? E por que exaltar suas desavenças, se os pontos de encontro são tão mais profundos, tão mais antigos?

Árabes e judeus atravessaram os tempos com o livro no centro de suas tradições. E desse amor deriva o apego à narrativa, ao contar e criar histórias, e o desejo das famílias de ambas as culturas de não deixar as origens se desvanecerem. E é por isso que as autoras buscam fazê-los coexistir num livro, assim como já coexistiram fisicamente em diversas regiões, em épocas variadas, e ressaltam a peculiaridade desse pedaço de terra chamado Brasil, onde essas duas comunidades convivem de forma harmoniosa com a diversidade, seja cultural, étnica ou religiosa.

A própria definição de quem são os árabes e quem são os judeus é em si complexa e, por isso mesmo, escorregadia, flexível, abrangente. Trata-se de uma definição étnica? Territorial? Religiosa? Cultural? Para Adriana e Tatiana, árabe ou judeu será aquele que assim se reconhece. Foi este o critério que norteou a escolha dos autores de Primos: Adriana Armony; Alberto Mussa; Alexandre Plosk; Arnaldo Bloch; Bernardo Ajzenberg; Carlos Nejar; Cíntia Moscovich; Eliane Ganem; Fabrício Carpinejar; Flávio Izhaki; Georges Bourdoukan; Julián Fuks; Leandro Sarmatz; Luiz Antonio Aguiar; Márcia Bechara; Moacyr Scliar; Salim Miguel; Samir Yazbek; Tatiana Salem Levy; Whisner Fraga. Desde consagrados até iniciantes, passando pelos novos, mas já bastante conhecidos, os autores desses textos dão seus depoimentos sobre suas origens, agrupados em quatro temas: História, Memória, Alegoria e Tradição e Ruptura

Serviço:
Dia 25 de maio – terça-feira, às 19h.
Livraria da Vila –
Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista
Tel.: (11) 3062 1063

PRIMOS
Adriana Armony e Tatiana Salem Levy
Grupo Editorial Record/Editora Record
320 páginas
Preço: R$ 44,90
Formato: 14 x 21 cm
ISBN:978-85-010-8896-3
Ficção nacional / Contos / Árabes e judeus

3° temporada de True blood tem data marcada para estréia


A terceira temporada de True Blood tem data de estreia prevista para o dia 13 de Junho na HBO. A última promo irá para o ar no intervalo do episódio final de Lost, no próximo domingo. Mais cenas de nudez, acção, lobisomens e muito mais sangue é o que promete esta terceira temporada de True Blood.

Nessa entrevista para Michael Ausiello, Alan Ball fala da 3ª Temporada.

Algumas pessoas ficaram surpresas com a estrutura do final e sua decisão de encerrar a história de Maryann nos primeiros 30 minutos.
BALL: Eu tento olhar para a série basicamente como se fosse uma novela, e cada episódio é um capítulo. Acho que estou influenciado por assistir programas de TV e Box de DVD’s. Enfim, é dessa forma que a coisa funcionava. E o final da temporada no ano passado foi muito semelhante.

Por que não tivemos mais de Eric no final?

BALL: Há uma razão para não termos visto Eric na última parte do episódio, mas se eu explicar, eu estarei falando demais.

Será que ele vai ser importante na próxima temporada?
BALL: Sim. Apesar de que quando vi o seu [episódio mais recente da TV Ausiello], por um momento eu pensei “nós vamos ter que matar Eric”, porque você é o cara. Pensei ” uau, eu tinha muitas temporadas planejadas para Eric, mas acho que vou ter dar fim nele”. [Risos]

Falando nisso, você está surpreso com a paixão de Sookie/Eric com os fãs?

BALL: Sim. Eu tento não me envolver nisso porque só espécie de.. é muito confuso. Eu não quero que isso influencie o show. Pessoalmente, eu gosto, sim, Eric é quente, além de ser perigoso, e eu não sei se ele iria amar alguém além de si mesmo. Qual é o apelo nisso? O bad boy? O perigo?

Por que Sookie não foi suscetível aos poderes de Maryann, mas Jason foi? Será que eles têm pais diferentes?
BALL: Eles têm os mesmos pais. Vamos descobrir o que Sookie é [na próxima temporada]. Há coisas como genes dominantes e recessivos. Talvez Jason seja fundamentalmente humano, mas ele tem algum traço de alguns material não humano. Ele é uma espécie ridiculamente perfeito [de ser humano]. Ele é atlético e tem aquela coisa de carisma, talvez ele tenha tido algum tipo de ajuda nesse sentido. [Risos] Finalmente, se você olhar para porcentagens, ele é sobretudo humano. Já Sookie tem uma forte predisposição genética em outra direção. As pessoas que leram os livros sabe exatamente do que eu estou falando. Para as pessoas que não sabem, isso será revelado.

O que é aquela obsessão da rainha por Yahtzee?
BALL: Você tem 400 anos. O que você vai fazer? [Risos] É algo que surgiu no e achamos que seria engraçado.

Os fã estão divididos sobre Evan Rachel Wood como a Rainha. A grande queixa é que ela não parece bastante assustadora.
BALL: Ela será. Você não gostaria de um personagem que você olhasse depois e ele estaria explodindo. É engraçado porque os fãs são tão raivosos. Claro, isso é fantástico. E o fato de que eles são tão completamente envolvido no show, eles ficam aborrecidos e pensam “eu não gosto disso! Eu amo isso” . Significa que as pessoas estão assistindo o show e é realmente comovente. Eu acredito que a série terá vida longa. Você não pode explicar tudo e explodir sia ira no primeiro episódio que você cria um personagem pela primeira vez. Tudo que posso dizer é para continuarem assistindo. Fará sentido.

Ela irá retornar na próxima temporada e estará regular na série?
BALL: Ela não estará regularmente na série, mas ela vai aparecer. Cada estado tem sua própria realeza vampiro. Nós vamos encontrar o Rei do Mississipi e haverá algumas coisas interessantes acontecendo entre ele e a Rainha Evan.

Eu gostava de Michelle Forbes no papel de Maryann, a história parecia que se estava se alongando. Por que demorou tanto tempo para ela chegar ao fim?
BALL: Isso é parte do que a Rainha conversou. Elas estão sempre improvisando. Ela realmente não pode conjurar um Deus. Mas ela é tão fervorosos na sua opinião que continuou tentanto, sacrifício aós sacrifício. Ela é completamente delirante. Ela matou a Sra Jeanette como quem pessa estar indo ao trabalho. Ela sempre pensa que está indo para o trabalho. Ela nunca faz porque nunca o Deus que vem realmente vem. Mas ela acreditava fervorosamente que iria conseguir, ela acreditou por milhares de anos. É assim que eles eram capazes de ser mais esperto que ela.

Nós a vimos pela última vez?

BALL:
Sim, ela se foi. Eles destruiram ela. Ela nunca irá voltar – o que eu odeio, porque eu amo [a Michelle], era muito divertido trabalhar com ela. Ela é realmente deliciosa e todos a ama e odiavam ter que matá-la, mas tivemos que fazer.

O que você vai seguir do livro na próxima temporada?

BALL: Tomamos a essência dos livros, [mas] nós partiremos sempre no sentido do que for melhor para a televisão, por oposição à leitura. Continuamos a usar os livros como modelos. Mas agora que eu já li todos os nove livros, há coisas que são reveladas em livros mais tarde, de modo que provavelmente vai acontecer mais cedo na série comparado aos livros.

Você colocará o lobisomem Alcide?
BALL: Sim.

Você já o encontrou?

BALL: Não. Nós também temos que encontrar os parentes de sangue de Sam, o Super Vampiro Mau Franklin Mott, temos que encontrar Debbie Pelt, vamos realmente conhecer as pessoas que vivem em Hotshot um pouco antes do previsto. Nós já temos 4 episódios incompletos e já enviei para os escritores para escreverem os roteiros do que falta.

Vimos a Irmandade do Sol pela última vez?
BALL: Não. Steve apenas foi humilhado, eles ainda existem. E talvez ele esteja mais irritado do que nunca.

O fato de Jason ter matado Eggs me faz pensar que você poderia reiniciar a história de amor de Jason e Tara na próxima temporada. Você irá fazer isso?
BALL: Certamente, Jason vai ser consumido pela culpa. E ele vai se sentir como “Eu arruinei sua vida e eu tenho que fazê-la se sentir melhor”. Se isso é sensato, depende da forma de como você vê. Acho que certamente Tara desistiu de sua obsessão por Jason, mas agora que ela está lidando com a pior coisa que já lhe aconteceu, ela poderia estar mais vulnerável aos seus encantos.

Tara sempre vai estar em um relacionamento feliz?
BALL: Relacionamentos felizes são chato. Nós todos queremos isso para nossa vida. Mas eu não quero ver isso na TV.

Algum plano para dar a Lafayette um namorado?


BALL:
Sim.

Qualquer coisa é iminente?

BALL: Não posso falar nada. Mas certamente veremos mais e mais de Lafayette. Ele construiu uma série de muros em torno de si. Mas vamos vê-lo começar vulnerável, no próximo, e não será apenas medo de Eric.

Algum arrependimento por ter matado Godric? Eu tenho certeza que você está ciente de que o personagem foi muito bem recebido.
BALL: Não há volta em querer matá-lo porque eu acho que [ahistória foi] realmente poderosa. Essa foi a minha parte favorita no segundo livro. No entanto, podemos sempre voltar trás na história. Ele e Eric tiveram um relacionamento durante mil anos. Nós podemos sempre voltar e vê-lo novamente.

Hoyt e Jessica estão condenados?
BALL: Eles ainda se amam. Mas eles provavelmente terão problemas, como você provavelmente pode dizer com base no episódio da noite anterior.

Você percebe o quão impressionante é esses dois juntos, certo?
BALL: Eu sei disso.

Quanto tempo teremos de esperar para a 3ªtemporada?

BALL:
Provavelmente, vamos fazer a estréia na mesma época que fiz este ano. Nós estamos querendo filmar alguns episódios antes da pausa do Natal. Eu não sei se a HBO vai trazer o show de volta mais cedo, mas certamente não será mais tarde.

Há algo que eu estou esquecendo de lhe perguntar?
BALL: Eu estou surpreso que você não tenha perguntado quem levou Bill.

Quem levou Bill?
BALL: Foi a mãe de Hoyt.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

15ª Festa do Imigrante homenageia comunidade líbano-brasileira


O Memorial do Imigrante, instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura, realiza, nos dias 23 e 30 de maio, a 15ª Festa do Imigrante. O tradicional evento, é um convite para conhecer as manifestações culturais, artísticas e gastronômicas de diversas nações, além de resgatar a história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pela Hospedaria, desde o final do século XIX. No ano passado, os dois dias de festa reuniram mais de 16,5 mil pessoas.

Nesta edição, em função da celebração dos mais de 130 anos da imigração libanesa para o Brasil, o evento terá uma exposição fotográfica com imagens de famílias de imigrantes libaneses no Brasil; do Líbano, na época da imigração e também atuais; dos imigrantes libaneses nos barcos que aqui chegaram, entre outras. Também ser possível ver objetos, jornais e documentos antigos relacionados ao tema. A exposição ficará aberta até a segunda quinzena de junho. Já no segundo domingo da festa, haverá a apresentação do grupo folclórico Nasser Mohamed e a presença da Presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano, Lody Brais.

Segundo a Diretora Executiva do Memorial do Imigrante, Ana Maria da Costa Leitão Vieira, a comunidade Líbano-brasileira há mais de 130 faz parte do contexto da história do país. “Os primeiros libaneses vieram para o país incentivados pelo Imperador D. Pedro I. Em 1880, foi iniciada a imigração libanesa contemporânea”, afirma.

Atualmente vivem no Brasil sete milhões de libaneses e descendentes, o maior núcleo de imigrantes no mundo.

Nos dois dias do evento, o público terá a oportunidade de conferir também as apresentações de danças e músicas folclóricas dos grupos formados por imigrantes e descendentes de búlgaros, portugueses, lituanos, russos, japoneses, italianos, irlandeses, libaneses, indianos, chineses, espanhóis, africanos, ucranianos e outros. A festa contará também com uma feira de artesanatos, repleta de produtos típicos e acessórios trazidos pelas comunidades. Durante os dois dias de evento, os visitantes podem visitar as exposições permanentes e itinerantes presentes no local e fazer o passeio de Maria Fumaça.

Serviço - 15ª Festa do Imigrante
Dias: 23/05 e 30/05, das 10h às 18h.
Local: Memorial do Imigrante: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866

Ingressos:
R$ 5,00 e ½ entrada para estudantes. Entrada gratuita para menores de 7 anos e adultos com mais de 60 (sessenta) anos.
Visite o site: www.memorialdoimigrante.org.br

Sessão de cinema árabe no Núcleo de Cultura Árabe do Esporte Clube Sírio


No próximo sábado, 22 de maio, o Núcleo de Cultura Árabe do Esporte Clube Sírio realizará mais uma sessão de cinema árabe com o documentário Al Nakba (A Catástrofe), pertencente ao acervo do Instituto da Cultura Árabe (ICArabe). A exibição ocorrerá no Auditório, às 16h.

Para este ano ainda estão programadas as seguintes seções, que ocorrem sempre no último ou penúltimo sábado de cada mês:

19/06 - Lemon Tree
31/07 - Lawrence da Arábia
18/09 - Esperança em um tiro de estilingue
20/11 - Filmes ruins, árabes malvados

Al Nakba (A Catástrofe)

País: Catar
Ano: 2007
Título original: Al Nakba (the Catastrophe)
Elenco: Sem elenco (Documentário)
Direção: Rawan Damen
Produção: Aljazeera Network
Duração: 100’ (1ª parte)
Formato: BetaCam, Colorido
Legendas: Português (por Said Bichara e Felipe Benjamin Francisco)

Sinopse

Produto de um trabalho inédito de pesquisa rigorosa em arquivos ingleses do período do governo britânico da Palestina (1922-1948), o documentário revela momentos pouco explorados da história palestina, acompanhados de uma reflexão profunda de estudiosos tanto israelenses, como palestinos e ingleses. Aborda, como um todo, o período que vai de 1799 a 1947, denunciando o papel do mandato britânico na colonização da Palestina e a preparação da chamada al nakba, a tragédia do povo palestino. Levanta, em última instância, a noção de que o mesmo processo de expulsão, desapropriação e desenraizamento da população palestina, iniciado em 1947, continua vigente até os dias de hoje.

Serviço:
Esporte Clube Sírio: Avenida Indianópolis, 1192 – Ibirapuera.
Tel.: 2189 8500
Site: www.sirio.org.br