Informação objetiva

Obrigado por nos visitar e volte sempre!!!
Mostrando postagens com marcador movimentos sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador movimentos sociais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de junho de 2010

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo


O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.

A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 31 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.

Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.

Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.

É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.

Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!

Solidariedade e justiça


O post de hoje é uma forma de ajudar uma mãe aflita a exigir justiça, estou reproduzindo um email da Casa Viviane.

AMANHÃ, DIA 16 DE JUNHO, O ASSASSINO DE ELISANGELA SERÁ JULGADO, ELE A MATOU EM 2005 COM FACADAS NA FRENTE DA CASA DA SUA MÃE.

MARINALVA, MÃE DE ELISANGELA, NOS LIGOU PEDINDO NOSSA PRESENÇA. VAMOS COM AS SILHUETAS E COM NOMES DAS MULHERES QUE ATÉ HOJE NÃO OBTIVERAM RESULTADOS DA EFETIVAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA.

QUEREMOS CONVIDÁ-LAS PARA SOMAR CONOSCO NESTA MANIFESTAÇÃO DE APOIO E PROTESTO. O JULGAMENTO SERÁ AS 13H. NO FÓRUM DA BARRA FUNDA.

AMANHÃ, DIA 16 DE JUNHO DE 2010, AS 13 HORAS
NO TRIBUNAL CRIMINAL DA BARRA FUNDA PLENÁRIA 4
RUA ABRAÃO RIBEIRO, 313 - BARRA FUNDA


ABRAÇOS,

EQUIPE CASA VIVIANE.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Debates na SOF agitam o fim de junho


"Trabalho Doméstico e de Cuidados", com Helena Hirata
Terça-feira, 29 de junho de 2010, às 18h30


Helena Hirata é pesquisadora no GERS (Gênero e Relações Sociais) do CNRS, na França, e especialista nos temas: divisão sexual do trabalho e situação das mulheres no mundo do trabalho. Helena participou da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, falando para as caminhantes na tarde de 11 de março, em Louveira.

"Indústria da beleza e nanocosméticos", com Georgia Miller
Quarta-feira, 30 de junho de 2010, às 18h30


Georgia Miller é responsável pelos trabalhos sobre nanotecnologia da organização Amigos da Terra – Austrália.

Favor confirmar sua presença por telefone ou email


SOF - Sempreviva Organização Feminista
R. Ministro Costa e Silva, 36
Pinheiros - São Paulo
Tel: (11) 3819-3876
Correio Eletrônico: sof@sof.org.br

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Carta aberta da MMM- Moção de Repúdio ao Estatuto do Nascituro


A Marcha Mundial das Mulheres repudia com indignação o Projeto de Lei (PL) de autoria do Deputado Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG), que propõe instituir o Estatuto do Nascituro. O PL passa a considerar sujeito pleno de direito o óvulo fecundado, ou seja, o concebido e não nascido passa a ter mais direitos do que a mulher.

Tal PL pretende ainda legalizar, a violência sexual, especialmente o estupro que sofrem as mulheres. Tornando inadmissível o aborto conseqüente desta violação e instituindo o pagamento de auxilio para sustentação do nascido até os 18 anos. A “Bolsa Estupro”, como é conhecida pelos movimentos de mulheres, reforçará que a punição recairá sobre a própria mulher. A bolsa terá que ser paga pelo agressor e caso não o faça o ônus recairá sobre o Estado.

Afora a hipocrisia, se destaca a pretensão do legislador em querer determinar quando começa a vida, coisa que nem a ciência ousou fazer. Ao analisar os dispositivos desta proposta cai por terra o discurso de “proteção da vida”, pois não se vê nada além do que já tratam as legislações vigentes, sobre direitos de personalidade, direito de saúde e patrimoniais dos recém nascidos.

Caso aprovado fica proibido ainda qualquer manifestação que trate do assunto Aborto, cerceando o direito do debate quesito fundamental na democracia.

Entendemos que a proposta do “Estatuto do nascituro” deve ser rechaçada, pois ela significa mais um dos ataques dos conservadores, machistas e opressores:

- Condena as mulheres à submissão, mantendo-as expostas à violência;

- Reflete a omissão do legislativo diante do aborto como elemento de preservação da vida das mulheres e de garantia da autonomia;

- Golpeia a democracia, a igualdade e a justiça, atingindo bens e valores construídos historicamente.

O avanço rumo à aprovação do chamado “Estatuto do Nascituro”, deve ser visto como ameaça aos direitos das mulheres. Nele, estão reunidas as pautas mais retrogradas e de submissão, ostentadas pelo patriarcado e as instituições que o perpetuam, ao longo dos séculos: controle sobre o corpo das mulheres, a institucionalização da violência sexual e o domínio sobre o destino das mulheres.

Direito ao nosso corpo. Legalizar o aborto!

Marcharemos até que todas sejamos inteiramente LIVRES!

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais marca segunda-feira em São Paulo


Na próxima segunda-feira, 31 de maio, acontece em São Paulo a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, convocada pela Coordenação dos Movimentos Sociais, a CMS. Durante a atividade, será aprovada uma pauta de reivindicações que contribuirá com a construção de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil. Será lançado também o documento Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais, organizado pela CMS tendo em vista às eleições.

Programação
9h- credenciamento e acolhimento: café da manhã e orientações gerais aos participantes.

10h – Mística de abertura (responsáveis: MST e MMM)

10h30min – Composição da Mesa com representações das entidades - CMP, MMM, MST, Movimento Negro, CUT, CTB, CGTB, Movimento Estudantil, CONAM, Movimento de Juventude.

12h – Intervenções do Plenário
15h-
Previsão de término com aprovação e apresentação pública do Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais.

Lançamento Público do “Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais”

Cada participante da Assembléia receberá uma cópia do “Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais”, pois durante a apresentação do documento em Plenária ainda será possível apresentar sugestões/adendos ao documento.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Memorial da Resistência traz debate sobre preservação de lugares históricos sábado


Qual a importância da preservação dos lugares históricos, onde importantes fatos políticos e culturais ocorreram, para a elaboração crítica do passado? Como é possível preservar, sem recair num simples memorialismo ou numa batida ode aos heróis e monumentos, mas, ao contrário, contribuir para o fortalecimento de uma memória crítica do passado que reconheça o papel dos protagonistas e dos respectivos espaços onde importantes processos históricos ocorreram, colaborando para refletir sobre o presente e projetar o futuro?

Diversos países da América Latina, com destaque especial para a Argentina, têm avançado no trabalho de preservação da memória política de forma coletiva e crítica. Nos últimos dias, inclusive, foi noticiado que a ESMA – Escola Superior de Mecânica da Armada, famigerada por sediar sessões de torturas e assassinatos em massa durante a ditadura daquele país, enfim se transformou em espaço crítico da barbárie ocorrida em seus porões.

No Brasil, o Memorial da Resistência de São Paulo, no âmbito das linhas de ação do seu programa museológico, e os recentes trabalhos realizados pela Comissão de Anistia, com as Caravanas da Anistia e a implantação do Memorial da Anistia Política, têm dado importantes contribuições nesse sentido.

Para debater estas diversas experiências latino-americanas de forma a avançar ainda mais na luta pela Memória, pela Verdade e pela Justiça, o Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e o Memorial da Resistência de São Paulo convidam para o seminário dentro da programação dos “Sábados Resistentes”.

14h - Boas-Vindas
Ivan Seixas – Jornalista, ex-preso político – Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo
14h15 - Apresentação/Coordenação
Maurice Politi – Coordenador do Projeto de Promoção de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Especial de Direitos Humanos
14h30 – DEBATE: “A necessidade de preservação dos lugares históricos símbolos da repressão política durante os regimes civis-militares”
Gonzalo Conte MacDonnel – Coordenador do Programa Topografia de la Memória – Memória Abierta, Argentina
Paulo Abrão Pires Junior – Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil
Kátia Felipini – Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo

A atividade deverá também será transmitida ao vivo pela internet, com o apoio da VIATV (www.viatv.com.br).

Os Sábados Resistentes são promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo em parceria com o Memorial da Resistência de São Paulo. Trata-se de um espaço de discussão entre militantes de diversas causas, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados em geral no debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo central estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação.

Serviço:
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz (5º andar)
10 de abril de 2010, das 14h às 17h30

quarta-feira, 7 de abril de 2010

No Dia do Jornalista, Fenaj pressiona políticos pela aprovação das PECs


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) prepara manifestações para marcar o dia do Jornalista, celebrado nesta quarta-feira (07/04). A entidade definiu com os sindicatos, reunidos no Conselho da Entidade, dia 27/03, a agenda de atividades, que tem como objetivo a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs), que tramitam na Câmara e no Senado, em favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

“Todos os sindicatos estão preparando atividades. O eixo disso é a nossa luta pela exigência de diploma para atuar como jornalista. Estamos organizando manifestações junto ao Parlamento, Assembleias, junto aos deputados”, explicou Celso Schröder, vice-presidente da Fenaj.

De acordo com Schröder, a ideia da entidade é chamar a atenção para o debate sobre a profissão. “O dia vai ser lembrado pela reinvidicação da categoria. Existe um silêncio da grande mídia sobre esse assunto. A ideia é construir esse debate via imprensa alternativa e furar um pouco isso, além de dar ritmo aos nossos trabalhos na tramitação das PECs”.

No sindicato de Brasília, por exemplo, as atividades se concentrarão no Congresso Nacional, pela aprovação das PECs. Do outro lado da polêmica que envolve o diploma, o sindicato dos jornalistas de Santa Catarina realizará um seminário para debater a filiação de jornalistas sem formação superior específica.

Fonte: Comunique-se

terça-feira, 6 de abril de 2010

MST faz convocação geral para um ato em defesa de Cuba


NÓS, DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA-MST, CONVOCAMOS TOD@S MILITANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS, DO MOVIMENTO SINDICAL PROGRESSISTA, DOS PARTIDOS PROGRESSISTAS E DE ESQUERDA E TOD@S @S QUE TREMEM DE INDIGNAÇÃO DIANTE DE UMA INJUSTIÇA COMETIDA CONTRA QUER SER HUMANO EM QUALQUER PARTE DO MUNDO PARA UM ATO DE SOLIDARIEDADE COM CUBA DIANTE DA OFENSIVA CONTRA-REVOLUCIONÁRIA QUE ESTÁ EM CURSO. O DEMOCRATAS E O PSDB, JUNTO AGORA COM A UGT, QUE SE PRESTA A SER O BRAÇO SINDICAL DA DIREITA BRASILEIRA NA LUTA CONTRA CUBA, VÃO ESTAR AMANHÃ NO CONSULADO DE CUBA.

CONVOCAMOS A MILITÂNCIA PARA ESTAR PRESENTE AMANHÃ, 07/04, 8H00 NO CONSULADO DE CUBA, PARA MANIFESTAR NOSSA SOLIDARIEDADE AO POVO E AO GOVERNO DE CUBA. DEFENDER CUBA É DEFENDER A REVOLUÇÃO CUBANA E SUAS CONQUISTAS ECONÔMICAS, SOCIAIS, POLÍTICAS E CULTURAIS.

NENHUMA OPRESSÃO MAIS CONTRA CUBA. QUEREM IMPOR UM BLOQUEIO CONTRA CUBA NO BRASIL. QUEREM IMPEDIR QUE O POVO BRASILEIRO CONHEÇA A REVOLUÇÃO CUBANA. CHEGA DE BLOQUEIO MIDIÁTICO CONTRA CUBA. CHEGA DE PERSEGUIÇÃO CONTRA A REVOLUÇÃO CUBA.

VAMOS DAR UM BASTA NA CONTRA -REVOLUÇÃO LATINO-AMERICANA, QUE DERRUBA PRESIDENTE EM HONDURAS, QUE CRIA BASES DOS EUA NA COLÔMBIA E QUE ATACA TODOS OS DIAS A REVOLUÇÃO CUBANA AQUI NO BRASIL.

É HORA DE RETRIBUIR O QUE SEMPRE RECEBEMOS DESTA GRANDE PÁTRIA LATINO-AMERICANA: A SOLIDARIEDADE IRRESTRITA AOS POVOS DO MUNDO.

NÃO DEVEMOS VESTIR BRANCO, POIS ESTA SERÁ A COR DA ROUPA DOS CONTRAS.

COM FIRMEZA, MAS COM ORGANIZAÇÃO, ESTAREMOS LÁ, NA DEFESA DE CUBA, DA DEFESA DO POVO CUBANO E NA DEFESA DESSA REVOLUÇÃO QUE TAMBÉM É NOSSA.

DIREÇÃO ESTADUAL MST/SP
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA-MST

Serviço:
Rua Cardoso de Almeida, 2115, Bairro Sumaré, São Paulo, SP. CEP: 01251-001.
Telefone: (55-11) 3873-2800
Fax: (55-11) 3864-5052

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Marcha Mundial das Mulheres promove bate- papo com militante do Quebec


Elsa Beaulieu, militante lésbica e feminista, faz parte da MMM desde seus princípios no Quebec em 1998, e aceitou o convite para compartilhar experiências e desafios num bate- papo quarta-feira, dia 07 de abril, às 18h30.

O tema é "Ser lésbica / bissexual e feminista: compartilhando experiências" e acontece no SOF, Rua Ministro Costa e Silva, 36, Pinheiros, São Paulo.

domingo, 28 de março de 2010

Filme e debate agitam Dia da Terra em SP


O Cuca da UNE(União Nacional dos Estudantes) de São Paulo vai exibir nesta terça,30, o filme "Porta do Sol" seguido de um debate sobre o assunto. Dia 30 de março é comemorado o "Dia da Terra", representado pela árvore oliveira, foi neste dia em 1976 que palestinos protestaram contra a invasão do exército israelense a Galiléia. Esta manifestação foi reprimida violentamente sem distinção entre mulheres, homens e crianças, seis palestinos foram assassinados e centenas ficaram feridos e presos.

A iniciativa é uma parceria entre o Instituto de Cultura Árabe, Movimento Palestina para Todos, Sociedade Árabe-Palestina de São Paulo, Centro Cultural GianFrancesco Guarneri, Frente em Defesa do Povo Palestino e Cuca SP, com o intuito de não deixar cair no esquecimento a morte de cidadãos comuns e trazer informações sobre o tema complexo, as sociedades organizadoras e apoiadoras levantam a bandeira dos que lutam contra a criminilização dos movimentos sociais e pela democracia plena, com justiça social.

SERVIÇO
Centro Cultural GianFrancesco Guarneri
Rua Vergueiro, 2485- Vila Mariana (próx ao metro Ana Rosa)
30 de março,terça-feira, às 19h30

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sonhando com o retorno ao lar


Por:Soraya Misleh*

Em visita a um grupo de refugiados palestinos que vieram do Iraque nos últimos meses de 2007, recém-chegados ao Brasil após permanecerem quase cinco anos morando em tendas no meio do deserto, a expressão árabe “Sanaud” (“Nós voltaremos”) revelou a esperança, o sonho. Mais de dezoito meses se passaram desde então e o direito ao retorno ao seu pedaço de chão, reivindicado há décadas, continua a ser negado. O grupo em questão inclui vários palestinos expulsos de sua terra natal há 61 anos e outros tantos descendentes desses. Não chega a 2% do número desses refugiados no mundo: são 117 homens, mulheres e crianças, de diversas idades, que deixaram o campo de Ruweished na fronteira da Jordânia rumo ao Brasil e engrossam a estatística de 8 milhões de deslocados em função da ocupação sionista iniciada ainda antes de 1948 – quando foi fundado o Estado de Israel, em 15 de maio, mediante a expulsão de 800 mil árabes de suas casas. Para os palestinos, começava a nakba (catástrofe), uma das maiores injustiças do mundo contemporâneo, ainda sem reparação.
No mesmo ano, em 11 de dezembro, foi reconhecido pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), através da Resolução 194, o direito ao retorno dos palestinos e restituição de suas propriedades. Esse direito elementar – presente no artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ironicamente aprovada em 1948 – vem desde então sendo reiterado pela comunidade internacional de tempos em tempos. Já o foi pelo menos 130 vezes pela ONU.

Não obstante, continua a produção desses excluídos, que compõem a maior e mais antiga população deslocada do globo. No recente massacre perpetrado pelo exército de Israel em Gaza, um gueto em que se amontoam em pouco mais de 300km2 1,5 milhão de palestinos – a esmagadora maioria deslocada de suas aldeias destruídas em 1948 ou descendente dos que se tornaram sem lugar de um dia para o outro –, nova leva engrossou as estatísticas. Conforme informou o palestino Jamal Juma, ativista da ONG Stop the Wall, durante conversa com jornalistas no Fórum Social Mundial 2009, como resultado das três semanas de intensos ataques entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano, naquela pequena faixa foram destruídas 44 mil casas e “serão necessários 20 anos para a reconstrução”. Ele concluiu: “Setenta mil famílias viverão em barracas por pelo menos dez anos.” Segundo divulga a agência das Nações Unidas para refugiados palestinos, a UNRWA (The United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East), em Gaza encontram-se oito dos seus 58 campos de refugiados oficiais, em que se reúnem cerca de 495 mil de 1,3 milhão registrados morando nessas condições na região (incluindo Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano).

Dos 8 milhões espalhados pelo mundo, aproximadamente 4,6 milhões estão inscritos nesse órgão. Contribui para a manutenção e elevação dessa trágica estatística a estratégia deliberada de tornar a vida dos palestinos insustentável, para que abandonem suas casas. Dentro dessa lógica, são submetidos diariamente a punições, humilhações e privações.

Expulsão e negação
Os refugiados são resultado do conjunto de iniciativas sionistas para esvaziar o território e expandir a ocupação. Um deles vivia em Cacún, uma pequena aldeia palestina de 2 mil habitantes próxima de Tulkarm (na Cisjordânia). Esta foi uma das 500 vilas destruídas em 1948, cujas famílias foram forçadas a deixar suas casas às pressas. Aos 13 anos, ele viu sua casa, a terra, as árvores, tudo sumir diante de tratores impiedosos. Vivendo no Brasil desde 1956, aos 74 anos ele sonha com a Palestina cheia de poesia e beleza de sua infância. Aquela que a ocupação sionista, com seus muros cinzentos de concreto e postos de controle, esconde e tenta apagar, sem sucesso, da memória coletiva.

A negação do direito legítimo ao retorno por parte de Israel talvez tenha a ver com essa busca, uma vez que não há argumento plausível para essa recusa. Em artigo de sua autoria intitulado “Os últimos dos excluídos” (Revista Caros Amigos, especial Oriente Médio, maio de 2009), a historiadora Arlene Clemesha destaca que “grande parte das terras das aldeias esvaziadas em 1947-49 continua vazia”. É o caso de Cacún, hoje um “parque ecológico”, onde estão as raízes desse senhor de 74 anos: meu pai. E de sua família.

Soraya Misleh* jornalista, diretora de imprensa do Instituto da Cultura Árabe e secretária de comunicação do Movimento Palestina para Tod@s

terça-feira, 2 de março de 2010

Programa Ajuda Alimentando atende instituições de São Paulo


Com o objetivo de sanar a fome e o desperdício em São Paulo, Programa Ajuda “Alimentando”, apoiado pelo Centro da Cultura Judaica, arrecada alimentos para instituições que fornecem refeições diárias a necessitados da cidade, sejam eles judeus ou não

Por Polyana Pessoa e Evelin Pontes

Ministrado pela nutricionista Patrícia Giordano, o programa Ajuda Alimentando surgiu com o apoio do Centro da Cultura Judaica e com o objetivo de auxiliar as crianças que passam dificuldades nas ruas de São Paulo e também evitar o desperdício de comida pelos grandes comércios de frutas e verduras. Atualmente no Brasil, uma em cada quatro crianças passa fome, e na cidade de São Paulo são 300 mil crianças e jovens nestas condições, segundo dados da Secretária de Abastecimento e Agricultura do Estado de São Paulo.

Todos os alimentos são pré-selecionados pela equipe da nutricionista e encaminhados as instituições. De segunda a sexta-feira, são atendidas 32 instituições. Em apenas um dia o Ajuda Alimentando arrecadou pouco mais de 1 tonalada e doou os alimentos para sete instituições que servem refeições aos necessitados, sejam eles judeus ou não. Além do combate a fome, o Programa também oferece cursos teóricos para os cozinheiros das instituições. O objetivo é ensinar as pessoas como conservar e aproveitar cascas e outras partes dos alimentos que geralmente são desperdiçadas.

As frutas e as verduras são recolhidas em feiras livres, sacolões e armazéns, os produtos não perecíveis são arrecadados em padarias, supermercados, indústrias, campanhas e eventos. O Mercado Municipal, localizado no centro de São Paulo, é um dos fornecedores. “Caixas de chuchu, de cenouras e de outras verduras que já não são próprios para o comércio mais que ainda podem ser consumidos são doados, são esses os tipos de alimento que trabalhamos.”, afirma Patrícia.

As doações podem ser feitas por restaurantes, hotéis, supermercados, centrais de abastecimentos, padarias, docerias e os freqüentadores do Centro da Cultura Judaica podem contribuir com 1 Kg de alimento não perecível. A partir do próximo semestre a nutricionista vai dar dicas e receitas saudáveis pelo site do Centro da Cultura Judaica. Para ser um parceiro, os interessados devem entrar em contato pelo email: ajudaalimentando@culturajudaica.org.br ou pelo telefone (11)3065-4331.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sorvete, educação e solidariedade


Escola para crianças no Oriente Médio recebe ajuda brasileira
Por: Juliane Almeida

O simples ato de se refrescar com a compra de um sorvete é sinônimo de solidariedade. Pelo menos para a Pastoral Universitária do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), que encontrou nas vendas de sorvete uma forma de arrecadar dinheiro para ajudar na construção de uma escola no Oriente Médio.

A campanha da Pastoral junto com 10 mil voluntários em todo mundo fazem parte de uma ação mundial coordenada pela Associazone di Voluntari per Servizio Internazionale (AVSI), uma organização não governamental da Itália que anualmente escolhe quatro projetos em todo o mundo para receberem o dinheiro arrecadado.

Neste ano, um dos projetos escolhidos foi a construção de uma escola para crianças judias e árabes de Jerusalém e Belém. De acordo com o site da AVSI, os alunos desta escola no Oriente Médio encontram sérias dificuldades em se manterem na instituição devido aos constantes conflitos existentes na região que deixam famílias sem renda. Na instituição, chamada Terra Santa, convivem desde católicos ortodoxos até protestantes e muçulmanos.

A Pastoral da FEI procurava uma forma de arrecadação e a idéia de vender sorvete veio de uma aluna, há sete anos é um evento aguardado e tradicional na Universidade.
No meio do Campus, uma sala simula o ambiente de uma sorveteria e qualquer pessoa pode participar da campanha se disponibilizando para trabalhar.
Este ano, a expectativa foi superada: eles conseguiram arrecadar R$ 6.000 vendendo sorvete a R$ 2,00 cada, porém como eles não contam com a ajuda de fornecedores e investem na compra por atacado, obtiveram um lucro de R$ 3.000.

Todo o dinheiro arrecadado vai para um escritório nacional da AVSI em Belo Horizonte para em seguida ser enviado para a sede na Itália e o total da arrecadação das instituições voluntárias é distribuído entre os projetos sociais.
Além da escola no Oriente Médio, a organização italiana também ajudará um Hospital no Paraguai, especializado em pacientes terminais, a construção de um Centro Educativo para professores e estudantes de Uganda e uma escola para meninos na Índia.

Para a coordenadora do projeto, a professora Marli Pirozelli do Departamento de Ciências Sociais, esta ação não significa somente a arrecadação monetária e sim a inclusão dos alunos e professores em uma realidade fora do mundo acadêmico como proposta sócio-educativa.
“Nós aceitamos todos aqueles que queiram participar. Este ano nós tivemos 26 alunos trabalhando dois dias diretos, se revezando. Eles se envolvem, entram em uma escala de trabalho e participam. É um trabalho gratuito e não tem nenhuma conotação de estágio, atividade acadêmica ou extensão” relata Marli.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Consumidor tem pé atrás com empresas que se “dizem” sustentáveis


Por: Luma Jatobá

Para debater “a transformação do consumidor para uma nova economia global”, a oficina do Instituto AKATU dividiu os presentes em mesas numeradas cada uma com um dos seis temas levantados: papel das empresas, comunicação transparente, decisões de compra mais sustentável, diálogo com o consumidor, sustentabilidade como diferencial competitivo e poder de mobilização do consumidor.

A discussão durou cerca de uma hora e meia com intervalos e intervenções, das 16h30 às 18h, o público gostou da forma interativa com que aconteceu “acho muito boa oportunidade, para troca de idéias, foi muito rico. Posso levar algumas sugestões de ações para empresa que trabalho” disse Paula Gargioni do Sesi Santa Catarina.

A relação com o consumidor do ponto de vista das empresas e a idealização do que é ser sustentável e não apenas parecer foi ponto chave do debate. Para o mediador Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, o consumidor passa a ser solidário e ter a percepção de que “estamos todos no mesmo barco” quando sente da empresa o compromisso dela com a sustentabilidade.

O conceito de sustentabilidade é ainda muito confuso na cabeça do consumidor, gerando desconfiança de ações empresariais. O marketing verde e a idéia de vestir uma camisa falsa de “ecologicamente correto” dificulta a diferenciação de quem é e os que apenas fingem ser. O que fica claro em pesquisa no Dossiê MTV, realizado em 2008, onde 39% dos jovens afirmam que algumas empresas fazem propaganda sobre sua ação de preservação ao meio ambiente, mas, na prática, poluem e não reciclam.

As soluções levantadas durante a oficina foi a de criar canais de comunicação entre as empresas através de mídias alternativas, transparência mesmo quando ocorra um erro e não só comunicados através de releases ou propagandas institucionais, levar o debate para dentro das empresas, educação e conscientização sustentável. “Me surpreendeu, mais uma vez reforçou que temos muitas idéias mas precisamos de co-responsabilidade para colocá-las em prática” relatou Beatriz Stutzel, da Indesa Brasil.

Foto: Claudia Perroni

terça-feira, 16 de junho de 2009

Debate entre empresas e jornalistas esquenta Conferência Ethos


Por: Luma Jatobá




Conferência Ethos iniciou um debate entre empresas e jornalistas às 15h, de ontem, moderado pelo presidente do instituto, Ricardo Young. Representando as empresas: Nemércio Nogueira, diretor de assuntos institucionais da Alcoa América Latina e Caribe; Augusto Rodrigues, diretor de comunicação empresarial da CPFL, Daniela Di Fiori, vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade do Wall-mart; Os jornalistas: Amélia Gonzalez, editora do suplemento Razão Social do jornal O Globo; Alexandre Mansur, editor de ciência e tecnologia da revista Época e Amália Safatle, da revista Página 22;


O clima começou a esquentar entre os participantes quando ações de algumas empresas foram questionadas, o caso mais famoso foi o do Wall- mart e Daniela se saiu muito bem quando indagada se eles tem um departamento de sustentabilidade e checam de onde vem seus produtos como se envolveram no escândalo da carne, denunciado em relatório pelo Greenpeace(a farra do boi)? "Temos sim um departamento que cuida desta parte, eu mesma faço a checagem, agora o que acontece é que infelizmente não temos como investigar até a 8°, 9° elo da cadeia produtiva, podemos saber de quem compramos e se estão de acordo com nossas propostas mas de quem eles compram ou como são as condições das fazendas, é mais dificil". E que as três maiores redes de supermecados se uniram para boicotar o abastecimento de carne do Estado do Pará, até que a origem da carne e transporte seja comprovada pelo Ministério Público.

Outro ponto alto foi o desabafo de alguns jornalistas que cobrem sustentabilidade, além de serem discriminados nas redações, às vezes se sentem impotentes apenas promovendo ações de grandes empresas ou iniciativas de ONGs e quando há alguma denuncia ou catástrofe envolvendo o tema a matéria sai do caderno indo parar em outros suplementos. As revistas especializadas tem mais liberdade para tratar do assunto embora seja mais dificil se manter, existem poucos anunciantes, tem sempre um certo medo por parte das empresas pois grande parte das revistas do gênero tem caráter denuncista.

Foto: Nelson Aguilar

quinta-feira, 5 de março de 2009

Amanhã ocorre manifestação contra o neologismo "ditabranda"

Por: Luma Jatobá

Os últimos detalhes do ato já foram divulgados então a todos que comparecerem fiquem atentos, segundo autoridades ligadas ao prefeito Gilberto Kassab(DEM) a manifestação deverá ocorrer conforme a lei e decreto municipal em que os manifestantes não poderão ocupar a via de trânsito de veículos, ficando restritos ás calçadas. Tanto na Barão de Limeira quanto nas ruas adjacentes.

Eduardo Guimarães presidente do Movimento dos Sem Mídia, escreveu em seu blog para as pessoas que comparecerem "O lado da verdade concede tranqüilidade e força. Use-as. Mas mantendo sempre a espinha ereta, a mente alerta e o coração tranqüilo. É assim que você deve se sentir quando for participar do Ato Público contra a 'ditabranda' do jornal Folha de São Paulo."

A organização prevê que o término seja entre meio-dia e uma hora da tarde, terão intervenções, de vítimas da ditadura militar, do MSM e qualquer pessoa que quiser falar deverá procurar Antonio Arles,1° secretário do MSM, para que fique organizado tanto o tempo de cada um, que terá em média 5 minutos quanto a ordem de fala para que não hajam atropelos.

Serviços:
Ato público será na Barão de Limeira à partir das 10h

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Estudantes da UNIESP protestam contra alterações da grade curricular


Por: Luma Jatobá

Manifestação começou ontem com cerca de 100 estudantes com narizes de palhaços faixas e durou mais de 10 horas, já no perído da noite o número de participantes aumentou para 300 e em alguns momentos até 400 adeptos, a queixa é contra a alteração da grade curricular que foi feita misturando turmas de cursos e semestres diferentes para reduzir gastos.

A diretoria da UNE foi procurada pelos alunos para orientá-los e foi decidido pelo ato, alguns professores que estavam presentes foram chamados pela direção da universidade para dialogar e ao se mostrarem ao lado dos alunos foram demitidos e os alunos bolsistas foram privados de seu direito e aos que não estavam no momento e tinham o benefício foi emitido um termo de compromisso, que tem objetivo de inibir a participação deles.

Ás 14h de hoje acontece uma reunião no Sinpro SP, entre o sindicato e a Uniesp para tratar das demissões dos professores. A direção da UNE informa que estarão na porta da UNIESP- Conselheiro Crispiniano ás 18h esperando "um diálogo saudável e democrático".

*Até o momento a Uniesp não procurou os alunos para conversar

quarta-feira, 30 de abril de 2008

CUT e Força Sindical vão comemorar o Dia do Trabalhador com shows gratuitos


Centrais Sindicais fazem shows para marcar o dia do trabalhador
Por: Luma Jatobá

Nesta quinta-feira, 1° de maio, ocorrerão em São Paulo duas grandes festas com atos políticos e shows organizados por centrais sindicais, que juntas tem a expectativa de reunir 2 milhões de pessoas.


A CUT(Centra única dos Trabalhadores) fará seu evento na esquina da avenida São João com a Ipiranga e pretende manter o público do ano passado, 1,5 milhão de pessoas, com shows de Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Bruno & Marrone, Chico César, Exaltasamba, César Menotti e Fabiano, Edu Ribeiro, Jeito Moleque, Guilherme & Santiago, Harmonia do Samba, Grupo Revelação, Negra Li e Caio Mesquita & Rick Vallen.


Já a Força Sindical se concentrará na praça Campo de Bagatelle, estação Santana do metrô, zona norte da capital, à partir das das 7h e com expectativa de atrair 1 milhão de pessoas. Serão sorteados durante o evento dez carros de R$ 23 mil cada um e cinco apartamentos de R$ 50 mil cada um. Os destaques são para as atrações: Zezé di Camargo e Luciano, César Menotti e Fabiano, Daniel, Exaltasamba, Edson e Hudson, Rio Negro e Solimões, Fábio Jr., Gian e Giovani, Guilherme e Santiago, Mastruz com Leite, Matogrosso e Mathias, Grupo Revelação, Rick e Renner, Cezar e Paulinho, Hugo e Tiago, Gino e Geno, Boka Loka e Frank Aguiar.


Os temas dos atos políticos serão "importância do desenvolvimento econômico com distribuição de renda, a valorização do trabalho e a defesa do ambiente" da CUT entre 16h e 17:30h e o da Força será "Os Trabalhadores em Defesa do Planeta", com um diferencial, haverá distribuição de 20 mil mudas de plantas nativas e acontece das 10h às 12h.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Entidades unidas comemoram o cancelamento do leilão da CESP


Ato para comemorar o cancelamento do leilão da CESP(Companhia Energética de São Paulo) contou com diversas entidades estudantis e movimentos sindicais.
Por: Luma Jatobá

A manifestação começou com uma reinvindicação dos estudantes do Estado de São Paulo exigindo mais verba para a educação e se mostrando contra o uso do jornalão ao invés de livros didáticos nas escolas.
UNE, UBES, UPES, UMES e UEE-SP trouxeram estudantes secundaristas de colégios públicos da região metropolitana para o ato que teve concentração na Pça da Sé e por volta das 10:30h seguiu em carreata pelas ruas do centro rumo ao largo São Bento para se unir à comemoração do cancelamento do leilão da Cesp (que seria promovido na quarta-feira, 26) com centrais sindicais como CUT, Intersindical, CTB, Conlutas, NCST, UGT e CGTB.
A passeata ocorreu de forma pacífica, com adolescentes humorados cantando músicas como: "Bom dia, José Serra! Como vai?Bom dia, José Serra! Como vai? Faremos o possível para tirar seu troninho, bom dia, José Serra como vai..." a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, convidou a todos a pular contra a privatização. Em meio a discursos aclamados e chuvas de confetes e serpentinas num carnaval fora de época Lúcia declarou: “Fizemos um grande carnaval de comemoração”.

Os estudantes deixaram seu recado sobre as outras possíveis privatizações na lista do governador: ''Realizamos um ato em comemoração a essa vitória, mas nos manteremos atentos a qualquer tentativa de privatização de empresas brasileiras'', anunciou o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Arthur Herculano.

Sindicalistas também alertam : “O ato foi importante para demonstrar que o movimento popular está unido em defesa da Cesp”, disse Carlos Rogério Nunes, secretário de comunicações da CTB, que esteve no ato e falou em nome da central. “O governo Serra certamente voltará a tentar realizar o leilão e é importante que este movimento não se disperse para que possamos derrotar as novas investidas contra a Cesp”, explicou.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Dia 8 de março é marcado como um dia de luta das mulheres


Com espírito brincalhão a banda Fuzarca, formada pelas ritmistas da Marcha Mundial das Mulheres, entoava refrões como:"João cozinha seu feijão, Zé cozinha se quiser"
Por: Luma Jatobá

Em roupas roxas ou lilás lá estavam as manifestantes munidas de tambores, faixas, palavras de ordem na ponta da lingua e muita simpatia contagiando a quem passava pelo centro da cidade desavisado.

O motivo de tantas mulheres reunidas era simples e poderia ser resumido numa só palavra: igualdade; Toda a luta das mulheres desde 1857 até os dias atuais se resume em igualdade e no último dia 8 não foi diferente.
As principais bandeiras levantadas eram: legalização do aborto, equiparação de sálarios, aposentadoria aos 55 anos ou com 30 anos de contribuição, contra a violência à mulher e a mercantilização do corpo feminimo. E nesta última reinvindicação a cerveja Kaiser ganhou destaque em cartazes: "Homem que é homem não bebe Kaiser a cerveja que desrespeita a mulher. "

Estavam presentes as representantes das mulheres encarceradas pedindo: direito às visitas íntimas e discriminação das relações homoafetivas, garantia dos direitos políticos das presas, como o direito ao voto, inclusão das presas nas campanhas de vacinção e nos mutirões para realização de exames ginecológicos (como prevê o SUS)

A manifestação ocorreu tranquilamente com muitos discursos, músicas e seu ponto alto foi o término na pça do Patriarca que para a ocasião foi batizada de Matriarca com direito a saia na estátua.